Pièce - Domingo MOBRAL para o dia 19 de Agosto

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Domingo MOBRAL para o dia 19 de Agosto

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Sonoro; Arquivo MP3 (.mp3); Tempo: 00:29:44.

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(1968 - 1985)

Notice biographique

O Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL) foi oficializado pelo decreto nº 62.455, de 22 de março de 1968. Embora oficialmente estabelecido naquele ano, o movimento teve sua criação em 15 de dezembro de 1967, Dia Internacional da Alfabetização, por meio da Lei nº 5.379 durante o governo de Costa e Silva. Sua implementação, no entanto, só ocorreu em 1970, quando Emílio Garrastazu Médici assumiu a presidência, e Jarbas Passarinho era o Ministro da Educação.

Vinculado ao Ministério da Educação e Cultura, o MOBRAL tinha como missão implementar o Plano de Alfabetização Funcional e a Educação Continuada para Adolescentes e Adultos, entre outros projetos que visavam diversificar as abordagens de ensino e inclusão social. Tinha como foco a alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais que não soubessem ler e escrever. O principal objetivo era promover a alfabetização funcional e a continuidade da educação por meio de cursos específicos, com duração prevista de nove meses.

O MOBRAL surgiu como um programa do governo militar para ir contra o Programa Nacional de Alfabetização do governo de João Goulart, lançado em janeiro de 1964, coordenado por Paulo Freire, apesar de usar métodos de ensino parecidos. O programa enfrentou diversos desafios ao longo dos anos, tanto em termos de estrutura quanto de custos. O financiamento do MOBRAL dependia de recursos da União, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, incentivos fiscais ( até 2% de desconto no do Imposto de Renda) e uma parcela da Loteria Esportiva, o que representava um alto custo para o governo.

Em 1975, o programa foi alvo de uma investigação por meio de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado Federal. A investigação foi desencadeada após denúncias sobre a inclusão indevida de crianças de 9 a 14 anos no programa, o que gerou críticas à sua execução e resultou na versão "MOBRALZINHO", que visava atender essa faixa etária. Além disso, as críticas à falta de resultados efetivos e a questão do elevado custo de manutenção começaram a afetar a imagem do programa.
Em meio a esses desafios, o MOBRAL foi se modificando ao longo do tempo, criando novos programas e tentando se adaptar às necessidades de uma população maior. Porém, a pressão política e os custos elevados se tornaram insustentáveis.

O MOBRAL foi extinto pelo Decreto nº 92.374 de 6 de fevereiro de 1985, no governo do José Sarney e foi criada a Fundação EDUCAR, que visava substitui o MOBRAL. Por fim, a Fundação Educar foi extinta em 1990. O fim do MOBRAL também foi motivado pela insatisfação com os resultados do programa, que não conseguiu reduzir de forma significativa os índices de analfabetismo, e pela crescente necessidade de reformular as estratégias de educação de adultos e jovens no Brasil.

Histoire archivistique

O acervo documental do Arquivo Histórico do Inep inicialmente é organizado por séries documentais dispostas dentro da Seção de Fundo Histórico. Tal classificação é derivada de um quadro de arranjo proposto nos anos 1980 pela arquivista Astrea Moraes e Castro como parte do processo de reorganização dos Arquivos do Ministério da Educação - MEC em Brasília. A proposta da arquivista sofreu adaptações até chegar no modelo atual o qual obedece a uma sistemática que envolve ordenação por setor de origem, tipologia documental e assunto.

O acervo possui data-limite inicial do período de 1937, quando houve a criação oficial do instituto por meio da Lei nº 378 de 13 de janeiro de 1937, até 1997, ano em que o Inep tornou-se oficialmente autarquia federal por meio da Lei nº 9.448/97. Atualmente é coordenado pela Coordenação de Disseminação de Informação - CGDI. As séries compõem-se majoritariamente por documentos textuais, iconográficos e cartográficos.

Desde sua concepção o Inep tem sido o orientador nas ações relativas à Educação Brasileira, função que intrinsecamente se reflete no arquivo, que abriga um conteúdo documental complexo e é fonte importante para pesquisadores de todo o país. Disseminar os documentos do acervo histórico descritos no AtoM faz parte de um objetivo institucional de difusão de sua produção à sociedade. Esta iniciativa afirma o seu compromisso de ser para a comunidade em geral o observatório da educação brasileira em âmbito nacional e internacional.

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Portée et contenu

Locutor:
Domingo MOBRAL para o dia 19 de agosto.
Bom dia, amigos ouvintes do Domingo MOBRAL. Estamos de volta para mais um encontro com vocês que apoiam e participam do trabalho do MOBRAL. Temos muita coisa para conversar nesta manhã de domingo. Na quarta-feira dia 22 nós vamos comemorar o dia mundial do folclore nós estamos no mês do folclore e mais precisamente na semana do folclore, mas o dia mundial do folclore é no dia 22 de agosto e este dia é reconhecido pois foi um decreto presidencial do dia 17 de agosto de 1965, que criou o Dia do Folclore. Agora, folclore. O que é o folclore? Folclore é a sabedoria popular. Foi uma expressão criada por um inglês, um estudioso inglês, William Thoms. Ele pesquisava tudo que o povo fazia e suas tradições, as lendas, as superstições, as brincadeiras, essas coisas que ninguém sabe qual foi a origem, mas que todo mundo faz, todo mundo participa. como a ciranda, o Bumba Meu Boi. Então, William Thoms escreveu uma carta, foi publicada no jornal, e ele criava esta expressão: "Folk Lore". Então, folclore é a sabedoria popular.
E todos vocês devem enviar para o Domingo MOBRAL as atividades folclóricas de sua região. Mandem aqui para o programa que nós vamos divulgar.
E aproveitem esta semana para comemorar o nosso folclore.
Mas, vejam só o que é folclore. Prestem atenção nessas quadrinhas. E se você conhece alguma, mande para o Domingo MOBRAL. Caixa postal, 56036, Rio de Janeiro.

Homem 1:
Teu coração é cofre cheio de moedas de querer bem. Já fez rica muita gente e eu nunca tive um vintém.
Homem 2:
Até nas flores se encontra a diferença da sorte. Umas enfeitam a vida, outras enfeitam a morte.
Homem 3:
Toda a vida ouvi contar que amor matava a gente. Fui um dia experimentar, quase morro de repente.
Homem 4:
Uma ‘véia’ muito ‘véia’, de tão ‘véia’ se envergou. Foi falar em casamento, a ‘véia’ se endireitou.

Locutor
Então você sabe quem é que escreveu uma dessas quadrinhas? Não sabe, pois isso é folclore, é uma tradição. As pessoas vão falando, outras vão aprendendo e as vezes até modificando um pouco, mas a tradição se mantém. Se você conhece alguma quadrinha parecida com esta, que tem este mesmo espírito, escreva para o Domingo MOBRAL e nós teremos todo o prazer de divulgar.
Agora vamos ver outro tipo de manifestação folclórica. É uma adivinhação. Preste atenção, porque não vou repetir, hein? “O que é, o que é? Com capa não pode andar. Para andar bota-se a capa. Tira-se a capa para andar”. Descobriram? Ah, é muito fácil. Olha aqui. É o peão. A capa é o cordel que aciona o peão, o cordão, aquele cordão que a gente joga o peão. Então, com a capa, não é? Ele não pode andar. Aí você bota a capa e quando você joga o peão, você tira a capa e ele anda. Não é? Quem é que acertou? Se você conhece alguma adivinhação, mande pra gente, tá?
Agora, mais uma manifestação folclórica. Era uma coisa muito comum nas cidades do interior. Hoje não é tão comum, porque os circos estão, assim, desaparecendo. E é um entretenimento tão bom, não é? Quem é que não gosta do circo? Mas havia uma brincadeira que o palhaço fazia para promover o espetáculo. Vejam só como é que ela é:

Palhaço:
Eu vi a negra na janela!
Plateia:
Tinha cara de panela!
Palhaço:
Eu vi a negra no portão!
Plateia:
Tinha cara de tição!
Palhaço:
Hoje tem espetáculo?
Plateia:
Tem sim senhor!
Palhaço:
Hoje tem marmelada?
Plateia:
Tem sim senhor!

Locutor:
Agora vejam só, as crianças que acompanhavam o palhaço e que em algumas cidades ainda acompanham, eles tinham uma marquinha no braço, assim, feita com tinta a óleo. Então, à noite, eles podiam participar do espetáculo, podiam assistir o espetáculo sem pagar o ingresso. Não era interessante?

(Jingle)
Anote o endereço do MOBRAL, Rio de Janeiro, capital. Escreva pra caixa postal, 56.036.
Escute o domingo, MOBRAL. Faça como tanta gente fez. Escreva para a caixa postal 56.036.
Rio de Janeiro.

Locutor:
Nós estamos no mês do folclore, especialmente na Semana do Folclore, e no dia 22 de agosto será comemorado o Dia Mundial do Folclore. E por isso, o Domingo MOBRAL de hoje está dedicando toda a sua apresentação ao nosso folclore. Não vamos apresentar a nossa sessão de correspondência, mas tenham um pouquinho de paciência que no próximo programa já estaremos atendendo a todos aqueles que escrevem para o Domingo MOBRAL, Caixa Postal 56036, Rio de Janeiro.
E a nossa correspondência tem sido realmente muito grande. Sinal de que todos estão ouvindo, estão gostando e querem participar do programa. Agora, algumas superstições. E não se esqueça, quem conhece superstição pode escrever para cá. A gente vai colecionar e vai divulgar através do programa. Bem, superstição é tudo aquilo que o homem acredita sem ter para isso qualquer fundamento. Apenas a pessoa tem medo ou desconhece. Então, passa a ter uma superstição. Vamos ver algumas.

Mulher:
Achar menino bonito e não dizer "benzeu Deus" atrasa o menino.
Homem:
Morrer sem vela na mão, não alumia o caminho da alma.
Homem:
Apontar as estrelas, cria verruga no dedo.
Mulher:
Dormir com sede, o anjo da guarda levanta de noite para beber água e pode se afogar no pote.
Homem:
Passar por trás de burro diminui a inteligência.
Mulher:
Perder a aliança de casamento, quem perde morre primeiro.
Homem:
Casar em agosto dá desgosto.
Homem:
Quem ficar com os cabelos de outra pessoa, pode lhe fazer mal.
Mulher:
É. E destrói-se um inimigo, destruindo-lhe o retrato.
Homem:
E abrir a boca sem benzer, entra o demônio.

Locutor:
É, temos que manter a boca fechada. Agora, quando era menino, eu tinha muito medo de mula sem cabeça, que diziam que ela punha fogo pelos olhos. Um pouco difícil, né? Mula sem cabeça botando fogo pelos olhos, mas também é uma manifestação folclórica, uma superstição. As chuvas, As mudanças de tempo também têm o seu lado folclórico. Às vezes, quando o serviço de meteorologia falha, a sabedoria popular funciona. Eu conheço uma moça chamada Bililica, que é lá da Paraíba, de Puxinanã. Ela nunca erra, a gente pergunta assim: "vai chover?" "Não, não vai chover, não." Ela nunca erra. E a meteorologia, às vezes, se engana. Mas vejam só algumas crendices ligadas ao tempo:

Homem:
Por favor, chuva ruim não molhe mais o meu amor assim.

Homem:
Burro mexendo as orelhas é sinal de chuva.
Homem:
Anu voando baixo é temporal na certa.
Homem:
Tinha um grilo e cigarra cantando ontem. É sinal de tempo firme.

Locutor:
Na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, dizem que quando chove no dia de São Sebastião, dia 20 de janeiro, chove também no carnaval. É uma crendice e é uma manifestação folclórica.
No programa de hoje, só estamos falando sobre folclore porque dia 22, vamos lembrar mais uma vez, quarta-feira, é o Dia Mundial do Folclore. Nós gostaríamos de mandar uma mensagem para os animadores e frequentadores de todos os postos culturais do MOBRAL. Festejem esta semana do folclore. Vamos promover danças, cantorias. Vamos fazer com que as pessoas mostrem aquilo que sabem sobre folclore. O importante é aproveitar esta data para avivar, para promover o folclore de sua região.
O pesquisador Mário Souto Maior publicou, há algum tempo, o Dicionário Folclórico da Cachaça. Nesse dicionário, ele reuniu alguns nomes pitorescos que o povo dá para essa bebida bem brasileira. E esses nomes fazem hoje parte do folclore.

Homens:
Água bruta, águas de setembro, água que gato não bebe. Alicate, avestruz, bate-bate, bitruca, boliche, cangibrina, catinguenta, colarinho, dengosa, engasga gato, espivitada.

Locutor:
E tem muitos outros nomes, a cachaça, a nossa cachaça. São centenas e centenas de nomes pelo Brasil afora. Mas Quem também tem o seu folclore são os bichos. Existem bichos assim participando de várias histórias de lendas folclóricas. Vocês vejam só o coelho. O pé do coelho dá sorte. A caveira do boi serve para dar proteção aos campos. E vocês sabem por que é que o galo canta de madrugada? É para assustar as assombrações. (cruzes!)
Coruja e borboleta preta? Quando você encontrar uma coruja ou uma borboleta preta, tenha cuidado porque é sinal de mau agouro. Agora, pior ainda é cruzar com gato preto. É sinal de azar. Mas isso tudo, isso tudo é folclore.
Sobre animais nós recolhemos mais alguma coisa. Vejam só, matar João de Barro dá dor de barriga. Peixe que tem Nossa Senhora nas escamas é abençoado. Vocês observem ali na escama tem um desenho de Nossa Senhora, então se tiver é peixe abençoado. E curioso o gambá que tanta gente não gosta porque chupa ovo, come as galinhas, o gambá é abençoado porque ofereceu leite ao menino Jesus. O cabrito é que devia dar o leite mas negou e foi renegado. Agora aranha de noite isso é um perigo aranha ver aranha de noite é sinal de contrariedade e gafanhoto quando aparece na sala é sinal de que vai chegar visita. Então faça um cafezinho gostoso quando aparecer um gafanhoto porque lá vem visita.
Mais uma historinha, mais uma crendice popular, mais uma manifestação folclórica. Conta a lenda que quando o menino Jesus fugiu de Herodes, Herodes foi aquele imperador que mandou matar as criancinhas, então São José ia puxando o burrinho, Nossa Senhora ia carregando Jesus Cristo no colo. Então, a rolinha vinha atrás cobrindo os passos, os passos de São José e as marcas do casco do burrinho. Mas o tico-tico vinha mais atrás e descobria. Então, conta a lenda que a rolinha é abençoada e o tico-tico é amaldiçoado. Mas não vamos nem matar a rolinha, nem matar o tico-tico, que são passarinhos tão bonitos, não é? Agora, um outro animal que está muito ligado ao nosso folclore é o boi. O ciclo do boi é imenso no folclore do Brasil. Por todo lado, com diferentes nomes, ainda sobrevive a tradição do Bumba Meu Boi.

Homem:
Anoiteceu, o galo cantou
Vaqueiro vai na igreja
Que o sino dobrou
Anoiteceu, o galo cantou
Vaqueiro vai na igreja
Que o sino dobrou
É pra reunir, vamos guarnecer
Esta é a ordem que São João mandou
É pra reunir, vamos guarnecer
Este é a ordem que São João mandou

Locutor:
Ligado ainda à figura do boi, vamos encontrar as histórias de vaqueiros e vaquejadas. Uma presença constante na literatura de cordel.

Homem:
Gado bom, quem tem sou eu, melhor que o gado holandês.
Touro de 50 arrobas, dou de presente a vocês.
A vaca mais ruim do bando, tem bezerro todo mês.

Locutor:
A literatura de cordel é outra manifestação importante do nosso folclore. É o resultado da imaginação do poeta popular. É um livrinho assim, bem rude, uma edição artesanal. E ganhou esse nome de literatura de cordel porque, geralmente, o autor, o poeta, vai para a feira, estica um cordão e pendura nesse cordão os seus livrinhos. E ele, para promover o seu livrinho, geralmente, anuncia o nome das poesias e recita algumas.

Homem:
Eu peço a vossa mercê
A todos que aprecia
Hoje na data do mês
Porque eu não vejo a luz do dia
Homem, menino e mulher
Cada qual a dar o que puder
E proteja a minha bacia
Esse aqui já me pagou
Os outros ‘farta’ pagar
Tantos apreciador
Não tenha pena de dar
Ilustro meus amiguinhos
Quem lhe pede é um ceguinho
Que não pode trabalhar
O homem disse João se me deres a metade
Do teu filhinho eu garanto levar-te até na cidade
A fim de tu assistires a grande festividade
Som de canais disse dou-te até é minha própria vida
Para me levar em Cecília onde está a minha querida
Eu quero é saber se ela de mim já tá esquecida

Locutor:
Ainda agorinha nós lembramos os festejos do Bumba Meu Boi vamos aproveitar para lembrar também outro tipo de música folclórica muito importante e que ainda a gente encontra em muitos lugares do Brasil a Folia de Reis. Depois do Natal e até o dia 6 de janeiro, Dia de Reis, é muito comum a gente encontrar os grupos de Folia de Reis. Então, sai, geralmente, um na frente com a bandeira da Folia, saem os palhaços e o pessoal da música tocando viola, cavaquinho, zabumba. E a Folia vai parando de casa em casa, cantando sua música, pedindo licença para entrar, e as pessoas oferecem café, bolo, e depois eles cantam um pouco, se apresentam ali, vão cantar em outra casa.
Importante, existe também uma crendice sobre folia. É que quem sai na folia um ano tem que sair sete anos seguidos. Se não sair sete anos seguidos, diz que o diabo o persegue. Vamos ver alguma coisa sobre a folia de reis.

(música)
Bateu asa e canta o galo
Quando o salvador nasceu
O de casa, ô de fora
Quem louva Jesus sou eu

Bateu asa e canta o galo
Jesus nasceu em Belém
Senhor é dono da casa
Aceite meus parabéns

E bateu asa e canta o galo
Meia-noite deu sinal
Acende mais uma vela
Pois é noite de Natal

No romper da meia-noite
No romper da madrugada
Vamos ver menino Deus
No seu bercinho deitado

Boa noite, boa noite
Boa noite lhe desejo
Sou filho do Pai Eterno
Devoto da Mãe de Deus

Vinte cinco de dezembro
De janeiro a dia seis
Eles foram convidados
Pra festa de Santo Rei

Quando chega esse dia
Resolve-se a ladainha
Vai tomar café com bolo
Comer arroz com galinha

(música)
Lá vem a cigana
Deixa ela entrar
Vem pedindo esmola
Tem mas não te dá

Adorai Jesus
É hora meu senhor
É hora, é hora
É hora de grande louvor

Dai-me uma esmola
Pelo amor de Deus
Que a pobre cigana
Ainda hoje não comeu

Adorai Jesus
É hora meu senhor
É hora, é hora
É hora de grande louvor

Eu não sou daqui
Sou do Maranhão
Bote nesta salva
Ao menos um tostão

Adorai Jesus
É hora meu senhor
É hora, é hora
É hora de grande louvor

Eu não sou daqui
Venho de Belém
Bote nesta salva
Ao menos um vintém

Adorai Jesus
É hora meu senhor
É hora, é hora
É hora de grande louvor

Vamos minha irmã
Vamos nos andando
Adeus minha gente
Até para o ano

Adorai Jesus
É hora meu senhor
É hora, é hora
É hora de grande louvor

(música)
Hora brinca, boi careta
Sabiá
Tá na hora de brincar

Locutor:
Encerrando essa edição especial para o Dia Internacional do Folclore, que se comemora no dia 22 de agosto, agora na quarta-feira, o Domingo MOBRAL vai divulgar um grupo muito importante do Mato Grosso do Sul. É o Grupo Acaba. São os cantadores do Pantanal. O Jairo, Dudu, Chico, Zezinho, Luiz e Vandir são os componentes do grupo. E vejam só a filosofia do Grupo Acaba. Dizem eles, a valorização do artista local é uma de nossas metas básicas, estimulando o povo a sentir que só há crescimento se houver respeito e incentivo aos poetas, cantadores, artistas da palavra, da forma, do gesto, da voz. E o grupo Acaba, os cantadores do Pantanal, cantam as músicas de sua região, o Mato Grosso do Sul. É um grupo extraordinário, que se apresenta com muito sucesso em toda a região do Mato Grosso do Sul e também fora do seu estado. Vamos ouvir o Grupo Acaba:

(música Grupo Acaba - Kananciuê)
Aiopopê, Aiopopê
Pê, Pê, Pê, Pê, Pê
Aiopopê, Aiopopê

Aruanã Etô é lugar das máscaras
Maste Purú é lugar dos homens

Aruanâ Etô é lugar das máscaras
Maste Purú é lugar dos homens

Nasci na terra onde o sol se levanta
Com jenipapo urucum pintei meu corpo
Com rabo de canastra fiz flauta
Pra ter meu cantar
(Pra ter meu cantar)

Pesquei pirarucú com arupema e cipó de imbó
Mandioca braba, inhame e cará plantei
Pra alimentar meu corpo
(Pra alimentar meu corpo)

Aruanã Etô foi invadido
Meu colar, meu tacape, minhas armas
Não fazem mais sentido
(Não fazem mais sentido)

Nada vive muito tempo
Só a terra e as montanhas
Vem ver o que resta do seu povo, Kananciuê
(Kananciuê)

Vem Jurumá expulsar Anhanguera
Jaci, Tupã, filhos de Kananciuê
Ninguém quer mais a paz do que eu
na caminhada final
(Na caminhada final)

Locutor:
Esperamos que todos vocês ouvintes do Domingo MOBRAL tenham gostado do nosso programa hoje inteiramente dedicado ao dia mundial do folclore que se comemora no dia 22 de agosto. Participem das manifestações folclóricas de sua região e mandem para o nosso programa aquelas manifestações que vocês conhecerem, aquelas que se realizam na sua cidade, no seu município, enfim, no seu estado.
O nosso endereço para qualquer correspondência é Programa Domingo MOBRAL, caixa postal 56036, Rio de Janeiro.
Queremos deixar aqui um roteiro da Mobralteca, o caminhão do MOBRAL. Este caminhão visita as cidades e vai levando uma excelente discoteca, uma excelente biblioteca, exposição de quadros, leva material para artesanato, se você quiser pintar, bordar, Enfim, há vários materiais para você trabalhar, leva instrumentos musicais para aqueles que gostam de tocar um instrumento musical, promove shows, enfim, você deve conhecer o trabalho da Mobralteca, este caminhão do MOBRAL, que neste mês estará nas seguintes cidades: no estado de Goiás, na cidade de Porto Nacional, no estado de Pernambuco, nas cidades de Pacira, Machados, Frei Miguelinho e Vertentes. No estado de Minas Gerais, nas cidades de Joaíma, Jequitinhonha, Almenara e Muriaé. Em São Paulo, nas cidades de São Sebastião e Ilhabela. E no estado de Goiás, nas cidades de Urutói, Palmelo e Santa Cruz. No próximo domingo, estejam conosco em mais um Domingo MOBRAL. Um grande abraço para todos vocês.

Homem:
Esta audição integra as atividades do Programa Nacional de Tele Educação PRONTEL.

(Jingle)
Querer saber é saber querer
Querer saber é saber querer
Este é o caminho que leva pra gente vencer, pra gente vencer
Quando a gente quer saber, tudo é facilitar
Tudo é realizado, tudo é realizado
Queira saber mais
Queira saber e subir
Subir ao saber
Projeto Minerva é cultura
Projeto Minerva

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Janeiro de 2026; Arquivo Histórico; INEP.

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