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Curso profissionalizante - SENAI Volta Redonda

Curso profissionalizante - SENAI Volta Redonda

Na Primeira República, o crescimento da classe trabalhadora industrial e a influência de ideais socialistas e anarquistas impulsionaram lutas por melhores condições de vida, e o acesso à educação rapidamente se tornou uma das pautas das organizações operárias. Para enfrentar o analfabetismo, os movimentos de trabalhadores fundaram escolas e bibliotecas populares, além de pressionar os governos pela criação e manutenção de instituições educacionais públicas.

A imagem mostra um ambiente de oficina ou sala de aula prática voltada para trabalhos manuais e marcenaria. No primeiro plano, há um homem utilizando uma plaina manual para alisar uma peça de madeira sobre uma bancada. Ao fundo, outras pessoas trabalham em diferentes mesas, manipulando materiais e ferramentas, sugerindo atividades de corte, montagem ou acabamento. O espaço está equipado com bancadas, armários e ferramentas, indicando um local organizado para ensino técnico ou profissionalizante.

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Curso profissionalizante - SENAI Volta Redonda

Curso profissionalizante - SENAI Volta Redonda

Na Primeira República, o crescimento da classe trabalhadora industrial e a influência de ideais socialistas e anarquistas impulsionaram lutas por melhores condições de vida, e o acesso à educação rapidamente se tornou uma das pautas das organizações operárias. Para enfrentar o analfabetismo, os movimentos de trabalhadores fundaram escolas e bibliotecas populares, além de pressionar os governos pela criação e manutenção de instituições educacionais públicas.

A imagem mostra um ambiente de oficina com máquinas e bancadas. No primeiro plano, há uma mulher operando uma serra de fita ou máquina similar para cortar madeira. Ao fundo, outra mulher trabalha em uma bancada com peças e ferramentas. O espaço é organizado para atividades práticas, com equipamentos de marcenaria e armários contendo materiais.

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Curso profissionalizante - SENAI Volta Redonda

Curso profissionalizante - SENAI Volta Redonda

Na Primeira República, o crescimento da classe trabalhadora industrial e a influência de ideais socialistas e anarquistas impulsionaram lutas por melhores condições de vida, e o acesso à educação rapidamente se tornou uma das pautas das organizações operárias. Para enfrentar o analfabetismo, os movimentos de trabalhadores fundaram escolas e bibliotecas populares, além de pressionar os governos pela criação e manutenção de instituições educacionais públicas.

A imagem mostra uma mulher em uma mesa de trabalho segurando uma estrutura de vime ou material semelhante, possivelmente um cesto ou parte de um objeto artesanal. Ao lado, sobre a mesa, há uma luminária com base metálica e cúpula cilíndrica clara. No fundo, aparecem prateleiras com diversos objetos e ferramentas, sugerindo um ambiente de oficina ou sala de artesanato.

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Curso profissionalizante - SENAI Volta Redonda

Curso profissionalizante - SENAI Volta Redonda

Na Primeira República, o crescimento da classe trabalhadora industrial e a influência de ideais socialistas e anarquistas impulsionaram lutas por melhores condições de vida, e o acesso à educação rapidamente se tornou uma das pautas das organizações operárias. Para enfrentar o analfabetismo, os movimentos de trabalhadores fundaram escolas e bibliotecas populares, além de pressionar os governos pela criação e manutenção de instituições educacionais públicas.

A imagem mostra três pessoas posicionadas atrás de uma bancada coberta com papéis. Ao fundo, há prateleiras organizadas com diversos objetos, incluindo utensílios e peças de cerâmica, sugerindo um ambiente de oficina ou espaço artesanal. As paredes são revestidas com azulejos claros, reforçando a aparência de um local funcional e dedicado a trabalhos manuais.

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Comissões Municipais - Sala de Aula

A imagem mostra uma sala de aula antiga com vários alunos adultos sentados em carteiras de madeira, voltadas para a frente. Cada pessoa parece estar escrevendo ou acompanhando algum material sobre a mesa. Ao fundo, há um quadro-negro com anotações escritas à mão, incluindo palavras como “SOM” e “Fale baixo”, além de um desenho da bandeira do Brasil. O ambiente é simples, com paredes lisas e iluminação uniforme, sugerindo um espaço escolar tradicional. Também é possível ver algumas pessoas em pé próximas ao quadro, indicando que podem ser instrutores ou observadores.

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Comissões Municipais - Sala de Aula - Programa de Alfabetização

A imagem mostra uma professora diante de uma lousa, apontando para palavras e sílabas escritas à mão, em uma sala de aula cheia de alunos adultos. A turma está sentada em carteiras escolares e observa atentamente a explicação. O quadro exibe exercícios de leitura e escrita, reforçando o caráter alfabetizador da aula. O ambiente simples, com enfeites educativos e mesas alinhadas, demonstra a organização típica das classes do MOBRAL.

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Comissões Municipais - Inauguração - Jupi

Registro do momento de abertura oficial da comissão, simbolizado pelo corte da fita, em Jupi - Pernambuco.
A imagem mostra uma cena de inauguração. No centro, há uma fita esticada sendo segurada por pessoas posicionadas em ambos os lados da entrada, indicando um momento típico de cerimônia de corte de fita. O espaço parece ser a entrada de um prédio, com portas abertas e uma área interna visível ao fundo.
As pessoas estão vestidas com roupas formais ou sociais, sugerindo um evento importante. Algumas paredes e detalhes arquitetônicos simples podem ser observados, reforçando que se trata de um ambiente institucional ou comunitário. Há também inscrições manuscritas sobre a foto, identificando uma representante dos Agentes Culturais (ACULT), uma representante dos Encarregados de Supervisão Global (ENSUG), o presidente da Comissão Municipal (COMUN) (pessoas que representavam a comunidade), o prefeito, uma representante dos Supervisores de Área (SA) e uma representante da ERAPE.

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Embarque da Mobralteca em navio cargueiro - Cabedelo/PB

Fotografia registrando o embarque de uma unidade móvel do Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL) em navio cargueiro, no porto da Paraíba. Essas unidades itinerantes foram fundamentais para levar materiais didáticos e suporte pedagógico a regiões remotas, inclusive por via marítima, garantindo a expansão das ações de alfabetização funcional.

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Embarque da Mobralteca em navio cargueiro - Cabedelo/PB

Fotografia registrando o embarque de uma unidade Mobralteca do Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL) em navio cargueiro. As Mobraltecas funcionavam como bibliotecas itinerantes e centros de apoio pedagógico, levando livros e materiais educativos a regiões remotas. Essa operação logística por via marítima foi essencial para ampliar o alcance do programa.

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Exposição Cultural da Mobralteca - Nova Friburgo/RJ

Fotografia de atividade promovida pela Mobralteca, unidade itinerante do Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL). A programação incluía empréstimo de livros, exposições de trabalhos artesanais, espetáculos de música e teatro, exibição de filmes e outras ações culturais, com o objetivo de integrar alfabetização e acesso à cultura nas comunidades atendidas.

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Exposição de Ferramentas na Programação da Mobralteca - Nova Friburgo/RJ

Fotografia de exposição de ferramentas artesanais realizada como parte da programação cultural da Mobralteca, unidade itinerante do Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL). Essas atividades buscavam integrar alfabetização e cultura, oferecendo empréstimo de livros, oficinas, apresentações artísticas e exibição de filmes, promovendo inclusão social e valorização do saber popular.

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Programação Cultural da Mobralteca - Barra da Tijuca/RJ

Fotografia de atividade promovida pela Mobralteca, unidade itinerante do Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL). A programação incluía empréstimo de livros, exposições de trabalhos artesanais, espetáculos de música e teatro, exibição de filmes e outras ações culturais, com o objetivo de integrar alfabetização e acesso à cultura nas comunidades atendidas.

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Apresentação Musical na Mobralteca - Francisco Beltrão/PR

Fotografia de espetáculo cultural realizado na Mobralteca, unidade itinerante do Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL). A programação dessas unidades incluía empréstimo de livros, exposições de trabalhos artesanais, apresentações musicais e teatrais, exibição de filmes e outras atividades voltadas para integrar alfabetização e acesso à cultura nas comunidades atendidas.

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Programação Cultural da Mobralteca - Vitória/ES

Ação da MOBRALTECA.
Fotografia mostrando atividades culturais promovidas pela Mobralteca, unidade itinerante do Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL). A programação incluía oficinas de artesanato, tricô, tapeçaria, uso de instrumentos musicais e outras ações voltadas para integrar alfabetização e acesso à cultura nas comunidades atendidas.

A imagem mostra uma unidade móvel da Mobralteca, parte do programa do Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral), estacionada em um espaço público urbano. O veículo é adaptado com toldo listrado e exibe o nome “mobralteca” em destaque e "Santos Dumont" escrito em baixo de um número "01". Em frente ao veículo, há várias pessoas reunidas, algumas observando e outras participando das atividades. Estão posicionadas placas vermelhas com inscrições que indicam diferentes oficinas e propostas culturais:
“Crochê Tricô Tapeçaria”
“Madeira Couro Costura”
“Baú da Criatividade”
“Use nossos Instrumentos Musicais”
O cenário sugere um espaço interativo, onde além do empréstimo de livros, a Mobralteca oferecia atividades manuais, artísticas e musicais para estimular a criatividade e complementar a alfabetização. Ao fundo, é possível ver parte da estrutura urbana, reforçando que a ação ocorria em área pública para atrair a comunidade.

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Empréstimo de Livros na Mobralteca - Guarapari/ES

Fotografia mostrando usuários consultando acervo de livros na Mobralteca, unidade itinerante do Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL). A programação dessas unidades incluía empréstimo de livros, exposições de trabalhos artesanais, espetáculos de música e teatro, exibição de filmes e outras atividades culturais, com o objetivo de integrar alfabetização e acesso à cultura nas comunidades atendidas.

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Primeiro Festival Penitenciário da Canção do Estado do Pará feita por um Encarregado do Posto Cultural do Presídio de São José

Explicação acerca das regras para participação no Primeiro Festival Penitenciário da Canção do Estado do Pará feita por um encarregado do Posto Cultural do Presídio de São José antes do julgamento das canções.

Senhores jurados, quem transmite essa mensagem nesse momento é o ECULT encarregado do Posto Cultural do Presídio de São José.

Dentro de instantes, os senhores jurados estarão ouvindo nove fitas magnéticas nas quais foram gravadas 132 músicas. 132 canções que concorrem ao Primeiro Festival Penitenciário da Canção do Estado do Pará.
Das quais, dentre as 132 canções, 20 serão escolhidas como semifinalistas, após as notas e as médias de acordo com o julgamento de cada um.
Há uma série de documentações que acompanham as fitas, como critério regulamentar que devem adotar para julgamento, o próprio regulamento, a relação das canções gravadas em cada fita e etc.

Foram inscritos no festival 236 canções. Foram gravadas apenas 132. Cabe aqui uma explicação: 28 canções foram retiradas pelos seus compositores por razões diversas; 2 canções foram retiradas pela Comissão Organizadora e Executiva por conterem, no trecho de suas letras, palavras não condizentes com a moral, com a finalidade do concurso. E os seus compositores, seus autores, não quiseram que elas fossem trocadas por isso foram retiradas; e 74 canções foram retiradas porque eram plágios, plágios nas letras ou plágios nas melodias.
Alguns usaram letras que eram poesias de Casimiro de Abreu, Olavo Bilac, Cecília Meireles e outros poetas ou usaram letras de canções antigas, mas conhecidas, sem trocarem sequer uma palavra, uma virgula embora as melodias fossem suas.

A comissão chamou-os, fez com que lessem novamente o regulamento, deu oportunidade para que modificassem as letras. Seus autores não quiseram, elas foram retiradas. Outros fizeram letras próprias, algumas até de bom teor mas utilizaram como melodias músicas de Roberto Carlos, Altemar Dutra, Nino Gatto. Enfim as letras eram suas mas as músicas, as melodias não eram. Da mesma forma, feriam o regulamento do primeiro festival.

Nós tentamos que isso fosse modificado, eram 76 músicas nessa condição. Dois concordaram, modificaram as músicas. 74 não souberam como, não quiseram como, tiveram então retiradas suas canções.

Das 132 canções gravadas, a grande maioria delas não tem acompanhamento. Grande minoria é acompanhada por violão. Cabem aqui duas explicações: primeiro em alguns casos como os violonistas não eram profissionais, eram internos da própria instituição, todos eles em sua maioria tendo aprendido a tocar violão aqui, alguns até bem recentemente, através do próprio posto cultural, não conseguiam acompanhar, bem os cantores preferiram cantar sem acompanhamento. Em outros casos as canções tinham uma melodia de teor um pouco mais difícil, que exigiria forçosamente um acompanhamento mais profissional.

É uma época de férias, uma época difícil para se arrumar bons violonistas. A maioria, mesmo estudantes, estão veraneando, estão passeando. Mas a falta desse acompanhamento não prejudicou, acredito eu, nem prejudicará de forma alguma o julgamento das canções. Outros cantores como as própria... como a própria instrução referente à sistemática de julgamento desta fase explica, todos eles de um modo geral não são bons cantores.

Mas nesta fase do festival o prêmio instituído para melhor cantor, primeiro e segundo lugar, ainda não é válido. Por isso o valor dado ao cantor, a interpretação da música varia apenas de 1 a 5 pontos e a critério da comissão, ela reunida, se achar por bem que esse critério não seja contado também será válido.

De um modo geral, as 132 canções gravadas representam o esforço. De salvo, quatro ou cinco internos da instituição, pessoas que nunca haviam composto música de espécie alguma, letras poesias, vamos dizer assim dizer, mas acreditamos que tudo isso seja perfeitamente entendido e compreendido.

Quando gravamos essa mensagem não conhecemos ainda nenhum dos membros do júri. Sabemos apenas que, por uma determinação da direção da instituição penal, este encarregado do Posto Cultural deverá fazer parte dessa comissão julgadora.

Embora, particularmente, eu acho que assim não devesse... não deveria ocorrer. Toda via mesmo conhecendo cada um dos autores, mesmo tendo gravado muitas das canções que estão nas fitas magnéticas procurarei dar as notas e adotar o critério mais honesto possível. Embora também não seja conhecido pela maioria dos senhores que compõe esse corpo de jurados, sou conhecido dos elementos da Coordenação Estadual do MOBRAL e acredito mereça fé a afirmação que agora faço.

Estará presente também um outro interno com a finalidade de facilitar a repetição e audiência, a reprodução, por assim dizer, de algumas das fitas. Elas são em número de 9. Visto que o Posto Cultural que comprou as fitas não dispunha de meios financeiros bastantes para comprar fitas mais caras é... de um valor técnico mais sonoro, mais perfeito para reprodução. Se não foram as mais baratas também não foram as mais caras, por isso algumas delas apresentam determinados defeitos, não obedecendo o comando mecânico do aparelho reprodutor. Mas o rapaz que ajudou na gravação e que acompanha, acompanha a... o desenrolar do julgamento, par isso mesmo estará presente, no sentido de conhecedor do defeito que cada uma das fitas, se ocorrer esses defeitos durante o julgamento, poder corrigi-los rapidamente e fazer com que haja retrocessos ou se toque outra vez essa ou aquela música com maior facilidade.

Em modo geral essa mensagem que esse encarregado do Posto Cultural tinha a transmitir a vossas senhorias agradecendo, não só em seu nome como no nome da comissão julgadora, comissão organizadora e executiva do primeiro festival pela boa vontade que tiveram em estar aqui nesse momento pela paciência enfim pelo espírito de colaboração, por si só uma característica das mais positivas do caráter do espírito de cada um dos senhores, muito grato e vamos ao julgamento.

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Inauguração do Primeiro Posto Cultural dentro de uma Colônia Indígena

(Coro do Hino Nacional)
E o Sol da liberdade, em raios fúlgidos
Brilhou no céu da pátria nesse instante

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte
Em teu seio, ó liberdade
Desafia o nosso peito a própria morte

Ó Pátria amada
Idolatrada
Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança, à terra desce
Se em teu formoso céu, risonho e límpido
A imagem do Cruzeiro resplandece

Gigante pela própria natureza
És belo, és forte, impávido colosso
E o teu futuro espelha essa grandeza

Terra adorada
Entre outras mil
És tu, Brasil
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo, és mãe gentil
Pátria amada, Brasil!

Deitado eternamente em berço esplêndido
Ao som do mar e à luz do céu profundo
Fulguras, ó Brasil, florão da América
Iluminado ao Sol do Novo Mundo!

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores
Nossos bosques têm mais vida
Nossa vida, no teu seio, mais amores

Ó Pátria amada
Idolatrada
Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado
E diga o verde-louro dessa flâmula
Paz no futuro e glória no passado

Mas se ergues da justiça a clava forte
Verás que um filho teu não foge à luta
Nem teme, quem te adora, a própria morte

Terra adorada
Entre outras mil
És tu, Brasil
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo, és mãe gentil
Pátria amada, Brasil!

(Cantam em coro de uma música não identificada)

(Cantam em coro)
Oh, deixe seu prazer, vim mais de coração. A agradecer a luz sempre que esta luz sempre quer nos destruir. E queremos ter para todo vós a nossa sincera gratidão. Temos eternamente, nem brada, a nossa missão. Acha esta voz, veridomente, nosso carinho, nossa visão. O nosso canto, a nossas flores e nossa eterna gratidão.

Locutor:
Do Posto Indígena Buriti, ouviremos agora a palavra do delegado regional da FUNAI, Coronel Alberto Villangieri de Castro.

Coronel Alberto Villangieri de Castro:
Justíssima Sra. Dona Lília Barreto, responsável pelo subprograma Passe Mundo Histórico do Brasil e representante do MOBRAL Central. Dona Elcira de Souza, representante do senhor João Leme de Souza, prefeito de Sidrolândia. Senhor Francisco de Assis Diniz, agente cultural. Senhora Air Canteiro, agente pedagógico. Senhora Marlene de Lima Almeida, agente mobilizadora. Demais autoridades presentes, senhores representantes da imprensa escrita e televisada, nossos irmãos índios. O Posto Indígena de Buriti, jurisdicionado à nona Delegacia Regional da FUNAI, a qual tenho a honra de dirigir, está se tornando um posto privilegiado. Três importantes eventos prestigiaram, neste ano, este posto indígena chefiado pelo curso Forte e Seguro do Sr. Adão Dias Vieira. Em março, aqui estávamos presentes por ocasião da visita do excelentíssimo Sr. General Oscar Jerônimo Bandeira de Melo, para apresentar as suas despedidas aos índios deste e dos demais postos indígenas da nona DR. Naquela oportunidade, Sua Excelência, a convite dos senhores membros da Comissão Municipal do MOBRAL, fez pessoalmente a entrega de 150 diplomas aos índios aqui aldeados e que foram alfabetizados pelo Movimento Brasileiro de Alfabetização. No transcorrer daquela singela, mas tão significativa cerimônia, notava-se na face de todos os presentes daquele ato, uma grande emoção ao verem os nossos irmãos índios, cujas idades variavam de 13 a 60 anos, receberem o seu certificado de alfabetizados. Posteriormente, no dia 21 de junho do corrente ano, este mesmo posto recebeu as honrosas visitas dos doutores José Martinez Cobo, membro da Subcomissão da ONU para a prevenção de discriminações às minorias e encarregado de elaborar um relatório sobre populações indígenas no mundo. Augusto Willians Dias, membro também da ONU, encarregado dos estudos sobre populações indígenas e Olímpio Serra, antropólogo e chefe da Divisão de Estudos e Pesquisas da FUNAI. E hoje aqui estamos presentes, honrados que fomos com um gentil convite que pessoalmente nos fez o senhor Francisco de Assis Diniz, agente cultural para a inauguração solene do posto cultural biblioteca criado pelo Mobral neste posto indígena de Buriti.

Criado pelo decreto lei número 5.379, de 15 de dezembro de 1967, o programa do MOBRAL tem caráter permanente e só terminará com a erradicação do analfabetismo do Brasil. Tem também como meta oferecer oportunidade para a semi-qualificação ou o aperfeiçoamento profissional do homem alfabetizado a fim de que possa se educar e pelo próprio esforço progredir, ajudando o Brasil a progredir também. O Movimento Brasileiro de Alfabetização convoca toda a comunidade brasileira para essa cruzada contra o analfabetismo. Ele é um bem coletivo que se refletirá em benefício da grandeza da pátria e nenhum sacrifício deverá existir, pois ele assume as proporções grandiosas de um simples dever. A nós, a geração presente, compete realizar a tarefa de educarmos os nossos irmãos para que possamos transmitir aos vindouros o exemplo do nosso esforço desinteressado e leal. A eles devemos legar um vultoso patrimônio cultural que servirá para facilitar a tarefa que também eles terão de realizar. A grandeza da pátria não está propriamente na sua extensão territorial, mas principalmente no elevado grau de cultura do seu povo. Só a educação do povo poderá levar o Brasil a um grande destino. Por isso devemos colaborar com a Cruzada contra o Analfabetismo, auxiliando o MOBRAL que mantém cursos de educação de adultos. O Brasil valerá mais ainda quando não tiver mais analfabeto. A formação da consciência nacional depende da cultura do nosso povo. Ajudemos a fortalecer a cultura popular colaborando com o MOBRAL. O Movimento Brasileiro de Alfabetização, no seu curto período de vida, apresenta promissores resultados, já tendo alfabetizado milhões de brasileiros, crianças e adultos por todo este imenso país. Esse movimento conhecido no Brasil pela sigla MOBRAL, já ultrapassou as fronteiras da nossa pátria e hoje é comentado até mesmo no exterior que vê nele um importante fator de desenvolvimento do país, tendo como seus principais objetivos a erradicação do analfabetismo e a educação contínua de adultos.

A ação conjunta MOBRAL-FUNAI alfabetizou, em 1973, nesta comunidade indígena, 150 índios, entre crianças e adultos. E há perspectivas para erradicação do analfabetismo até o fim do corrente ano nas três aldeias que compõem este posto. A doação da biblioteca pelo MOBRAL a este posto indígena, como já dissemos, constitui mais um privilégio para os índios do Buriti. Encerrando as nossas palavras na qualidade de delegado regional da FUNAI no Sul do Estado, queremos em nosso nome e no de toda a comunidade indígena de Buriti, agradecer de todo o coração às dignas autoridades do MOBRAL, do MOBRAL Central, da Coordenação Estadual e das Comissões Municipais pela escolha dessa localidade para a criação do posto cultural e registrar o nosso profundo reconhecimento por tudo quanto o MOBRAL já fez e continua fazendo em prol da educação dos índios de Buriti, fazemos votos para que outros postos culturais sejam criados em outros postos indígenas espalhados por este imenso e querido Brasil. Aos senhores representantes do MOBRAL, aqui presentes, externamos o nosso muito obrigado.

Locutor
Senhora Lilian Barreto, responsável pelo subprograma Patrimônio Histórico em Nível de Brasil e, ao mesmo tempo, representando aqui o Mobral Central.

Lilian Barreto:
Prefeito do Município de Anastácio, Excelentíssima Senhora Representante do Prefeito de Município de Sidrolândia. Excelentíssimo Senhor Delegado Regional da FUNAI Mato Grosso do Sul. Excelentíssimos membros das Comissões Municipais de Anastácio e Sidrolândia. Senhores membros da Coordenação Estadual do MOBRAL, Mato Grosso do Sul. Senhores membros representantes da imprensa escrita, falada e televisada, autoridades civis, militares e freiráticas. Meus senhores, minhas senhoras, meus caros mobralenses, coube-me a honra de representar o MOBRAL Central na inauguração do primeiro posto cultural dentro de uma colônia indígena, caso inédito no Brasil.

Não me cumpre agradecer a atuação da Prefeitura Municipal de Anastácio de vez que é este um trabalho comum entre os dois órgãos. Mais uma vez, Mobral e Prefeitura Municipal de Anastácio dão as mãos pela causa da educação. Consciente de que a alfabetização não é mais que um momento, um elemento da educação de adultos, o MOBRAL preconiza a educação permanente que objetiva a forma, a formação integral do homem e sua participação no desenvolvimento do país. Neste sentido, além dos programas pedagógicos de alfabetização funcional e educação integrada, vem criando outros que permitam o crescimento do homem e a sua valorização com o certo. O programa de ação comunitária, o programa profissional, o MOBRAL Cultural, todos eles buscam o aperfeiçoamento do homem, sua valorização dentro da comunidade em que ele vive. Ainda o MOBRAL não fica insensível ao impacto econômico da cultura, num país em desenvolvimento e modernização. O patrimônio histórico, o artesanato, o folclore, as artes plásticas, as artes indígenas, se bem explorados, constituem fonte de turismo interno e externo. A exportação cultural é fonte de divisas bastante significativas. Estamos conscientes de que o mobralense, ao ser alfabetizado, é um homem em expectativa. O MOBRAL Cultural, programa dirigido ao lazer, se propõe reduzir às frustrações e ampliar o anseio cultural, além de criar os hábitos que valorizam a cultura local, o homem e o seu meio. Este programa está sendo lançado em todo o país através de postos fixos como este e postos móveis como a Mobralteca, que é um caminhão. Nos quais estão sendo dinamizados manifestações de literatura, cinema, teatro, artesanato, enfim, vários outros programas.

Com isto, Mobral não pretende fazer uma invasão cultural, e SIM, através desses programas, valorizar, descobrir e divulgar as manifestações locais, estaduais e regionais. E transmitir com isso, através de nossos postos para todo o território nacional.
Neste momento, agradecendo em nome do MOBRAL, a presença de todos, deixo uma palavra em especial aos mobralenses. Meus caros mobralenses, este posto aqui recém inaugurado é o novo patrimônio da colônia de vocês. Portanto, é a casa de vocês. Habituem-se a frequentá-la, a trazer amigos, vizinhos e torná-la um local agradável onde todos crescerão em conhecimentos e tornando cada vez mais a união através da amizade. E peço permissão ainda aos presentes, numa tentativa de deixar ainda uma mensagem que é a nossa definição de cultura, no MOBRAL nós definimos que cultura é a passagem do homem pelo mundo, ele mesmo, sua sombra, seu rastro e seu ego. Eu peço permissão a todos e perdão à comunidade, mas eu tentei definir este mesmo significado nosso de educação de cultura na linguagem de origem de vocês. Desculpem pela minha pronúncia, por favor: (pronunciado na língua nativa indígena). Muito obrigada a todos vocês.

Palestrante:
Delegado Regional da FUNAI, Luziva. Senhora Miriam Barreto, Assessora Técnica do Centro Cultural do MOBRAL, representando o MOBRAL Central. Ilustríssimo senhor Alarico Davi Sobrinho, digníssimo prefeito municipal de Anastácio. Ilustríssima senhora Elcinda, primeira-dama do município de Sidrolândia. Sr. Davi Luiz da Silva, Secretário de Educação do município de Anastácio. Colegas da coordenação, ilustríssimos senhores caciques, capitães, muitos queridos amigos índios, a imprensa que sempre tem colaborado com a gente. No ano de 1973, uma sementinha foi lançada no Brasil, a semente do Centro Cultural do Mobral. Essa semente germinou, cresceu, criou ramificações e hoje, está esparramada pelo Brasil inteiro. É uma árvore sólida, um caule forte. E, desta árvore, já temos 1.076 frutos, que são 1.076 postos culturais inaugurados e em funcionamento. Mas, senhores, destes 1.076 postos inaugurados, este é o primeiro no Brasil a ser inaugurado no meio de uma sociedade indígena, para uma sociedade indígena. Portanto, é motivo de orgulho para nós, do Mobral, para os dois municípios aqui presentes, para os índios e de maneira especialíssima, para mim, na qualidade de agente cultural do MOBRAL. Se Deus quiser, Até o final de 1974, teremos dois mil postos culturais no Brasil inteiro em funcionamento. Senhores, percebemos perfeitamente que o sol está maltratando um pouco a gente. Mas isso não quer dizer nada. Quer dizer que o MOBRAL, hoje, dá as mãos à FUNAI. O MOBRAL, dá as mãos aos prefeitos de Sidrolândia e Anastácio e, juntos, vamos batalhar para dar não somente aos índios desta colônia, mas sim de todo o sul de Mato Grosso, que é a parte que está sob nossa jurisdição, o apoio. E neste momento, na frente da Lilian Barreto, do Mobral Central, eu posso prometer a vocês e ao Coronel Vellangieri que, procuraremos colocar em cada posto indígena um posto cultural. Entendi.

(trecho em língua nativa indígena)
(canção em língua nativa indígena)
(trecho em língua nativa indígena)

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Comemoração dos 9 anos do MOBRAL

Áudio em comemoração aos 9 anos do MOBRAL com sua missão e seus programas.

8 de setembro, mais que o dia internacional da alfabetização, é a data em que se comemora 9 anos do MOBRAL.
Criado em 1970 com a missão maior de ensinar a ler e escrever ao homem brasileiro que não conseguira se alfabetizar, o MOBRAL foi muito além de sua meta mais importante. Implantou seu programa nacional de educação permanente para alcançar e ocupar espaços vazios.
Hoje, 9 anos depois, com seus programas de alfabetização funcional, educação integrada, autodidatismo, alfabetização pela TV, orientação profissional, colocação de mão-de-obra, educação comunitária para saúde, programa cultural, ação comunitária, alfabetização pela tv e esporte para todos, o MOBRAL faz muito mais do que ensinar a ler e escrever. O MOBRAL ensina a viver.
O resultado desse trabalho é a soma do seu apoio e da sua participação.
Comemore nessa data os 9 ano do MOBRAL, participe da festa que também é sua!
O MOBRAL é Brasil!
O MOBRAL é você!
O MOBRAL é você!

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Conversando com o MOBRAL para Sábado

Programa "Conversando com o MOBRAL para sábado" sobre samba, sobre Nelson Cavaquinho e Carlos Cachaça

Locutor:
Conversando com o Mobral para sábado.

Se você gosta de música, de poesia, de conhecer histórias curiosas, preste atenção neste programa que vai começar agora. Vamos passar quinze minutos conversando com o Mobral. Um programa produzido pelo Centro Cultural do Mobral.
Amigos, estamos começando mais um programa da série Conversando com o Mobral. Este programa é transmitido para a região amazônica pelas emissoras de ondas curtas da Rádio Brás, para o sul de Minas, pela Rádio Clube de Varginha, para o Maranhão, pela Rádio Mearim e também para o Rio Grande do Sul, por intermédio da Rádio Sobradinho. Hoje, vamos falar de música popular brasileira no Conversando com o Mobral. Estamos desde a semana passada reunindo dois nomes importantes da música e apresentando para vocês. Escolhemos para o programa de hoje dois monstros do samba, Nelson Cavaquinho e Carlos Cachaça.
A cantora Elizete Cardoso anuncia o sambista.

Elizete Cardoso:
Nelson do Cavaquinho vai cantar e nós vamos ouvir, com todo o nosso respeito, de Amâncio Cardoso e dele próprio, Nelson do Cavaquinho, “Luz Negra”:

(Música - Nelson Cavaquinho - Luz Negra)
Sempre só
Eu vivo procurando alguém
Que sofra como eu também
E não consigo achar ninguém

Sempre só,
E a vida vai seguindo assim,
Não tenho quem tem dó de mim
Estou chegando ao fim.

A luz negra de um destino cruel
Ilumina o dia dos sem cor
Onde estou desempenhando o papel
De palhaço do amor

Sempre só
E a vida vai seguindo assim
Não tenho quem tem dó de mim,
Estou chegando ao fim.
Estou chegando ao fim.
Estou chegando ao fim.

Locutora:
Muitos de vocês talvez se lembrem da jornalista Eneida, morta já há alguns anos. Eneida era paraense e uma estudiosa do samba e do carnaval em particular. Ela, como todo mundo que aprecia a boa música popular brasileira, era fã de Nelson Cavaquinho. Nesta gravação que vamos apresentar agora, Eneida entrevistou Nelson Cavaquinho.

Eneida:
Nelson Cavaquinho é considerado um dos monstros da música popular brasileira. Ô Nelson, o seu nome é Nelson Antônio da Silva, não é?

Nelson:
É.

Eneida:
Por que então que chamam você de Nelson Cavaquinho quando você toca violão?

Nelson:
Eu antigamente tocava cavaquinho até muito bem, sabe, Eneida? Acontece que eu acho o cavaquinho muito pequenininho para mim, estou cheio de cabelos brancos, né? Então prefiro mais o violão que é muito maior, né?

Eneida:
Olha que tem outra história.

Nelson:
Ha ha ha

Eneida:
Você não quer contar outra, né, Cavaquinho?

Nelson:
Não.

Eneida:
Tá. Você tem um samba que é sempre citado quando se fala em Nelson Cavaquinho. Chama-se “Notícia”. Canta ele pra nós, canta:

(Música - Nelson Cavaquinho - Notícia)
Já sei a notícia que vens me trazer
Os seus olhos só faltam dizer
O melhor eu me convenci.
Guardei até onde eu pude guardar
O cigarro deixado em meu quarto e a marca que fumas
Confessa a verdade, não deves negar.

Amigo como eu jamais encontrarás
Só desejo que vivas em paz,
Com aquela que manchou meu nome.

Vingança, meu amigo, eu não quero vingança
Os meus cabelos brancos me obrigam
A perdoar uma criança.

(Propaganda)
Anote o endereço do Mobral, Rio de Janeiro, capital. Escreva pra caixa postal cinco seis ponto zero trinta e seis. Conversando com o Mobral. Caixa Postal cinco seis ponto zero trinta e seis. Rio de Janeiro...

Eneida:
Nelson, por que é que você nunca fala em felicidade? Não há nenhuma composição sua que tenha essa mensagem, que afinal é de esperança. Por que isso? Você não me parece um sofredor, o seu tipo não é de sofredor, hein?

Nelson:
Eu não (inaudível) não uso quase essa, esta parte assim, de falar em felicidade, né? Mas Eneida eu, eu gosto de ver os outros, eu gosto quando um amigo chega e dirige-se a mim, diz: "sou tão eu sou tão feliz". Mas mesmo assim eu gosto muito de felicidade, né? Eu, por não falar em felicidade, não é por isso que eu não gosto de felicidade.

Eneida:
Então comece a falar nela, hein? Mas a sua música tem sempre mulher e flor. Ora, a mulher me parece que quer sempre ser feliz. E talvez, quem sabe, a flor também. Então, você pense nisso, porque você fala tanto em mulher e flor, que deve falar em felicidade também. Agora você vai cantar pra gente ouvir uma coisa que se chama “Não me olhes assim”:

(Música - Não me olhes assim)
Pelo amor de Deus, não me olhes assim
Vejo nos teus olhos humilhação
Já sei que não gostas mais de mim

Pelo amor de Deus, não me olhes assim.
Vejo nos teus olhos humilhação
Já sei que não gostas mais de mim

Aceito o teu adeus como se aceitasse a paz,
Não será surpresa se não me quiseres mais,
Neste mundo de Deus tudo pode acontecer,
Por que que eu não posso te esquecer?

Pelo amor de Deus, não me olhes assim...

Locutor:
E agora um samba que todo mundo conhece, “A Flor e o Espinho”, o carro-chefe de Nelson Cavaquinho.

(Música - Nelson Cavaquinho - A flor e o espinho)
Caminho, que eu quero passar com a minha dor.
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca flor

Eu só errei quando juntei minh'alma à sua
O sol não pode viver perto da lua.
É no espelho que eu vejo a minha mágoa
Na minha dor e os meus olhos rasos d'água
Eu na sua vida já fui uma flor
Hoje sou espinho em seu amor

Locutora:
O outro compositor que prometemos apresentar no programa de hoje é Carlos Cachaça. Todo mundo sabe que a Estação Primeira da Mangueira, no Rio de Janeiro, é um dos mais importantes redutos do samba carioca. Nelson Cavaquinho é de lá, Cartola também, e naturalmente o Carlos Cachaça. Só que no caso dele existe uma particularidade. Carlos Moreira de Castro, o Carlos Cachaça, nasceu na Mangueira. Em 1887, foi construída a Estação Ferroviária de Mangueira e o pai dele era ferroviário e morava exatamente numa das casas que a Central do Brasil alugava aos seus funcionários na subida do morro.
No dia três de agosto de 1902, nasceu o primeiro Verde e Rosa de Coração. O pai queria que ele fosse ferroviário. Ele tentou, mas tinha que ser sambista.

(música)
Se algum dia eu souber que você vai deixar
Meu coração, que é todo seu, em busca de outro amor.
Não serei mais feliz porque você não quis.
Depois serei como fui seu na minha dor.
Se a dor depois, por ingratidão...

Locutor:
A formação da Escola de Samba Estação Primeira da Mangueira deve muito a Carlos Cachaça. Ele foi um dos seus maiores incentivadores. Nos primeiros tempos, existiam sete blocos diferentes em Mangueira, e Carlos Cachaça foi o primeiro a lançar a ideia da união, da harmonia. Ele tem até um samba que fala nisso, Harmonia em Mangueira:

(música)
Que harmonia lá em Mangueira,
te dá prazer para se brincar,
o Laudelino no seu cavaco fazendo coisas de admirar.

Que harmonia lá em Mangueira
que dá prazer para se brincar,
o Laudelino no seu cavaco fazendo coisas de admirar.

E de repente forma um enredo que até causa sensação,
o Armandinho chega de flauta, Alípio sola no violão.

Que harmonia lá em Mangueira
que dá pra ver para se brincar, o Laudelino...

Locutora:
Em parceria com o poeta Hermínio Bello de Carvalho e Cartola, Carlos Cachaça fez um de seus sambas mais bonitos e talvez o mais divulgado. E é com ele que nós vamos encerrando o Conversando com o Mobral de hoje. Até semana que vem. E fiquem com esse lindíssimo “Alvorada”. Até lá.

(música)
Alvorada, Alvorada lá no morro, que beleza
Ninguém chora, não há tristeza
Ninguém sente dissabor
O sol colorindo, é tão lindo, é tão lindo
E a natureza sorrindo, tingindo, tingindo

Alvorada.

Alvorada lá no morro, que beleza
Ninguém chora, não há tristeza
Ninguém sente dissabor
O sol colorindo, é tão lindo, é tão lindo
E a natureza sorrindo, tingindo, tingindo

Alvorada.

Alvorada, lá no morro, que beleza
Ninguém chora, não há tristeza
Ninguém sente dissabor.

Locutor:
Bem, amigos, por hoje é só. Vamos encerrando mais um programa da série Conversando com o Mobral e aproveitamos o ensejo para desejar a todos um feliz fim de semana. Lembrando que segunda-feira estaremos de volta com mais um programa da série. Até lá, amigos, e grande abraço a todos.
Mobral!

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Cantiga: Havia um Coelhinho

Cantiga infantil.

Havia um coelhinho
Que queria se gabar
Saiu de sua toca
E aos bichos foi falar

Dó ré mi fá fá fá
Dó ré do ré ré ré
Dó sol fá mi mi mi
Dó ré mi fá fá fá

Ele disse muita coisa
Coisa de arrepiar
Que a nossa comadre onça
É seu cavalo de montar

Dó ré mi fá fá fá
Dó ré do ré ré ré
Dó sol fá mi mi mi
Dó ré mi fá fá fá

Vejam só que valentia
Vejam só quanta coragem
Aquele coelhinho sabido
Só sabe contar vantagem

Dó ré mi fá fá fá
Dó ré do ré ré ré
Dó sol fá mi mi mi
Dó ré mi fá fá fá

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Cantiga: Mais uma Boneca

Cantiga infantil.

Mais uma boneca na roda entrou
Mais uma boneca na roda entrou
Deixá-la roubar quem dá a mão (...)

Ladrão, ladrãozinho, andai ligeirinho
Ladrão, ladrãozinho, andai ligeirinho
Não queiras ficar na roda sozinho
Não queiras ficar na roda sozinho

Sozinho eu não fico, nem hei de ficar
Sozinho eu não fico, nem hei de ficar
Pois tenho a Verinha pra ser meu par
Pois tenho a Verinha pra ser meu par

Ladrão, ladrãozinho, andai ligeirinho
Ladrão, ladrãozinho, andai ligeirinho
Não queiras ficar na roda sozinho
Não queiras ficar na roda sozinho

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Informativos da Coordenação Estadual do MOBRAL de Rondônia, 1983

Questionário (em branco) sobre desenvolvimento das ações do MOBRAL em Rondônia: de avaliação do treinamento do Subsistema de Supervisão Global (SUSUG) de 1983; do levantamento da situação do município; e do levantamento de expectativas.
Informativo externo da coordenação estadual do MOBRAL - Rondônia.
Apostila de datas cívicas do mês de abril, maio e junho de 1983;
Informações sobre a Seringueira devido à Semana Amazônica de Preservação da Seringueira, que aconteceu entre 14 e 21 de abril;
Fotos do I Encontro do Subsistema de Supervisão Global (SUSUG) no período de 28 a 31 de março de 1983;
Mensagem da Semana Santa e cartão comemorativo da Páscoa, pela Coordenação Estadual do MOBRAL em Rondônia;
Instrução de trabalho para melhorar a habilidade de comunicação do grupo sobre "intervenção, interjeição, interrupção; letras de cantigas e músicas para recreação, incluindo o hino do mobral;
Sugestões de atividades / PAF para o alfabetizador para maior enriquecimento das aulas.
Informações sobre o II Encontro SUSUG;
Fotos de uma dinâmica de servidoras do MOBRAL/RO em homenagem às mães no Encontro do SUSUG.

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