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Descrição arquivística
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira Com objetos digitais
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Cantiga: A Canoa Virou

Cantiga infantil.

A canoa virou
Pois deixá-la virar,
Foi por causa do Pedrinho
Que não soube remar.

A canoa virou
Pois deixá-la virar,
Foi por causa do Pedrinho
Que não soube remar.

Siri pra cá,
Siri pra lá,
Rosinha é velha
E quer casar.

Siri pra cá,
Siri pra lá,
Rosinha é velha
E quer casar.

(x2)

Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL

Cantiga: Cachorrinho está Latindo

Cantiga infantil.

(cachorro latindo)

Cachorrinho está latindo
Lá no fundo do quintal.
Cala a boca, cachorrinho,
Deixa o meu benzinho entrar.

O Tindolelê
O Tindolelê lálá
O Tindolelê
Não sou eu quem caio lá.

Meu potinho de melado,
Meu cestinho de cará.
Quem quiser comer mingau,
Fecha a porta e vem cá.

O Tindolelê
O Tindolelê lálá
O Tindolelê
Não sou eu quem caio lá.

Atirei um cravo n'água,
De pesado foi ao fundo.
Os peixinhos responderam:
Viva D. Pedro Segundo!

O Tindolelê
O Tindolelê lálá
O Tindolelê
Não sou eu quem caio lá.

(cachorro latindo)

Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL

Cantiga: Ciranda, Cirandinha

Cantiga infantil.

Ciranda, cirandinha
Vamos todos cirandar!
Vamos dar a meia volta
Volta e meia vamos dar

O anel que tu me destes
Era vidro e se quebrou
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou

Senhora Dona Alice
Entre dentro desta roda
Diga um verso bem bonito
Diga adeus e vá se embora

De trás daquele morro
Tem um pé de abricó
QUEM QUISER CASAR COMIGO
VÁ PEDIR À MINHA AVÓ

Ciranda, cirandinha
Vamos todos cirandar!
Vamos dar a meia volta
Volta e meia vamos dar

O anel que tu me destes
Era vidro e se quebrou
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou

Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL

Cantiga: Eu entrei na Roda

Cantiga infantil.

Ai, eu entrei na roda,
Para ver como se dança
Eu entrei na contradança,
Eu não sei dançar

Lá vai uma, lá vão duas, lá vão três pela terceira
Lá se vai o meu amor, no vapor da cachoeira

Ai, eu entrei na roda,
Para ver como se dança
Eu entrei na contradança,
Eu não sei dançar

Todo mundo se admira
Do macaco fazer renda
Eu já vi uma perua
Ser caixeira de uma venda

Ai, eu entrei na roda,
Para ver como se dança
Eu entrei na contradança,
Eu não sei dançar

Sete e sete são quatorze,
Três vezes sete, vinte um.
Tenho sete namorados,
Só posso casar com um.

Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL

Cantiga: Eu fui no Tororó

Cantiga infantil.

Eu fui no Tororó
Beber água, não achei
Achei bela morena
Que no Tororó deixei

Aproveite minha gente
Que uma noite não é nada
Se não dormir agora
Dormirá de madrugada

Ó Mariazinha
Ó Mariazinha
Entrarás na roda
E ficarás sozinha

Sozinha eu não fico
Nem ei de ficar
Pois eu tenho Mário
Para ser meu par

Tira tira o seu pezinho
Bota aqui ao pé do meu
E depois não vai dizer
Que seu par se arrependeu

Tira tira o seu pezinho
Bota aqui ao pé do meu
E depois não vai dizer
Que seu pai se arrependeu

Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL

Cantiga: Eu sou Mineira de Minas

Cantiga infantil.

Eu sou mineira de Minas
Mineira de Minas Gerais
Eu sou mineira de Minas
Mineira de Minas Gerais

Rebola bola você diz que dá que dá
Você diz que dá na bola, na bola você não dá
Rebola bola você diz que tá que tá
você diz que tá na bola, na bola você não tá

Eu sou carioca da Gema
Carioca da gema do ovo
Eu sou carioca da Gema
Carioca da gema do ovo

Rebola bola você diz que dá que dá
Você diz que dá na bola, na bola você não dá
Rebola bola você diz que tá que tá
você diz que tá na bola, na bola você não tá

Eu sou mineira de Minas
Mineira de Minas Gerais
Eu sou mineira de Minas
Mineira de Minas Gerais

Rebola bola você diz que dá que dá
Você diz que dá na bola, na bola você não dá
Rebola bola você diz que tá que tá
Você diz que tá na bola, na bola você não tá

Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL

Cantiga: Garibaldi foi à Missa

Cantiga infantil.

(cavalo relinchando)

Garibaldi foi à missa
À cavalo, sem esporas
O cavalo tropeçou
Garibaldi pulou fora

E viva Garibaldi
E Vitor Emanoel
Comendo macarrão
Embrulhado num papel

Garibaldi foi à missa
No cavalo, sem esporas
O cavalo tropeçou
Garibaldi pulou fora

E viva Garibaldi
E Vitor Emanoel
Comendo macarrão
Embrulhado num papel

(cavalo relinchando)

Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL

Cantiga: Havia um Coelhinho

Cantiga infantil.

Havia um coelhinho
Que queria se gabar
Saiu de sua toca
E aos bichos foi falar

Dó ré mi fá fá fá
Dó ré do ré ré ré
Dó sol fá mi mi mi
Dó ré mi fá fá fá

Ele disse muita coisa
Coisa de arrepiar
Que a nossa comadre onça
É seu cavalo de montar

Dó ré mi fá fá fá
Dó ré do ré ré ré
Dó sol fá mi mi mi
Dó ré mi fá fá fá

Vejam só que valentia
Vejam só quanta coragem
Aquele coelhinho sabido
Só sabe contar vantagem

Dó ré mi fá fá fá
Dó ré do ré ré ré
Dó sol fá mi mi mi
Dó ré mi fá fá fá

Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL

Cantiga: Havia uma Barata

Cantiga infantil.

Havia uma barata
No capote do vovô
Assim que ela me avistou
Bateu asas e voou

Assim que ela me avistou
Bateu asas e voou

Baratinha no sobrado
também toca seu piano
quando o rato de casaca
pela rua passeando

quando o rato de casaca
pela rua passeando

A mimosa baratinha
do perigo não cuidava
mas depois já era tarde
quando o galo a beliscava

mas depois já era tarde
quando o galo a beliscava

Havia uma barata
No capote do vovô
Assim que ela me avistou
Bateu asas e voou

Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL

Cantiga: Mais uma Boneca

Cantiga infantil.

Mais uma boneca na roda entrou
Mais uma boneca na roda entrou
Deixá-la roubar quem dá a mão (...)

Ladrão, ladrãozinho, andai ligeirinho
Ladrão, ladrãozinho, andai ligeirinho
Não queiras ficar na roda sozinho
Não queiras ficar na roda sozinho

Sozinho eu não fico, nem hei de ficar
Sozinho eu não fico, nem hei de ficar
Pois tenho a Verinha pra ser meu par
Pois tenho a Verinha pra ser meu par

Ladrão, ladrãozinho, andai ligeirinho
Ladrão, ladrãozinho, andai ligeirinho
Não queiras ficar na roda sozinho
Não queiras ficar na roda sozinho

Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL

Cantiga: Meu Limão, Meu Limoeiro

Cantiga infantil.

Meu limão, meu limoeiro
Meu pé, meu pé de jacarandá
Uma vez esquindo lêlê
Outra vez esquindo lálá

Os teus olhos e os meus
Esquindo lêlê
Tem o mesmo parecer
Esquindo lálá

Mas os teus tem o jeitinho
Que põe os meus a perder

Meu limão, meu limoeiro
Meu limão, meu limoeiro
Meu pé, meu pé de jacarandá
Uma vez esquindo lêlê
Outra vez esquindo lálá

Os teus olhos e os meus
Esquindo lêlê
Tem o mesmo parecer
Esquindo lálá

Mas os teus tem o jeitinho
Que põe os meus a perder

Meu limão, meu limoeiro
Meu limão, meu limoeiro
Meu pé, meu pé de jacarandá
Uma vez esquindo lêlê
Outra vez esquindo lálá

Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL

Cantiga: Minha Machadinha

Cantiga infantil.

Rá! Rá! Rá! Minha machadinha.
Rá! Rá! Rá! Minha machadinha.

Quem te pôs a mão sabendo que és minha.
Quem te pôs a mão sabendo que és minha.

Rá! Rá! Rá! Sabendo que és minha
Rá! Rá! Rá! Eu também sou tua.

Puxa a machadinha pro meio da rua.
Puxa a machadinha pro meio da rua.

Rá! Rá! Rá! Minha machadinha.
Rá! Rá! Rá! Minha machadinha.

Quem te pôs a mão sabendo que és minha.
Quem te pôs a mão sabendo que és minha.

Rá! Rá! Rá! Sabendo que és minha
Rá! Rá! Rá! Eu também sou tua.

Puxa a machadinha pro meio da rua.
Puxa a machadinha pro meio da rua.

Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL

Cantiga: Na Bahia tem

Cantiga infantil.

Na Bahia tem - tem, tem, tem
Na Bahia tem, ô baiana, coco de vintém
Na Bahia tem - tem, tem, tem
Na Bahia tem, ô baiana, coco de vintém

Na Bahia tem, vou mandar buscar
Lampião de vidro, ô baiana, ferro de engomar

Na Bahia tem, vou mandar buscar
Lampião de vidro, meu bem, ferro de engomar

Na Bahia tem, vou mandar buscar
Máquina de costura, meu bem, fole de assoprar

Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL

Cantiga: Nesta Rua

Cantiga infantil.

Nesta rua, nesta rua tem um bosque
Que se chama, que se chama solidão
Dentro dele, dentro dele mora um anjo
Que roubou, que roubou meu coração

Se roubei, se roubei teu coração
Tu roubaste, tu roubaste o meu também
Se roubei, se roubei teu coração
É porque, é porque te quero bem.

Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL

Cantiga: O Cravo Brigou com a Rosa

Cantiga infantil.

O cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada
O cravo saiu ferido
E a rosa despedaçada

O cravo ficou doente
A rosa foi visitar
O cravo teve um desmaio
E a rosa pôs-se a chorar

O cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada
O cravo saiu ferido
E a rosa despedaçada

O cravo ficou doente
A rosa foi visitar
O cravo teve um desmaio
E a rosa pôs-se a chorar.

Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL

Cantiga: O Pião entrou na Roda

Cantiga infantil.

O Pião entrou na roda, ó pião!
O Pião entrou na roda, ó pião!
Roda pião, bambeia pião!

Sapateia no tijolo, pião.
Sapateia no tijolo, pião.
Roda pião, bambeia pião!

Me faz uma cortesia, ó pião!
Me faz uma cortesia, ó pião!
Roda pião, bambeia pião!

Atira a tua fieira, ó pião!
Atira a tua fieira, ó pião!
Roda pião, bambeia pião!

Mostra a tua figura, ó pião!
Mostra a tua figura, ó pião!
Roda pião, bambeia pião!

Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL

Cantiga: Olha o Boi

Cantiga infantil.

(boi mugindo)

Olha o boi, olha o boi que te dá
Ora, entra pra dentro meu boi marruá.
Olha o boi, olha o boi que te dá
Ora, o dono da casa, tu vais festejar.

(boi mugindo)

Olha o boi, olha o boi que te dá
Ora, dá no vaqueiro meu boi marruá.
Olha o boi, olha o boi que te dá
Olha, espalha esse povo, meu boi marruá

(boi mugindo)

Olha o boi, olha o boi que te dá
Ora, sai da caatinga, meu boi malabar.
Olha o boi, olha o boi que te dá
Ora, faz cortesia, meu boi guadimar.

(boi mugindo)

Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL

Cantiga: Onde está a Margarida?

Cantiga infantil.

Onde está a Margarida?
Olê, olê, olá!
Onde está a Margarida?
Olê, seus cavaleiros!
Ela está no seu castelo,
Olê, olê, olá!
Ela está no seu castelo,
Olê, seus cavaleiros!

O castelo é muito alto,
Olê, olê, olá!
O castelo é muito alto,
Olê, seus cavaleiros!

Tirando uma pedra,
Olê, olê, olá!
Tirando uma pedra,
Olê, seus cavaleiros!

Uma pedra não faz falta,
Olê, olê, olá!
Uma pedra não faz falta,
Olé, seus cavaleiros!

Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL

Cantiga: Sambalelê 'tá Doente

Cantiga infantil.

Sambalelê 'tá doente
'Tá com a cabeça quebrada
Sambalelê precisava
Era uma boa lambada

Pisa, pisa, pisa mulata
Pisa na barra da saia mulata
Pisa, pisa, pisa mulata
Pisa na barra da saia

Diga mulata bonita
Como é que se namora
Põe o lencinho no bolso
Deixa a pontinha de fora

Pisa, pisa, pisa mulata
Pisa na barra da saia mulata
Pisa, pisa, pisa mulata
Pisa na barra da saia

Diga mulata bonita
Onde é que você mora
Moro na praia formosa
E de lá não vou me embora

Pisa, pisa, pisa mulata
Pisa na barra da saia mulata
Pisa, pisa, pisa mulata
Pisa na barra da saia

Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL

Cantiga: Terezinha de Jesus

Cantiga infantil.

Terezinha de Jesus
De uma queda, foi ao chão
Acudiram três cavalheiros
Todos três chapéu na mão

O primeiro foi seu pai
O segundo, seu irmão
O terceiro foi aquele
Que a Tereza deu a mão

Terezinha levantou-se
Levantou-se lá do chão
E sorrindo disse ao noivo
Eu te dou meu coração.

Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL

Cantiga: Vamos Maninha Vamos

Cantiga infantil.

Vamos Maninha vamos,
Na praia passear
Vamos ver a barca nova que do céu caiu do mar

Nossa Senhora vai nela,
Os anjinhos a remar
Santo Antônio é o piloto nosso senhor general

Vamos Maninha vamos,
Na praia passear
Vamos ver a barca nova que do céu caiu do mar

Nossa Senhora vai nela,
Os anjinhos a remar
Santo Antônio é o piloto nosso senhor general

Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL

Comemoração dos 9 anos do MOBRAL

Áudio em comemoração aos 9 anos do MOBRAL com sua missão e seus programas.

8 de setembro, mais que o dia internacional da alfabetização, é a data em que se comemora 9 anos do MOBRAL.
Criado em 1970 com a missão maior de ensinar a ler e escrever ao homem brasileiro que não conseguira se alfabetizar, o MOBRAL foi muito além de sua meta mais importante. Implantou seu programa nacional de educação permanente para alcançar e ocupar espaços vazios.
Hoje, 9 anos depois, com seus programas de alfabetização funcional, educação integrada, autodidatismo, alfabetização pela TV, orientação profissional, colocação de mão-de-obra, educação comunitária para saúde, programa cultural, ação comunitária, alfabetização pela tv e esporte para todos, o MOBRAL faz muito mais do que ensinar a ler e escrever. O MOBRAL ensina a viver.
O resultado desse trabalho é a soma do seu apoio e da sua participação.
Comemore nessa data os 9 ano do MOBRAL, participe da festa que também é sua!
O MOBRAL é Brasil!
O MOBRAL é você!
O MOBRAL é você!

Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL

Comemoração dos 9 anos do MOBRAL

Áudio em comemoração aos 9 anos do MOBRAL com sua missão e seus programas. Com algumas correções.

Realizando com persistência e dedicação um trabalho grandioso na busca do seu mais importante objetivo social, o MOBRAL completa os seus noves anos chegando muito além da sua grande meta.
Após lançar com sucesso seu programa de alfabetização de adultos, cujos resultados são internacionalmente reconhecidos, o MOBRAL abriu um leque de novos programas para alcançar e ocupar espaços vazios.
Hoje com programas de alfabetização funcional, educação integrada, autodidatismo, alfabetização pela TV, orientação profissional, colocação de mão-de-obra, educação comunitária para o trabalho e para saúde, programa cultural, ação comunitária e esportes para todos, o MOBRAL faz muito mais do que ensinar a ler e escrever. O MOBRAL ensina a viver.
O resultado desse trabalho é a soma do seu apoio e de sua participação.
Comemore nesse mês de setembro os 9 ano do MOBRAL, participe da festa que também é sua!
O MOBRAL é Brasil!
O MOBRAL é você!

Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL

Comemoração dos 9 anos do MOBRAL

Música em comemoração aos 9 anos do MOBRAL.

Dia 8 de setembro
Nove anos de MOBRAL
É o dia internacional da alfabetização

Queremos manter presente
Aqui se cante contente
Nessa comemoração

Mobral é luta constante
Movimento permanente
MOBRAL é educação

É festa é alegria
É a conquista dia a dia
Do progresso da nação

A importância do MOBRAL
Todo mundo já sentiu
Quem apoia o MOBRAL
Também presta ao Brasil

O MOBRAL é você!

Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL

Conhecendo o MOBRAL

Publicação para colaboradores do MOBRAL, com estrutura, objetivos e funcionamento do Movimento Brasileiro de Alfabetização, destacando sua atuação descentralizada em três níveis (central, estadual e municipal) e seu foco na erradicação do analfabetismo e educação continuada.

Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL

Conversando com o MOBRAL para Sábado

Programa "Conversando com o MOBRAL para sábado" sobre samba, sobre Nelson Cavaquinho e Carlos Cachaça

Locutor:
Conversando com o Mobral para sábado.

Se você gosta de música, de poesia, de conhecer histórias curiosas, preste atenção neste programa que vai começar agora. Vamos passar quinze minutos conversando com o Mobral. Um programa produzido pelo Centro Cultural do Mobral.
Amigos, estamos começando mais um programa da série Conversando com o Mobral. Este programa é transmitido para a região amazônica pelas emissoras de ondas curtas da Rádio Brás, para o sul de Minas, pela Rádio Clube de Varginha, para o Maranhão, pela Rádio Mearim e também para o Rio Grande do Sul, por intermédio da Rádio Sobradinho. Hoje, vamos falar de música popular brasileira no Conversando com o Mobral. Estamos desde a semana passada reunindo dois nomes importantes da música e apresentando para vocês. Escolhemos para o programa de hoje dois monstros do samba, Nelson Cavaquinho e Carlos Cachaça.
A cantora Elizete Cardoso anuncia o sambista.

Elizete Cardoso:
Nelson do Cavaquinho vai cantar e nós vamos ouvir, com todo o nosso respeito, de Amâncio Cardoso e dele próprio, Nelson do Cavaquinho, “Luz Negra”:

(Música - Nelson Cavaquinho - Luz Negra)
Sempre só
Eu vivo procurando alguém
Que sofra como eu também
E não consigo achar ninguém

Sempre só,
E a vida vai seguindo assim,
Não tenho quem tem dó de mim
Estou chegando ao fim.

A luz negra de um destino cruel
Ilumina o dia dos sem cor
Onde estou desempenhando o papel
De palhaço do amor

Sempre só
E a vida vai seguindo assim
Não tenho quem tem dó de mim,
Estou chegando ao fim.
Estou chegando ao fim.
Estou chegando ao fim.

Locutora:
Muitos de vocês talvez se lembrem da jornalista Eneida, morta já há alguns anos. Eneida era paraense e uma estudiosa do samba e do carnaval em particular. Ela, como todo mundo que aprecia a boa música popular brasileira, era fã de Nelson Cavaquinho. Nesta gravação que vamos apresentar agora, Eneida entrevistou Nelson Cavaquinho.

Eneida:
Nelson Cavaquinho é considerado um dos monstros da música popular brasileira. Ô Nelson, o seu nome é Nelson Antônio da Silva, não é?

Nelson:
É.

Eneida:
Por que então que chamam você de Nelson Cavaquinho quando você toca violão?

Nelson:
Eu antigamente tocava cavaquinho até muito bem, sabe, Eneida? Acontece que eu acho o cavaquinho muito pequenininho para mim, estou cheio de cabelos brancos, né? Então prefiro mais o violão que é muito maior, né?

Eneida:
Olha que tem outra história.

Nelson:
Ha ha ha

Eneida:
Você não quer contar outra, né, Cavaquinho?

Nelson:
Não.

Eneida:
Tá. Você tem um samba que é sempre citado quando se fala em Nelson Cavaquinho. Chama-se “Notícia”. Canta ele pra nós, canta:

(Música - Nelson Cavaquinho - Notícia)
Já sei a notícia que vens me trazer
Os seus olhos só faltam dizer
O melhor eu me convenci.
Guardei até onde eu pude guardar
O cigarro deixado em meu quarto e a marca que fumas
Confessa a verdade, não deves negar.

Amigo como eu jamais encontrarás
Só desejo que vivas em paz,
Com aquela que manchou meu nome.

Vingança, meu amigo, eu não quero vingança
Os meus cabelos brancos me obrigam
A perdoar uma criança.

(Propaganda)
Anote o endereço do Mobral, Rio de Janeiro, capital. Escreva pra caixa postal cinco seis ponto zero trinta e seis. Conversando com o Mobral. Caixa Postal cinco seis ponto zero trinta e seis. Rio de Janeiro...

Eneida:
Nelson, por que é que você nunca fala em felicidade? Não há nenhuma composição sua que tenha essa mensagem, que afinal é de esperança. Por que isso? Você não me parece um sofredor, o seu tipo não é de sofredor, hein?

Nelson:
Eu não (inaudível) não uso quase essa, esta parte assim, de falar em felicidade, né? Mas Eneida eu, eu gosto de ver os outros, eu gosto quando um amigo chega e dirige-se a mim, diz: "sou tão eu sou tão feliz". Mas mesmo assim eu gosto muito de felicidade, né? Eu, por não falar em felicidade, não é por isso que eu não gosto de felicidade.

Eneida:
Então comece a falar nela, hein? Mas a sua música tem sempre mulher e flor. Ora, a mulher me parece que quer sempre ser feliz. E talvez, quem sabe, a flor também. Então, você pense nisso, porque você fala tanto em mulher e flor, que deve falar em felicidade também. Agora você vai cantar pra gente ouvir uma coisa que se chama “Não me olhes assim”:

(Música - Não me olhes assim)
Pelo amor de Deus, não me olhes assim
Vejo nos teus olhos humilhação
Já sei que não gostas mais de mim

Pelo amor de Deus, não me olhes assim.
Vejo nos teus olhos humilhação
Já sei que não gostas mais de mim

Aceito o teu adeus como se aceitasse a paz,
Não será surpresa se não me quiseres mais,
Neste mundo de Deus tudo pode acontecer,
Por que que eu não posso te esquecer?

Pelo amor de Deus, não me olhes assim...

Locutor:
E agora um samba que todo mundo conhece, “A Flor e o Espinho”, o carro-chefe de Nelson Cavaquinho.

(Música - Nelson Cavaquinho - A flor e o espinho)
Caminho, que eu quero passar com a minha dor.
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca flor

Eu só errei quando juntei minh'alma à sua
O sol não pode viver perto da lua.
É no espelho que eu vejo a minha mágoa
Na minha dor e os meus olhos rasos d'água
Eu na sua vida já fui uma flor
Hoje sou espinho em seu amor

Locutora:
O outro compositor que prometemos apresentar no programa de hoje é Carlos Cachaça. Todo mundo sabe que a Estação Primeira da Mangueira, no Rio de Janeiro, é um dos mais importantes redutos do samba carioca. Nelson Cavaquinho é de lá, Cartola também, e naturalmente o Carlos Cachaça. Só que no caso dele existe uma particularidade. Carlos Moreira de Castro, o Carlos Cachaça, nasceu na Mangueira. Em 1887, foi construída a Estação Ferroviária de Mangueira e o pai dele era ferroviário e morava exatamente numa das casas que a Central do Brasil alugava aos seus funcionários na subida do morro.
No dia três de agosto de 1902, nasceu o primeiro Verde e Rosa de Coração. O pai queria que ele fosse ferroviário. Ele tentou, mas tinha que ser sambista.

(música)
Se algum dia eu souber que você vai deixar
Meu coração, que é todo seu, em busca de outro amor.
Não serei mais feliz porque você não quis.
Depois serei como fui seu na minha dor.
Se a dor depois, por ingratidão...

Locutor:
A formação da Escola de Samba Estação Primeira da Mangueira deve muito a Carlos Cachaça. Ele foi um dos seus maiores incentivadores. Nos primeiros tempos, existiam sete blocos diferentes em Mangueira, e Carlos Cachaça foi o primeiro a lançar a ideia da união, da harmonia. Ele tem até um samba que fala nisso, Harmonia em Mangueira:

(música)
Que harmonia lá em Mangueira,
te dá prazer para se brincar,
o Laudelino no seu cavaco fazendo coisas de admirar.

Que harmonia lá em Mangueira
que dá prazer para se brincar,
o Laudelino no seu cavaco fazendo coisas de admirar.

E de repente forma um enredo que até causa sensação,
o Armandinho chega de flauta, Alípio sola no violão.

Que harmonia lá em Mangueira
que dá pra ver para se brincar, o Laudelino...

Locutora:
Em parceria com o poeta Hermínio Bello de Carvalho e Cartola, Carlos Cachaça fez um de seus sambas mais bonitos e talvez o mais divulgado. E é com ele que nós vamos encerrando o Conversando com o Mobral de hoje. Até semana que vem. E fiquem com esse lindíssimo “Alvorada”. Até lá.

(música)
Alvorada, Alvorada lá no morro, que beleza
Ninguém chora, não há tristeza
Ninguém sente dissabor
O sol colorindo, é tão lindo, é tão lindo
E a natureza sorrindo, tingindo, tingindo

Alvorada.

Alvorada lá no morro, que beleza
Ninguém chora, não há tristeza
Ninguém sente dissabor
O sol colorindo, é tão lindo, é tão lindo
E a natureza sorrindo, tingindo, tingindo

Alvorada.

Alvorada, lá no morro, que beleza
Ninguém chora, não há tristeza
Ninguém sente dissabor.

Locutor:
Bem, amigos, por hoje é só. Vamos encerrando mais um programa da série Conversando com o Mobral e aproveitamos o ensejo para desejar a todos um feliz fim de semana. Lembrando que segunda-feira estaremos de volta com mais um programa da série. Até lá, amigos, e grande abraço a todos.
Mobral!

Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL

Diretrizes de atuação do MOBRAL, 1982

Diretrizes de atuação do MOBRAL, incluindo seus aspectos institucionais e operacionais. O documento detalha as linhas metodológicas do programa, sua relação com a educação pré-escolar e supletiva, e sua estrutura e funcionamento em diferentes níveis administrativos (municipal, estadual/territorial e federal). Além disso, aborda a articulação do MOBRAL com outras Secretarias do MEC e com Secretarias de Educação dos Estados/Territórios e órgãos municipais de Educação para o desenvolvimento de programas educacionais.

Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL

Divisão do Quilo de Carne de Boi

Possivelmente uma música feita por alunos do MOBRAL.

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

Meu boi é bonito
É de malambá
Depois de janeiro
Vamos festejar

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

Meu boi é bonito
Meu boi é pintado
Meu boi é descente
Meu boi é ladrado

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

Meu boi é descente
Meu boi é sabido
Meu boi é ladrado
Meu boi é vestido

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

E meu boi é sabido
Porque aprendeu
A toda essa turma
Vem dar seu adeus

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

E chame Guardemar
Pra ele compra
Esse boi tá gordo
Tá bom de matar

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

E eu entro na linha
Não saio do trilho
Tirei oito quilo
Mandei pra Erílio

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

E tem muito freguês
É preciso poupar
1/4 do boi
Pra turma do MOBRAL

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

E o moço seu Gunza
Me falou primeiro
Por está viúvo
Quer 1/4 inteiro

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

E Dedé de Arthur
É um mintirento
Tirei 5 quilo
Da maçã do peito

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

E também tem Manuca
Que é amigão
Tirou 5 quilo
Deu pra Damião

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

E meu boi é bonito
Filho de Mocó
Tirei 5 quilo
Pra Zé de Cocó

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

O meu boi é bonito
Meu boi é mansão
Tirei 4 quilo
Pra Napoleão

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

E tem Cisco de Olício
Também quer comprar
2 quilo de carne
Pra ferventar

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

E tem a dona Orga
Também quer comprar
3 quilo da coxão
Pra assar

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

Eu riparto meu boi
Com muita alegria
3 quilo de carne
Mandei pra Faria

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL

Entrevista com Monitor sobre o Programa de Educação Integrada (PEI)

Entrevista com um monitor sobre o Programa de Educação Integrada (PEI).

Entrevistado - Matias:
[...] O grupo mesmo. Porque quando a gente levantou assim, os problemas, e cada um colocou. Quando a gente levantou assim o diagnóstico, falando que o tema era fazer melhoramento, saúde, evitar as contaminações e tal. Então, o grupo falou, quase todo mundo falava que os maiores problemas da comunidade, era verme. Porque um dizia assim: "Fui fazer um exame na família, acusou verme". Outro falava também: "Fui fazer um exame, fui eu mesmo e o médico atestou que era verme". Então, foi o grupo mesmo quem levantou.

Entrevistador:
A saúde depois do PEI (inaudível) Em questão de higiene...

Entrevistado - Matias:
Tenho, tenho observado. Inclusive nessas casa que a gente visita as fossas, a gente nota aquela sujeira, aqueles bagulho, aquelas coisas já tudo varridinho, tudo afastado. As casa também, a gente nota que estão tendo mais cuidado. Inclusive, algumas mães me falaram, lá na comunidade, que as criança não era bem habituada em viver calçado. E então, eles disseram que quando diz assim: "Lá vem o Matias", o menino corre logo dizendo: "Mamãe, me dê meus calçado". E quando não encontra os calçado, eles vão se deitar. Enquanto eu tô por lá, ele não se levanta mais. (Risos). Porque as água deles lá não tem, lá não tem chafariz, os poço é colocado naqueles baixão. Quando chegou o inverno, alaga aqueles baixão dentro do mato. Quando chega o verão, não tem água, o pessoal vai todo pros poço. Inclusive, uma coisa que a gente viu lá também, que eles tomavam banho, batiam roupa... Certo. Orientação assim particular, não fala na reunião porque desestimula.

Entrevistador:
O senhor encontrou dificuldade de utilizar esse material?

Entrevistado - Matias:
O ponto positivo é que a gente, a gente mesmo, eu como monitor, descobri, assim mais algumas experiência na vida e descobri também meios com que a gente pode ficar mais seguro na luta, nos trabalhos. E como ponto positivo, a comunidade tá aceitando bem o programa, tô bem feliz com o grupo.
E se ainda não fizemos mais coisa porque é um pouco longe, mas a gente acha que o trabalho é de grande utilidade, vai preparar mesmo. Não pode mais, não pode mais terminar. A gente vê que isso tem que acompanhar mesmo a humanidade, a localidade. E despertou também na comunidade um clima de desenvolverem as coisas, de terem mais condição na vida, terem mais saúde. A gente nota que desperta, assim, uma curiosidade no pessoal de ter mais influência com as reuniões, terem mais frequência no desenvolvimento social e outros objetivos. Agora, nas parte negativa, a gente acha que... A gente acha que, embora sabemos que não tamo fazendo tantas, tantos...É, sim, tantas coisas, é um trabalho lento, mas a gente vê que também o numerário que a gente percebe a gratificação não é suficiente, assim pra gente dar uma assistência mais direta. Porque, a razão porque a gente tem que trabalhar pra viver, os trabalho é de roça, os trabalho, os meio da gente também é baixo, então a gente, às vezes, pensa em fazer mais coisa e a gente se sente com mais condição de produzir mais, explorar mais o PEI, mas, ao mesmo tempo, vê, como se diz, a remuneração não é suficiente pra gente desenvolver, assim, um trabalho mais ativo.
Também a gente nota que o pessoal. É um ponto negativo que a gente nota, embora que um grupo bom como o meu ainda se vê que eles querem que todo tipo de trabalho do PEI, a gente teve ali, todo dia, incentivando, quando a gente sai, diz: "Não, só paramos porque a gente não sabia como é que ia fazer." Então, a gente acha que o pessoal não sente ainda assim como um, um dever, como obrigação. Todo tipo de trabalho, eles querem que o monitor esteja ali do lado.

(inaudível)

Entrevistado - Matias:
Avaliação assim dos trabalho, é, a gente procura também fazer uma, uma análise do que que já fez, o que que pode fazer a mais até o dia da reunião pra levar, assim, mais alguma coisa. Então, eu acho que é de grande utilidade, porque, é, elas...Motivo? Ah... Motiva a... Os interesses dos monitores, porque cada um quer levar assim mais alguma coisa.

Entrevistador:
E com relação aquele nosso contato ali?

Entrevistado - Matias:
Trouxe.

Entrevistador:
Muito, pouco...

Entrevistado - Matias:
Médio. Primeiro, como já falei, que a gente colheu mais experiência, aproximou-se mais da, da, de entender alguma coisa. E segundo, também a, esse contato com essas autoridade, com esses, com essas personagens, que a gente não esperava isso, ou pelo menos não esperava isso na vida. É, terceiro, também os, os material de apoio, que serviu de, de base, de experiência pra muitos meios aqui na, na zona rural. E quarto, porque dentro desses tipos de trabalho, como eu já falei, sou um líder sindical, sou líder religioso, sou líder da, da EMATER aqui na zona rural, mas nunca tinha percebido nenhum tipo de remuneração. Embora que essa, a gente diz que não é suficiente, mas tô satisfeito porque foi a primeira vez que eu rece... vim receber alguma coisa. Muito enganado de muitas promessa, de muitas coisa bonita que muita gente por aí afora diz que vem dar ao trabalhador rural. E não é muito fácil da gente mudar a mentalidade do pessoal com tanta promessa que já fizeram. Então a gente vê que o PEI é realidade, a gente vê que o PEI tá deixando mesmo as suas, os seus pontos positivos, tá concluindo benefício, mas pra isso eu acho que é melhor as comissão dar uma assistência mesmo junto aos monitores.

Entrevistador:
Seu Matias, o senhor não é... falou que naquelas reuniões do sindicato vocês discutiam alguns assuntos, que assuntos vocês discutiam? Naquelas reuniões que você era líder do sindicato, lá em... Que, que assuntos vocês discutiam?

Entrevistado - Matias:
É, nas reunião, a gente.. Sempre os assunto mais discutido é como se pode menta... Mudar a mentalidade do trabalhador rural, é, como fazer com que ele entenda o, o que é o movimento sindicalismo, é, fazer tudo para ver se consegue algum melhoramento, mais assistência ao trabalhador rural, e também fazer algumas coisas, é, a bem da, dos poderes público, para que a gente seja assim, mais, é, os trabalhos seja mais aceito, a gente tenha mais um pouco de representação, e também vê que o trabalhador rural precisa ser conscientizado dos seus direitos e de seus deveres, porque é um problema muito sério, que o primeiro sindicato criou um foco de enganos, de medo, de tanta coisa, enfim, que é os assuntos que a gente mais procura nas reunião é deixar o trabalhador rural mais conscientizado, mais, é, esclarecido para não haver tanta, tanta balbúrdia como sempre há.

Entrevistador:
Mas aquela... A execução daqueles trabalhos comunitários que vocês já realizavam, eles estavam onde? Eles... Como é que vocês discutiam? Vocês discutiam no sindicato, onde? Das estradas... Vocês discutiam antes de fazer aquela estrada, não discutiam?

Entrevistado - Matias:
Discutia.

Entrevistador:
Outras... Vocês discutiam aonde isso?

Entrevistado - Matias:
É, a gente sempre discutia na reunião. É, quando se... A gente se reunia todo domingos, às duas horas da tarde, nós tínhamos uma reunião e lá a gente discute, fala os maiores problemas que afeta a comunidade, o que aquelas coisas que mais trapalha o, o desenvolvimento, o bem-estar. Então ali a gente...debate e escolhe aquele tipo de trabalho que tá mais, é, aproximado do povo.

Entrevistador:
Há quanto tempo vocês já discutem isso?

Entrevistado - Matias:
É, há mais de dez anos.

Entrevistador:
Há mais de dez anos vocês já discutem sobre os teus problemas?

Entrevistado - Matias:
Sim.

Entrevistador:
Agora me diz o seguinte: ... É, como é que se deu essa passagem, assim, quando cês discutiam problemas mais amplos, problemas de saúde, essa passagem se deu fácil? Como é que foi?

Entrevistado - Matias:
O senhor diz...

Entrevistador:
Como é? Porque antes vocês discutiam qualquer problema, agora vocês tão discutindo mais saúde, não é verdade?

Entrevistado - Matias:
Certo.

Entrevistador:
Como é que foi? As mesmas pessoas que discutiam os mesmos problemas?

Entrevistado - Matias:
É, inclusive uma, uma... A maior parte da, dessas pessoas que se entrosam hoje nesse meio de saúde é ainda daquelas mesmas pessoas que começaram os trabalhos comunitário e os trabalhos de sindicato.

Entrevistador:
Quer dizer, aquelas pessoas que já tavam mobilizadas pra trabalhos comunitários?

Entrevistado - Matias:
Certo, porque eles já... Pessoas que já tinham algum preparo, pessoas que a gente via que eram os bons voluntários. Então, essas pessoas é quem mais contribui hoje nesses trabalhos que a gente tá desenvolvendo.

Entrevistador:
Na maioria delas.

Entrevistado - Matias:
É, na maioria delas são esses que já haviam, é, com essas luta desses, desse serviço de comunidade ou movimento sindical, é os que estão aparecendo hoje.

Entrevistador:
Eles sabem que o senhor tá recebendo dinheiro pra fazer isso?

Entrevistado - Matias:
É, eles sempre são muito interessado, é, examinar se a gente ganha dinheiro, muito ou pouco, pra desenvolver esse trabalho. Eu sempre venho dizendo a eles que a gente recebe uma gratificaçãozinha.

Entrevistador:
Isso causa, assim, alguma separação, alguma coisa, não?

Entrevistado - Matias:
É, a gente parece que num... Até agora não quis assim revelar isso claramente pra eles, pra qualquer pessoa ou pra eles todos, porque eles ainda hoje, quando se fala nesse serviço, é, no desenvolvimento do sindicato ou das comunidade, ainda hoje tem muita gente que suspeita que a gente ganha muito dinheiro pra enfrentar esses trabalho.

Entrevistador:
Matias, a, a última pergunta, então. É, quer dizer que vocês ac... É, utiliza as mesmas pessoas pra discutir esses assuntos?

Entrevistado - Matias:
Certo.

Entrevistador:
E agora, e aquelas outras obras de estrada, esses negócios, vocês têm continuado a discutir?

Entrevistado - Matias:
É, você diz agora, junto ao PEI?

Entrevistador:
É.

Entrevistado - Matias:
Continua. A gente ainda continua, é, fazendo assim o levantamento daquelas... O que que se pode fazer de melhoramento, o que que a gente pode fazer a mais. É, inclusive na minha comunidade, que estou atuando, lá no Mucamo do Pedro, eu já convidei um grupo para nós fazer um melhoramento na Estrada Carroçal, pelo menos raspar areia, mudar alguns trechos e os... O projeto foi criado. Ainda não fizemos o trabalho, mas tem o plano.

Entrevistador:
O trabalho não foi feito por quê?

Entrevistado - Matias:
É, não foi feito, razão porque eles falavam assim: "Estamos em época de colheita, de farinhada, ocupa muita gente, muita gente, mas a gente tem que se rebolar pra isso."

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