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Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira

  • BR DFINEP
  • Fonds
  • 1937

O acervo documental deste fundo histórico inicialmente é organizado por 53 séries documentais dispostas dentro da chamada Seção de Fundo Histórico. Tal arranjo é derivado de um quadro de arranjo proposto nos anos 1980 pela arquivista Astrea Moraes e Castro como parte do processo de reorganização dos Arquivos do MEC em Brasília. A proposta da arquivista sofreu adaptações até se chegar no modelo atual que obedece a uma sistemática que envolve ordenação por setor de origem, tipologia documental e assunto.
Desde sua concepção o Inep tem sido o orientador nas ações relativas a Educação Brasileira, função que intrinsecamente se reflete no arquivo, que abriga um conteúdo documental complexo e é fonte importante para pesquisadores de todo o país.
Desta maneira, a forma que o Arquivo Histórico está estruturado no AtoM é uma reflexão de como se encontra a documentação mantida no espaço físico do Arquivo Histórico, que atualmente é coordenado pelo CIBEC – Centro de Informação e Biblioteca em Educação.

As 53 séries supracitadas estão aqui inseridas, são elas: CALDEME; CAMPANHA DE CONSTRUÇÃO ESCOLAR; CAPES; CAV/ES; CBPE; CEOSE/CROSE; CILEME; CODI; CODI/SOEP; CODI/UNIPER; COLTED; CONTABILIDADE; CRPE/BA; CRPE/MG; CRPE/PE; CRPE/SP; CRPE/SP (Contabilidade); CRPE/SP (Cursos); CRPE/SP (Pessoal); CRPE/RS; CURRÍCULOS; CURSOS; CUSTOS EDUCACIONAIS; DAM; DDI; DDIP; DIRETORIA; DISSERTAÇÕES DE MESTRADO; EATEP; EDUCADORES; ENCONTRO; ESTATÍSTICA; FNEM; MONOGRAFIAS; ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL; PERFIL DO USUÁRIO; PESQUISA; PESSOAL; PGEB; PLANEJAMENTO EDUCACIONAL; POA; PREMEN; PROCARTA; PROJETO ANUÁRIO; QUESTIONÁRIOS; RECURSOS AUDIOVISUAIS; SALÁRIO EDUCAÇÃO; SAT; SOE; SRAV/PR; THESAURUS; TRABALHOS AVULSOS.

O acervo possui data-limite inicial do período de 1937, quando houve a criação oficial do instituto por meio da Lei nº 378 de 13 de janeiro de 1937, até o ano de 1997, quando o Inep tornou-se oficialmente autarquia federal por meio da Lei nº 9.448 do referido ano. As 53 (cinquenta e três) séries citadas compõem-se majoritariamente por documentos textuais, seguidos de iconográficos e cartográficos, totalizando 218,68 metros lineares. Destacam-se no acervo os documentos oriundos do CBPE (Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais) e CRPEs (Centros Regionais de Pesquisas Educacionais) que foram fundados a partir de 1955, como iniciativa de Anísio Teixeira para reestruturação da educação brasileira, desde o ensino primário à graduação. Tais centros executavam pesquisas sociais a níveis local e nacional, o que já é um indício da riqueza desse acervo. As séries também englobam documentos relacionados a grandes personalidades da educação brasileira como Darcy Ribeiro, Gilberto Freyre, Lourenço Filho, Murilo Braga, Paschoal Lemme e outros. Há ainda, dissertações, monografias, relatórios estatísticos, questionários, convênios internacionais, projetos de construções escolares que são exemplos de tipos documentais que compõem o acervo.

Disponibilizar os documentos do acervo histórico descritos no AtoM faz parte de uma ação institucional de divulgar a sua produção à sociedade. Esta iniciativa afirma o seu compromisso de ser para a comunidade em geral o observatório da educação brasileira em âmbito nacional e internacional, tendo como função primordial difundir o cenário educacional brasileiro.

Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira

CRPE-SP_m0001p09 - Tradução e Publicação do 1º número da Revista "Tiers-Monde", 1964

Projeto n° 8/64: Tradução e publicação do primeiro número da revista "Tiers-Monde" (tomo I, n° 122, 1960), com o objetivo de fornecer às pessoas interessadas em planejamento da educação os documentos apresentados no “Colóquio Internacional sobre Planejamento da Educação e seus Problemas Econômicos e Sociais”, realizado em Paris em dezembro de 1959.

Untitled

CRPE-SP_m0001p02 - Projeto sobre Conceito de Rendimento Escolar e o Planejamento Educacional, 1964

Projeto n° 1/64: "O conceito de rendimento escolar e o planejamento educacional", que pretende focar no tema integrador de todos os outros trabalhos, definindo a linha de preocupação do programa de atividades das Divisões de Pesquisas do CRPE-SP que é o estudo sistemático e interdisciplinar do problema do rendimento escolar.

Untitled

DIRETORIA_m009p13 - Estudo relativo à Concessão de Auxílio Federal para o Ensino Primário, 1944

Estudo relativo à concessão de auxílio federal para o ensino primário, a ser distribuído aos estados e Distrito Federal, por conta do Fundo Nacional de Ensino Primário, na forma que estabelece o Decreto-lei n° 4958, de 14 de novembro de 1942.
Projeto de decreto que regulamenta a distribuição do Fundo Nacional de Ensino Primário.

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CRPE-SP_m0001p04 - Projeto sobre Análise Crítica da Contribuição da Educação Sistemática para Implementação e o Desenvolvimento da Indústria Automobilística em São Paulo, 1964

Projeto n° 3/64 com o título: Análise Crítica da Contribuição da Educação Sistemática para Implementação e o Desenvolvimento da Indústria Automobilística no Estado de São Paulo, que tem como objetivo analisar criticamente a contribuição da educação sistemática para a implantação e o desenvolvimento da indústria automobilística no estado de São Paulo, tendo em vista a elaboração de critérios capazes de selecionar os setores prioritários para aplicação dos recursos administrativos.

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CRPE-SP-CURSO_m1508p01 - Fotografias - I Curso Interamericano de Comunicação Audiovisual (I CICA), 1970

Maço contendo fotografias e descrições do I Curso Interamericano de Comunicação Audiovisual (I CICA), Realizado No CRPE/SP - Professor Queiróz Filho, no período de 16 de Fevereiro a 3 de Julho De 1970; e visou formar técnicos no campo da comunicação audiovisual.

Centro Regional de Pesquisas Educacionais do Rio Grande do Sul - CRPE-RS

CODI-UNIPER_m0458p02 - As Estatísticas Educacionais no Brasil

Trabalho do Serviço de Estatística da Educação e Cultura — SEEC, sobre as estatísticas educacionais no Brasil. O trabalho relata sucintamente o processo produtivo das estatísticas e a organização oficial dos serviços, tendo como anexo o organograma do SEEC, diagrama funcional do ensino no Brasil construído a partir das diretrizes legais, diagrama de fluxo e o diagrama de atividade do SEEC.

Ensinando a Ler

Jingle de propaganda do MOBRAL.

O que é, o que é a leitura?
O que é, o que é a leitura?
É um bem para além de todos.
E felicidade geral.
Só pode ver quem sabe.
Só quem sabe pode ensinar.
A-E-I-O-U

Aprendendo a ler
A ler e escrever
(Todo mundo)
Ensinando a ler
A ler e escrever
(Todo mundo)
Aprendendo a ler
A ler e escrever
(Todo mundo)
Ensinando a ler

Locutor:
Participe você também do Movimento Brasileiro de Alfabetização, Ministério da Educação e Cultura.

Untitled

Programa de Alfabetização - Aula 37 e 38

Programa de Alfabetização, aula número 37 e 38, palavra geradora: CIRCO.
Trazido pelo MOBRAL e pela Fundação Educacional Padre Landell de Moura - FEPLAN.
Palavras aprendidas na parte um do programa nº 37: circo.
Palavras aprendidas na parte dois do programa nº38: ator; cidade; martelo; marmita; partir; cerca e amor.

Locutor:
Fundação Educacional Padre Landell de Moura (FEPLAN)
Programa de Alfabetização Funcional
Aula número 37
Palavra geradora: CIRCO
Encontro número um

Música
Vem, vem, vem, vem
O amanhã começou
Temos muito o que fazer
Para a nossa integração
Vamos juntos, minha gente, aprender esta lição
O estudo leva à frente, faz a nossa união

Locutor
O Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL e a Fundação Educacional Padre Landell de Moura - FEPLAN apresentam:

Locutora:
Programa de Alfabetização Funcional. Palavra Geradora: Circo. Encontro Número Um.

Narrador:
Olá, amigo! Como foi de trabalho hoje? Eu também trabalhei o dia inteiro antes de vir para rádio para fazer o programa. Mas é isso mesmo né? A gente tem que trabalhar para se manter e para sustentar a família. Vale a pena, sabe? Só em pensar que a nossa comunidade se desenvolve com o trabalho de todos, a gente fica animado.

Narradora:
Mas, apesar do trabalho ser uma necessidade, o homem não deve trabalhar sempre, sem descanso. Nada disso. O trabalho feito sem descanso faz o homem produzir cada vez menos. Ou seja, o trabalho vai aos poucos rendendo menos e menos e menos.

Narrador:
Saber descansar é muito importante. O descanso não é apenas uma noite bem dormida. O sono é importante, mas existem outras coisas, existem as recriações, os divertimentos.

Narrador:
Um passeio;
Narradora:
Uma ida ao parque;
Narrador:
Uma visita;
Narradora:
Um churrasco com os amigos;
Narrador:
Uma festa;
Narrador:
Um baile;
Narrador:
Um cinema;
Narrador
Uma ida ao circo.

Narradora:
Zeca e Lúcia foram ao circo. Lúcia não estava com muita vontade de ir. Zeca descobriu que era por causa das feras. Lúcia é muito medrosa. Vamos encontrá-los no circo, assistindo ao espetáculo:

Lúcia:
Que maravilha, não é, Zeca? Esse número de trapézio foi uma beleza.
Zeca:
É mesmo. Mas estou é com vontade de ver as feras.
Lúcia:
Ah, nem fala, Zeca. Ai, eu tenho horror de feras. Imagine se aqueles bichos conseguem se soltar.
Zeca:
Ah, mas isso não acontece.
Lúcia:
E quem disse que não?
Zeca:
Os domadores têm muito cuidado. Eles tratam bem das feras e elas são bem alimentadas para não haver perigo. As feras atacam quando estão com fome.
Lúcia:
Ah, saber isso me deixa mais tranquila.
Zeca:
Mas olhe lá, olhe lá, Lúcia, os palhaços, eles estão entrando.
Lúcia:
Eles não são engraçados?
Zeca:
São sim! Eu fico olhando aqueles sapatos compridos que eles usam, acho que eles podem tropeçar. Olhe só agora, estão entrando os domadores. Veja, olha lá os leões já estão na jaula.
Lúcia:
Ai eu estou morrendo de medo.
Zeca:
Não seja boba, já disse que não há perigo. As grades são bem fortes e firmes. Espia bem. O domador vai colocar a cabeça dentro da boca do leão. Olha Lúcia. Lúcia, você não está olhando.
Lúcia:
Estou sim.
Zeca:
Como é que você pode ver de olhos fechados?
Lúcia:
Mas eu estou vendo, sim. Eu estou sim, eu juro, juro.
Zeca:
Então você é mágica. Veja, agora ele está agradecendo.
Lúcia:
Ele já tirou a cabeça da boca do leão?
Zeca:
Pode abrir os olhos, ele já tirou.
Lúcia:
Ainda bem.
O que será que vou apresentar agora, Zeca?
Zeca:
Vamos ver. Ah, são os malabaristas. Agora você não precisa ter medo, não é mesmo?
Lúcia:
E aí você não precisa ficar falando toda hora, não é, Zeca? Qualquer um pode ter medo de feras, ora.
Zeca:
Olhe só, que roupas bonitas que eles usam.
Lúcia:
É mesmo. E como as roupas brilham com as luzes, puxa! Como será que eles jogam aquela bola grande sem deixar cair, hein?
Zeca:
Já estão acostumados. Tem malabarista que faz isso desde criança.
Lúcia:
Ah, agora sim, agora vem a parte de que eu gosto mais.
Zeca:
As bailarinas?
Lúcia:
Isso mesmo, Zeca. Há bastante cores, sabe? Eu gosto muito de danças e cores.
Zeca:
E você está vendo que as luzes também são coloridas?
Lúcia:
Estou. A música também é muito bonita. Escute.
Como tinha gente assistindo, hein? Puxa agora para sair, vai ser difícil.
Zeca:
Vamos indo devagar. Não temos pressa. Olhe, os palhaços ainda estão no picadeiro.
Lúcia:
Pois é, eles estavam tão engraçados.
Zeca:
Aquele que está com a cara muito fritada foi o que me fez rir mais. Quando ele escondeu o chapéu do outro palhaço, foi de dar gargalhadas.
Lúcia:
Pronto, já estamos perto da saída.
Zeca:
Este circo é mesmo muito bom. Como vimos coisas bonitas. Eu gostei mesmo foi das feras.
Lúcia:
Ih, já vem você com essa conversa de novo. Pois eu gostei de tudo. E mais ainda das bailarinas.
Zeca:
É brincadeira. Eu também gostei de tudo. você sabe que em muitos lugares não existe mais circo
Lúcia:
Ah que pena, não é Zeca? Deve ser por causa da televisão e do cinema
Zeca:
Deve ser. Mas eu acho que a gente não devia deixar que o circo desaparecesse. Quanta gente que ainda não tem televisão e não pode ir ao cinema? Afinal é outra forma de diversão
Lúcia:
Sim, os que trabalham no circo são como a gente, não é Zeca? Também dão duro para viver.
Zeca:
É, muitas vezes o palhaço está doente, triste por alguma razão, e mesmo assim alegra os outros.
Lúcia:
Finalmente conseguimos sair. Poxa, mas bem que eu gostaria de assistir mais.
Zeca:
Não vai dar, mesmo porque agora o circo vai se apresentar em outra cidade. Ele não fica muito tempo no mesmo lugar.
Lúcia:
Que trabalhão deve dar armar e desarmar o circo. Uma porção de vezes. E ainda mais carregar isso tudo nos caminhões, estacas, cordas, a lona, as tábuas das arquibancadas, as cadeiras, os fios e essa porção de lâmpadas, as jaulas com os animais e quanta coisa!
Zeca:
É, mas eles já estão acostumados. Isto para as pessoas que trabalham no circo não é tão difícil como a gente pensa. Eles são muito unidos e sempre uns ajudam os outros.

Narrador:
Circo.
Narradora:
Vamos repetir, bem devagar, esta palavra.
Narrador:
Circo.
Narradora:
Vamos repeti-la várias vezes, bem devagar.
Narrador:
Circo. Circo. Circo.
Narradora:
Você notou? Quando se pronuncia a palavra bem devagar, Vê-se que ela tem duas sílabas.
Narrador:
Cir-co. Cir-co. Cir-co.
Narradora:
Note bem, quando se pronuncia a palavra bem devagar, vê-se que ela tem duas sílabas.
Narrador:
Cir-Co; Cir-Co; Cir-Co
Narradora:
A primeira sílaba é?
Narrador:
CIR.
Narradora:
E a segunda sílaba é?
Narrador:
CO.
Narradora:
CIR-CO.
Narrador:
Repetindo, a primeira sílaba é?
Narradora:
CIR.
Narrador:
E a segunda sílaba é?
Narradora:
CO.
Narrador:
CIR-CO.
Narradora:
Cada uma destas sílabas pertence a uma família silábica. Tomemos a primeira sílaba CIR. Ela pertence a uma família silábica muito curta que é
Narrador:
CER - CIR.
Narradora:
Vamos repetir. A primeira sílaba da palavra CIR-CO, CIR pertence à família silábica
Narrador:
CER - CIR.
Narradora:
Agora vamos ver a segunda sílaba da palavra CIR-CO.
Narrador:
CO.
Narradora:
Esta sílaba também pertence a uma família silábica, que também é muito curta.
Narrador:
CA – CO – CU.
Narradora:
Nós já trabalhamos com esta família silábica quando estudamos a palavra comida.
Narrador:
Vamos repetir a palavra circo tem duas sílabas.
Narradora:
CIR-CO
Narrador:
A primeira sílaba o CIR pertence à família silábica
Narradora:
CER - CIR
Narrador:
A segunda sílaba CO pertence à família silábica
Narradora:
CA – CO – CU
Narrador:
Bem, o que você tem a dizer sobre a nossa conversa de hoje? Daqui a pouco quando o monitor desligar o rádio, será a vez de você e seus colegas falarem tudo o que o cartaz do circo lembra a vocês. No próximo encontro formaremos palavras novas usando as famílias silábicas que aprendemos hoje. Até lá!

Música
Vem, vem, vem, vem
O amanhã começou
Temos muito o que fazer
Para a nossa integração
Vamos juntos, minha gente, aprender esta lição
O estudo leva à frente, faz a nossa união
MOBRAL é alegria nacional da educação

Locutor:
O Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL e a Fundação do Educacional Padre Landell de Moura - FEPLAN, apresentaram Programa de Alfabetização Funcional.

Locutor:
Fundação Educacional Padre Landell de Moura (FEPLAN)
Programa de Alfabetização Funcional
Aula número 38
Palavra geradora: CIRCO
Encontro número dois

Música
Vem, vem, vem, vem
O amanhã começou
Temos muito o que fazer
Para a nossa integração
Vamos juntos, minha gente, aprender esta lição
O estudo leva à frente, faz a nossa união
MOBRAL é alegria nacional da educação

Locutor:
O Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL e a Fundação do Educacional Padre Landell de Moura - FEPLAN, apresentam Programa de Alfabetização Funcional.
Palavra Geradora: CIRCO.
Encontro número dois.

Narrador:
No nosso último encontro contamos como Zeca e Lúcia se distraíram e como gostaram do circo, pensaram até em assistir ao espetáculo outra vez.

Narradora:
Eles são vizinhos e quando conversavam, Lúcia contava Zeca que na sua classe do MOBRAL ela e os colegas estudavam em grupo. Achava muito bom porque o que um não sabia, o outro ajudava. E que de vez em quando eles se reuniam com a alfabetizadora no Posto Cultural do MOBRAL. Lá eles podiam festejar aniversários de colegas e outras datas, ouvir o Domingo Mobral, músicas, fazer trabalhos manuais, ver livros e revistas, desenhar e pintar, organizar conjuntos musicais, recitar poesias.

Narrador:
Zeca ficou tão entusiasmado que logo que pode foi estudar no MOBRAL. Isto agora é mais um motivo para que os dois fiquem juntos conversando durante horas.

Zeca:
Lúcia você poderia me ajudar a formar algumas palavras?
Lúcia:
Claro. Até que é bom pois assim eu vou recordar o que aprendi. Deixa eu ver, bem, que palavra pode ser? Ah com as sílabas A-TOR, formamos a palavra ATOR. Entendeu?
Zeca:
Entendi. Vou escrever, com as sílabas A-TOR, a gente forma a palavra ATOR.
Lúcia:
Quem você acha que é o melhor ator brasileiro, hein? O de rádio, o de televisão, de cinema ou de teatro?
Zeca:
Puxa, são tantos. Eu gosto muito da Deise Lúcidi, do Grande Otelo, do Paulo Gracindo. E gostava também do Oscarito.
Lúcia:
E já que o Zeca falou em Paulo Gracindo, que tal ouvirmos o que ele tem para nos contar?

Narração de Paulo Gracindo:
E o menino acordava às 4 horas da manhã com a vela na mão, os livros debaixo do braço, descia a escada e estudava até às oito da manhã, quando meu pai tomava café e tomava também a minha lição. Naquele tempo, em Maceió, meu pai não me deixava sair. Todos os professores vinham até mim. Aos 17 anos, no meu primeiro papel, no meu papel de estreia no teatro, eu já estava cavanhaque e bigode, e parti pela vida fora, sempre fazendo tipos. E acabei, provavelmente, tendo a felicidade de vencer com os tipos marcantes de Tucão, depois Odorico e depois Antenor, dos Ossos do Barão. Esse foi o princípio da minha vida, uma vida dura, de meninos sem amores, sem namoros, vivendo só para estudo. Agradeço infinitamente hoje a meu pai e naquele tempo não o compreendia, mas hoje eu agradeço porque sem a base, sem o estudo, realmente você não consegue seguir profissão nenhuma. Meu pai não fazia questão que eu me formasse. Ele dizia sempre: "Olha, você pode ser um carroceiro, agora procure ser sempre o primeiro carroceiro da sua terra." E a minha vida toda foi essa procura de me colocar sempre num posto de destaque na profissão que eu abracei e segui, que foi a profissão de ator.

Lúcia:
Muitos atores como Paulo Gracindo são conhecidos em todo o Brasil. Quem é que não gosta de ouvir rádio, ver televisão ou ir ao cinema? Outros são mais conhecidos nas cidades, onde há muitos teatros. Olha aí, Zeca, outra palavra.
Zeca:
É a palavra cidade que nós formamos juntando as sílabas CI-DA-DE.
Lúcia:
Isto mesmo, com as sílabas CI-DA-DE, formamos a palavra cidade.
Zeca:
Ei, espere aí, vou chamar a tia Maria que chegou ontem do Rio de Janeiro. Tia Maria que tal viver na cidade?
Tia Maria:
Olhe Zeca na cidade a gente vive com muita agitação. As pessoas estão sempre com pressa. Quase todas trabalham longe de casa. Mas nas cidades as ruas são calçadas, tem luz elétrica, a água é encanada, há mais diversões. A vida da cidade é bem diferente da vida do campo. Meu Deus!
Lúcia:
Você se machucou, Zeca?
Zeca:
Não, não, está tudo bem. vaso ruim não quebra fácil.
Tia Maria:
Não diga isso você é um bom rapaz.
Zeca:
Agora Lúcia, eu vou apanhar o martelo para consertar essa cadeira. Desta vez eu vou martelar firme para ninguém cair como eu.
Lúcia:
Vendo você trabalhar aí, eu lembro que aprendi que os sapateiros, serralheiros, carpinteiros e marceneiros usam muito martelo. Eles têm muito cuidado quando trabalham com as ferramentas.
Tia Maria:
Cuidado, Zeca! Você assim vai se machucar. Bom, agora que já está pregada a perna da cadeira, chegue-se para cá e contem, você e Lúcia, o que vocês andaram estudando?
Zeca:
É eu acho que é melhor. Por falar nisso, Lúcia eu estava pensando, como é que se forma a palavra martelo?
Lúcia:
É juntando as sílabas MAR-TE-LO. Martelo
Zeca:
Espere aí Lúcia, fale bem devagar a palavra martelo.
Lúcia:
Primeiro a sílaba MAR. Depois a sílaba TE. E por fim a sílaba LO. Pronto. Martelo.
Zeca:
Vou tentar escrever essa palavra.
Tia Maria:
Você costuma almoçar em casa, Zeca?
Zeca:
Não, senhora. O meu trabalho fica longe daqui. Então eu levo o meu almoço na marmita.
Lúcia:
Zeca, você sabe formar essa palavra marmita?
Zeca:
Claro. Com a sílaba MAR, com a sílaba MI e mais a sílaba TA. Aí se forma marmita, está certo?
Lúcia:
Muito bem! Com a sílaba MAR, com a sílaba MI e com a sílaba TA você formou a palavra marmita.
Tia Maria:
E lá você tem lugar onde esquentar a comida?
Zeca:
Tem sim senhora no trabalho nós temos um fogareiro
Tia Maria:
Bom isso é bom né assim você aproveita bem o sabor da comidinha quente
Zeca:
E como tia Maria antigamente na hora de comer era aquela coisa fria gordurosa até que um dia eu e meus colegas de trabalho tivemos a ideia de que se cada um desse um pouquinho de dinheiro dava para comprar um fogareiro que podia servir para todos. E serviu mesmo.
Tia Maria:
Isso eu bem imagino Zeca, quando as pessoas estão unidas as coisas se tornam mais fáceis de serem conseguidas.
Zeca:
A senhora imagina que, de vez em quando, até damos risadas e lembrar como passamos tanto tempo almoçando aquela comida fria. Como é que não pensamos logo em nos juntar e comprar o fogareiro?
Tia Maria:
É e você imagina o quanto ainda você e seus amigos poderão conseguir se ficarem juntos Unidos ajudando um ao outro.
Zeca:
É
Tia Maria:
Bom já está esfriando é melhor eu entrar em casa. Essa varanda é muito gostosinha e se a gente não se dá por conta fica horas e horas conversando. Lúcia, foi um prazer conhecer você, apareça sempre para conversar um pouco com a gente.
Lúcia:
Ah sim Dona Maria, eu sempre que posso dar uma passadinha por aqui para estudar com o Zé, mas qualquer dia eu venho para a gente conversar.
Tia Maria:
Isso vai ser muito bom para ele. Apareça sempre, conversar com os jovens é sempre bom. Você nem imagina como a gente aprende. Bom, então até já. Zeca quando sentir fome pode entrar viu, a comida está quase pronta. Eu é que não quero atrapalhar a conversinha de vocês.
Lúcia:
Zeca eu acho bom você ir logo jantar porque eu já estou olhando né
Zeca:
É, mas ainda é cedo Lúcia. Fica mais um pouco, ou será que você ficou envergonhada porque minha tia disse que não queria atrapalhar nossa conversinha?
Lúcia:
Quem? Eu? Ora não, não, bem, não é nada disso né? É que eu também tenho que ir né? Eu vou eu vou jantar depois de estudar. Você não sabe que estou fazendo curso de educação integrada?
Zeca:
Eu sei que você estuda de noite, mas não sei bem o que é.
Lúcia:
O curso de Educação integrada Zeca, você pode fazer depois de receber o certificado de que se alfabetizou. Sabe, esse curso é como se fosse um antigo curso primário só que você faz em menos tempo.
Zeca:
Depois eu queria que você me explicasse melhor isso. Agora eu quero lhe mostrar uma coisa, veja se está certo.
Lúcia:
O que?
Zeca:
Se eu juntar a sílaba PAR com a sílaba TIR, eu não formo a palavra PARTIR?
Lúcia:
Exatamente.
Com as sílabas PAR-TIR temos a palavra PARTIR. Mas, me diz uma coisa, eu fiquei curiosa, por que você resolveu formar essa palavra agora em?
Zeca:
Não, sabe, é que, não, não, A verdade é que eu não gosto de ver você partir. Eu queria arrumar um jeito de lhe dizer isso. Sabe, eu me acostumei tanto com você que quando você não está, eu sinto muito a sua falta.
Lúcia:
Bem, eu volto amanhã, né? E enquanto isso, escolha outra palavra para formar.
Zeca:
Lúcia, cuidado para você não pisar naquela cerca que eu fiz com plantas.
Lúcia:
Por que você não fez a cerca com a tela de arame que vende lá no mercado, hein? Assim os animais não podem entrar no terreno.
Zeca:
É que eu acho que a cerca não fica tão bonita.
Lúcia:
Você tem razão vamos aproveitar para formar mais uma palavra: CERCA. Duas sílabas CER-CA formamos esta palavra.
Zeca:
Vou repetir: com as sílabas CER-CA temos a palavra CERCA.
Lúcia:
Bom eu tenho que ir. Amanhã nós conversamos mais tá? Até lá!
Tia Maria:
Olá, Lúcia. Como vai?
Lúcia:
Tudo bem. Obrigada, Dona Maria e a senhora?
Tia Maria:
Ah eu continuo aproveitando essa vida gostosa do campo. Mas sente um pouquinho.
Lúcia:
Muito obrigada Dona Maria, mas eu não vou poder. Hoje eu saí um pouco atrasada do trabalho e se não me apressar, acabo chegando tarde na aula.
Tia Maria:
Eu compreendo. Você quer falar com o Zeca, não é? Espera um pouquinho que eu vou chamá-lo. Zeca, o Zeca, a Lúcia está aqui e quer falar com você.
Tia Maria:
Ô Lúcia, que bom você ter aparecido.
Lúcia:
É eu, eu tinha prometido né?
Tia Maria:
Bom, eu vou deixar vocês aí na varanda que eu tenho umas coisinhas para fazer lá dentro. Até logo Lucia!
Lúcia:
Até logo Dona Maria. E então Zeca? Escolheu alguma palavra para hoje?
Zeca:
Ah Luci, escolhi sim. É uma bem especial, muito especial.
Lúcia:
Qual?
Zeca:
A palavra que eu escolhi foi amor.
Lúcia:
Amor?
Zeca:
É. Eu quero que você forme para mim a palavra AMOR.
Lúcia:
É, essa conversa está ficando meio esquisita. Mas já que você pediu, aqui vai. Repare bem. Juntando as sílabas A-MOR, está pronta a palavra AMOR.
Zeca:
Como é bom ver você falando AMOR.
Lúcia:
Bom, eu já vou indo. Eu estou atrasada. Até amanhã.
Zeca:
Até amanhã. Puxa, lá vai a garota dos meus sonhos e ela nem sabe disso. E eu que tinha preparado outra palavra para formar. Enfim, fica para outro dia.

Narradora:
Como você viu amigo, Zeca e Lúcia formaram sete palavras novas no encontro de hoje: ator; cidade; martelo; marmita; partir; cerca e amor. ATOR com as sílabas A-TOR. CIDADE com as sílabas CI-DA-DE. MARTELO com as sílabas MAR-TE-LO. MARMITA com as sílabas MAR-MI-TA. PARTIR com as sílabas PAR-TIR. A palavra CERCA com as sílabas CER-CA. E a palavra AMOR com as sílabas A-MOR.

Narrador:
Vamos chegando ao final do nosso encontro. A partir de agora, você pode conversar com os seus colegas e o monitor e formar outras palavras com as sílabas que você já conhece. Nos próximos encontros estaremos esperando por você. Até lá.

Música
Vem, vem, vem, vem
O amanhã começou
Temos muito o que fazer
Para a nossa integração
Vamos juntos, minha gente, aprender esta lição
O estudo leva à frente, faz a nossa união
MOBRAL é alegria nacional da educação

Narrador
O Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL e a Fundação Educacional Padre Landell de Moura - FEPLAN apresentaram:
Programa de Alfabetização Funcional.

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Curso profissionalizante - SENAI Volta Redonda

Curso profissionalizante - SENAI Volta Redonda

Na Primeira República, o crescimento da classe trabalhadora industrial e a influência de ideais socialistas e anarquistas impulsionaram lutas por melhores condições de vida, e o acesso à educação rapidamente se tornou uma das pautas das organizações operárias. Para enfrentar o analfabetismo, os movimentos de trabalhadores fundaram escolas e bibliotecas populares, além de pressionar os governos pela criação e manutenção de instituições educacionais públicas.

A imagem mostra um ambiente de oficina com máquinas e bancadas. No primeiro plano, há uma mulher operando uma serra de fita ou máquina similar para cortar madeira. Ao fundo, outra mulher trabalha em uma bancada com peças e ferramentas. O espaço é organizado para atividades práticas, com equipamentos de marcenaria e armários contendo materiais.

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Curso profissionalizante - SENAI Volta Redonda

Curso profissionalizante - SENAI Volta Redonda

Na Primeira República, o crescimento da classe trabalhadora industrial e a influência de ideais socialistas e anarquistas impulsionaram lutas por melhores condições de vida, e o acesso à educação rapidamente se tornou uma das pautas das organizações operárias. Para enfrentar o analfabetismo, os movimentos de trabalhadores fundaram escolas e bibliotecas populares, além de pressionar os governos pela criação e manutenção de instituições educacionais públicas.

A imagem mostra uma mulher em uma mesa de trabalho segurando uma estrutura de vime ou material semelhante, possivelmente um cesto ou parte de um objeto artesanal. Ao lado, sobre a mesa, há uma luminária com base metálica e cúpula cilíndrica clara. No fundo, aparecem prateleiras com diversos objetos e ferramentas, sugerindo um ambiente de oficina ou sala de artesanato.

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Na Primeira República, o crescimento da classe trabalhadora industrial e a influência de ideais socialistas e anarquistas impulsionaram lutas por melhores condições de vida, e o acesso à educação rapidamente se tornou uma das pautas das organizações operárias. Para enfrentar o analfabetismo, os movimentos de trabalhadores fundaram escolas e bibliotecas populares, além de pressionar os governos pela criação e manutenção de instituições educacionais públicas.

A imagem mostra uma oficina ou sala de marcenaria com várias pessoas trabalhando em bancadas. No primeiro plano, há um homem utilizando uma ferramenta manual para aplainar ou ajustar uma peça de madeira. Sobre a mesa, vê-se cavacos de madeira e outras peças. Ao fundo, outras pessoas também estão envolvidas em atividades semelhantes, manipulando ferramentas e materiais. O ambiente é organizado com prateleiras e armários contendo utensílios e objetos relacionados ao trabalho manual, sugerindo um espaço educativo ou profissional voltado para carpintaria ou artesanato.

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Na Primeira República, o crescimento da classe trabalhadora industrial e a influência de ideais socialistas e anarquistas impulsionaram lutas por melhores condições de vida, e o acesso à educação rapidamente se tornou uma das pautas das organizações operárias. Para enfrentar o analfabetismo, os movimentos de trabalhadores fundaram escolas e bibliotecas populares, além de pressionar os governos pela criação e manutenção de instituições educacionais públicas.

A imagem mostra uma mulher em um ambiente que parece ser uma oficina ou sala de aula prática, trabalhando sobre uma mesa de madeira. A pessoa está utilizando uma ferramenta para parafusar a peça, enquanto segura uma estrutura geométrica de metal ou outro material leve. Sobre a mesa, há outros objetos, incluindo uma estrutura triangular e um recipiente com material, sugerindo atividades relacionadas à construção ou artesanato. Ao fundo, é possível ver prateleiras com diversos itens, reforçando o contexto de trabalho manual ou educativo.

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Na Primeira República, o crescimento da classe trabalhadora industrial e a influência de ideais socialistas e anarquistas impulsionaram lutas por melhores condições de vida, e o acesso à educação rapidamente se tornou uma das pautas das organizações operárias. Para enfrentar o analfabetismo, os movimentos de trabalhadores fundaram escolas e bibliotecas populares, além de pressionar os governos pela criação e manutenção de instituições educacionais públicas.

A imagem mostra um ambiente de oficina com máquinas e bancadas. No primeiro plano, há uma mulher operando uma serra de fita ou máquina similar para cortar madeira. Ao fundo, outra mulher trabalha em uma bancada com peças e ferramentas. O espaço é organizado para atividades práticas, com equipamentos de marcenaria e armários contendo materiais.

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