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Eu Levo Saudade de Toda Essa Gente

Música instrumental com violão e pandeiro.

Eu me retiro eu me afeto
Eu me retiro eu me afeto
Eu levo saudade de toda essa gente
Eu levo saudade de toda essa gente

Ó minha ... vamos nos embora
Ó minha ... vamos nos embora
Para nossa terra tá chegada a hora
Para nossa terra tá chegada a hora

Eu me retiro eu me afeto
Eu me retiro eu me afeto
Eu levo saudade de toda essa gente
Eu levo saudade de toda essa gente

Ó meu .... vamos nos embora
Ó meu .... vamos nos embora
Para nossa terra tá chegada a hora
Para nossa terra tá chegada a hora

Eu me retiro eu me afeto
Eu me retiro eu me afeto
Eu levo saudade de toda essa gente
Eu levo saudade de toda essa gente

Ó meu tocador vamos nos embora
Ó meu tocador vamos nos embora
Para nossa terra tá chegada a hora
Para nossa terra tá chegada a hora

Eu me retiro eu me afeto
Eu me retiro eu me afeto
Eu levo saudade de toda essa gente
Eu levo saudade de toda essa gente

Ó meu ... vamos nos embora
Ó meu ... vamos nos embora
Para nossa terra tá chegada a hora
Para nossa terra tá chegada a hora

Ó minha ... vamos nos embora
Ó minha ... vamos nos embora
Para nossa terra tá chegada a hora
Para nossa terra tá chegada a hora

Eu me retiro eu me afeto
Eu me retiro eu me afeto
Eu levo saudade de toda essa gente
Eu levo saudade de toda essa gente

ó meu ... vamos nos embora
ó meu ... vamos nos embora
para nossa terra tá chegada a hora
para nossa terra tá chegada a hora

Eu me retiro eu me afeto
Eu me retiro eu me afeto
Eu levo saudade de toda essa gente
Eu levo saudade de toda essa gente

Ó meu tocador vamos nos embora
Ó meu tocador vamos nos embora
Para nossa terra tá chegada a hora
Para nossa terra tá chegada a hora

Eu me retiro eu me afeto
Eu me retiro eu me afeto
Eu levo saudade de toda essa gente
Eu levo saudade de toda essa gente

Ó meu ... vamos nos embora
Ó meu ... vamos nos embora
Para nossa terra tá chegada a hora
Para nossa terra tá chegada a hora

Sans titre

CRPE-BA_m030p05 - Relatórios de Atividades do CRPE-BA, 1965 - 1967

Correspondência enviada por Luiz de Moura Bastos, Diretor do CRPE-BA, a Carlos Corrêa Mascaro, Diretor do INEP, encaminhando o relatório de atividades referente ao mês de outubro de 1967. O relatório contém dados dos seguintes setores: Audiovisual, Documentação, Biblioteca, Distribuição de Livros, Boletim Informativo, Secretaria Executiva;
Correspondência enviada por Luiz de Moura Bastos, Diretor do CRPE-BA, a Cely Vieira D’Angelo, Chefe da Secretaria do INEP, em que encaminha revisões feitas pelo CRPE-BA para o relatório geral do INEP;
Correspondência enviada por Luiz de Moura Bastos, Diretor do CRPE-BA, a Carlos Corrêa Mascaro, Diretor do INEP, encaminhando o relatório de atividades referente ao mês de setembro de 1967. O relatório apresenta informações sobre os setores: Divisão de Estudos e Pesquisas Educacionais, Centro de Audiovisual, Divisão de Documentação, Biblioteca, Distribuição de Livros, Boletim Informativo, Secretaria Executiva;
Correspondência enviada por Luiz de Moura Bastos, Diretor do CRPE-BA, a Carlos Corrêa Mascaro, Diretor do INEP, encaminhando o relatório de atividades referente ao mês de agosto de 1967. O relatório apresenta informações sobre os setores: Divisão de Pesquisas Educacionais, Divisão de Documentação, Biblioteca, Livros, Boletim Informativo, Centro de Audiovisual, Secretaria Executiva;
Relatório elaborado pela Divisão de Aperfeiçoamento do Magistério do Centro Educacional Carneiro Ribeiro, referente ao período de 15 de junho a 15 de agosto de 1967;
Quadros com dados de matrícula geral pela classificação escolar do Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com base no mês de julho de 1967;
Programa da Semana do Exército, organizada pelo Centro Educacional Carneiro Ribeiro – Escola Classe 1. Documento assinado pela Diretora Carmen Oliveira de Andrade;
Programa da Semana do Exército, organizada pelo Centro Educacional Carneiro Ribeiro – Escola Classe 2. Documento assinado por Raimunda Passos, Diretora da Escola;
Programa da Semana do Exército, realizada entre 19 e 25 de agosto de 1967, e organizada pelo Centro Educacional Carneiro Ribeiro – Escola Classe 3. Documento assinado por Eurídice Correia de Aguiar Greco, Diretora da Escola;
Programa da Semana do Exército, organizada pelo Centro Educacional Carneiro Ribeiro – Escola Classe 4, para 5ª e 6ª série. Documento assinado por Diva Áurea de Souza, Diretora da Escola;
Programa de atividades para a “Semana Caxias”, organizada pelo Centro Educacional Carneiro Ribeiro – Escola Classe 4, para o Ginásio;
Relação de pessoal afastado, em agosto de 1967, do Centro Educacional Carneiro Ribeiro;
Demonstrativo de Recursos e Aplicação, até junho de 1967, organizado pela Divisão de Aperfeiçoamento de Magistério Primário, do CRPE-BA;
Relação de gêneros enviados pela Campanha Nacional de Merenda Escolar em 24 de julho de 1967;
Correspondência enviada por Luis de Moura Bastos a Carlos Corrêa Mascaro, Diretor do INEP, em que encaminha relatórios referentes aos meses de junho e julho de 1967 dos setores: Divisão de Estudos e Pesquisas Educacionais, Divisão de Documentação, Biblioteca, Boletim Informativo, Audiovisual, Secretaria Executiva;
Correspondência enviada por Luis de Moura Bastos a Carlos Corrêa Mascaro, Diretor do INEP, em que encaminha relatórios de atividades referentes aos meses de março, abril e maio de 1967 dos setores: Divisão de Estudos e Pesquisas Educacionais, Divisão de Aperfeiçoamento do Magistério, Divisão de Documentação, Centro Audiovisual e Secretaria Executiva;
Correspondência enviada por Hilderico de Oliveira, Diretor do CRPE-BA, a Carlos Correa Mascaro, Diretor do INEP, em que encaminha informações sobre cursos realizados pelo Centro de Audiovisual da Bahia em 1966;
Relação dos estudos e pesquisas concluídos ou em andamento a partir de 1965;
Relação de publicações editadas pela Divisão de Estudos e Pesquisas Educacionais em 1965-1966.

Sans titre

Entrevista com Aluno do MOBRAL - Ireno José Pequeno

Entrevista com o aluno Ireno José Pequeno, trabalhador de obra e aluno do MOBRAL.

Entrevistador - Raul
Entrevistado - Ireno José Pequeno

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Comprei para uma unidade, compreendeu e faz o trabalho. Na toda função, não é não?

Entrevistador - Raul:
Eu posso te dizer mais uma coisa, rapá? Pra mim, quem é fraco e quem é forte, porque esse negócio de fraco e forte eu não acredito não, acho que é a sociedade mesmo, é o tipo de lugar mesmo que a gente diz que vê quem é fraco e quem é forte. Eu acho que é todo mundo forte, né? Meu modo de ver o pedreiro é tão importante quanto o engenheiro. Acontece que um teve a oportunidade de estudar e o outro não teve.

Entrevistado - Ireno José Pequeno
Certo, certo.

Entrevistador - Raul:
É tão importante quanto.

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Mas muitas pessoas realmente é.. de mil pessoas encontrar um, dois que reconhecem. Até nesse nível, compreendeu? Que mil pessoas se exaltam compreendeu? e não dá valor apenas de um simples trabalhador igual nós, somos batalhadores do Brasil, não é isso? Porque se não fossemos nós, quer dizer que, os pobre, batalhador, quer dizer que o Brasil não ia, compreendeu? o que ninguém ia fazer, porque nós faz, entendeu? Quer dizer que, por acaso, todo mundo está reunido, o Brasil cresce cada degrau e cada dia, não é mesmo? Ele fica sempre cada vez mais moderno. Espero assim, certo? Meu modo de pensar.

Entrevistador - Raul:
Mas é isso. Então vamos fazer o seguinte, porque ele botou o gravador pra tocar pra ver se botava isso aqui, agora acontece, se ficar desse jeito, eu vou chegar nessa altura aqui.
Vamos lá, companheiro. É.. eu queria que você inicialmente... eu vou ver lá se está gravando um minutinho.
Eu queria que você inicialmente dissesse seu nome aí pra mim, falasse um pouquinho da tua vida onde você nasceu etc etc. Encosta aí pra ficar mais tranquilo. Não. Não precisa ligar não. Senta aqui negão. Pode deixar que eu seguro aí, não se preocupa não, se quiser segurar, segura.

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Quer dizer, um pouco da minha vida por um exemplo, não é mesmo?

Entrevistador - Raul:
É seu nome, como é que é seu nome?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Meu nome realmente é Ireno José Pequeno.

Entrevistador - Raul:
Fala assim, Ireno, fala de novo, só pra mais claro.

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Ireno José Pequeno, não é isso? Meu nome. No gravador que a pessoa fala, né? Grava na hora.

Entrevistador - Raul:
Mas e me diga uma coisa, você nasceu aonde, Ireno?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Eu nasci em Canavieira, estado da Bahia. Quer dizer que meus pais é Cândido José Pequeno e Antônia Isabel da Conceição.

Entrevistador - Raul:
Me diga uma coisa, Ireno. Canavieira fica onde? Olha que eu conheço bem a Bahia e eu não conheço Canavieira.

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Quer dizer que realmente eu não posso explicar qual são as regiões.

Entrevistador - Raul:
Mas fica perto de que cidade assim?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não posso explicar, se é perto de Jacobina, se é perto de Salvador, capital da Bahia. Mas quero declarar porque sai de lá garotinho, realmente por intermédio dos meus pais que me levaram até São Paulo. E a gente é baiano de nascença, mas é mineiro de coração, porque fui criado em Minas, certo?

Entrevistador - Raul:
E você saiu lá garotinho junto com sua família?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Junto com minha família. Quer dizer que idade mínima, uns seis anos. E fui criado em Minas, cidade de Pirapora, município de Belo Horizonte, e antes de voltar a Minas, estive em São Paulo, realmente trabalho em Bauru, Miracema, Mirante.

Entrevistador - Raul:
Trabalhou sempre como o que?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Quer dizer que

Entrevistador - Raul:
Sempre em construção?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não, quer dizer que naquela época o pai trabalhava em lavouras, certo? Trabalhava em chacrinha, lavouras, trabalhando com tomate, batatinhas, lavouras de roça. Como é que é né?

Entrevistador - Raul:
E você ganhava salário ou ganhava na meia?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não, naquela época não ganhava nada, porque eu era criança. Agora o papai, quer dizer que realmente trabalhava, né?

Entrevistador - Raul:
E como ele ganhava salário, tinha a terra dele?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Trabalhava a base na meia.

Entrevistador - Raul:
Na meia?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Trabalhava, era meieiro do japonês, no sítio japonês. Agora eu realmente era criança, não conto vantagens no São Paulo, certo? Quer dizer que pelas história e história assim, a pessoa também, às vezes morou, realmente conheceu um pouquinho da cidade. Quando eu vou falar assim, eu conheço São Paulo, porque São Paulo é um lugar amplo, é um lugar assim extenso, compreendeu? É um lugar que quem nasceu em São Paulo nasceu e criou em São Paulo. Ele não pode falar assim: “eu conheço São Paulo”. Então quando a pessoa for no local de São Paulo, fala assim, não, eu moro em São Paulo, não é isso? Essa é mais básica. E de São Paulo eu vim a Brasília realmente, e há um momento trabalho aqui, em Brasília há quatro anos. Acho Brasília um lugar bonito, um lugar de capacidade, onde tem todos os órgãos públicos do governo, quer dizer que ministério, sabe? e etc. Daí pra frente. Inclusive trabalho nessa firma há cinco meses. Sou apenas funcionário da firma. E daí por diante, se a gente for contar a história da vida da gente, sabe, é muita coisa, porque você conta o dia todo e realmente não termina de contar tudo, porque a vida da pessoa é uma coisa longa, não? Então, não é tanto que eu não, Raul, eu não gosto de pegar um microfone para mim contar uma história, porque a gente às vezes não tem nível para conversar bem, conversar assim uma coisa de muito apoio, porque só conversa assim. Agora espero que escreve quem quiser e quem souber, não é mesmo?

Entrevistador - Raul:
Claro.

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
E se o senhor é um rapaz inteligente, um rapaz assim de nível de alta capacidade, então isso não vai me levar a mal, não é mesmo? Nem o senhor como o outro também, não é mesmo?

Entrevistador - Raul:
Claro.

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
E a gente não vai passar apenas como bobinho não, vai pensar assim como aventureiro, né? Como aventureiro. Porque o cara que não aprendeu realmente não teve quem deu assim um ensino de competência. Quer dizer que não vai falar coisas assim, né? Coisa que pertence mesmo assim, alguma coisa que está acontecendo com a gente.

Entrevistador - Raul:
Eu posso te dizer uma coisa?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Pode dizer.

Entrevistador - Raul:
É o seguinte, eu acho que aprender é uma coisa que tem um significado muito amplo. Se tu não precisa aprender só nos livros.

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Certo.

Entrevistador - Raul:
E digo mais, eu acho que tanto eu tenho coisa pra te ensinar, quanto você tem coisa pra me ensinar. É como eu estava dizendo lá na sala.

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Certo.

Entrevistador - Raul:
Pra mim você é tão importante quanto o engenheiro e devia ganhar tanto quanto ele. Porque sem você ele não seria nada e sem ele você não seria nada. Então acho que todos são importantes.

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Certo.

Entrevistador - Raul:
Mas acontece que às vezes um fica valorizado e o outro não, esse é que é o erro.

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Certo. Então nesse momento, o nosso papo vai crescer realmente, que você me deu apenas uma chance para que possamos falar mais, certo? Então, inclusive, eu falo sempre com meus colegas do trabalho, os meninos, nós temos essa aula aqui, essa escolinha, isso para nós foi assim, uma coisa de uma determinada maneira, que foi mesmo uma bondade que nós ganhamos aqui nesse trabalho, que realmente, quase da firma consultora, não dá chance do operário estudar. E a pessoa muitas vezes pode falar: "Não, não vou estudar porque vou pegar um serão e duas horas ou dois trabalhos”. Qual esse dinheiro desse trabalho dele não vai resolver o dia de amanhã, não é isso? Então a gente que bem pensasse, estudava, batalhava, dava valor para o treinamento do professor, não é isso? Que está dando aula para a gente, lecionando. E também o engenheiro que deu essa chance para o aluno vir até o trabalho, não é mesmo? Porque a pessoa, menino, Logo nós estamos falando em modo de viver, tudo pertence a um modo de viver, porque olha, eu cheguei aqui, estava com dois meses, eu fiz o teste, trabalho nessas máquinas, máquina sabe fazer tijolo para a firma?

Entrevistador - Raul:
Você aí na obra você tem que função?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Quer dizer que eu estou apenas exercendo uma função de um carregado de maquinário, entendeu? Máquina de fazer tijolo, entende, máquina de fazer tijolo para a firma. Então eu cheguei e comecei a trabalhar com boa vontade e sempre falando com o engenheiro para ele me classificar, para ele ter paciência com a gente, entender o meu trabalho, entender o meu modo de falar, entender o meu pessoal, a minha boa vontade, até realmente foi classificado, certo? Hoje, graças a Deus. Porque eu, menino, não tenho capacidade de chegar perto do senhor, estourar com o senhor e falar de paciência, não, eu vou, converso num consultor devagarzinho, até você me entende, porque a gente, ninguém nasceu sabendo. E conversando é que se entende, não é isso? Se eu sou um rapaz empregado e necessito do trabalho para ganhar o meu dinheiro que é sagrado, então eu vou conversando. Quer dizer que não no meu pequeno nível, até ele pode me entender como não entendeu, não e me classificou. Quer dizer que ficou eu muito além e satisfeito, não passei como puxa saco, não passei apenas como uma vez uma pessoa que elogio, mas passei com uma pessoa bacana pelo meu ideal, não é isso?

Entrevistador - Raul:
Como é teu ideal?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Meu ideal, viu Gisboa? É trabalhar, é economizar, é ‘persuir’ (possuir). É ser uma pessoa de nível na vida. Porque sem batalha ninguém consegue nada, não é mesmo?

Entrevistador - Raul:
Me diz uma coisa, você tem quantos anos?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Quer dizer que eu tenho realmente 28 anos.

Entrevistador - Raul:
E você tem família aqui? Ou está todo mundo na Bahia?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não, só tenho uma irmã em Brasília. Mas o meu pessoal, papai e mamãe e os irmãos, eles residem em Minas, cidade de Pirapora.

Entrevistador - Raul:
Você não é casado não, né?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não, solteiro.

Entrevistador - Raul:
E como é que tá a vida aí? Como é que tá o salário aí de você? O salário do pessoal, dos companheiros de que trabalham?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Quer dizer, meu amigo, salário. Salário é um problema que a pessoa não pode nem explicar, porque cada qual, dentro dessa obra, tem um nível a trabalhar. Eu, por exemplo, sou tarefeiro da firma, ganho realmente por semana uma base de 800 cruzeiros a 1.100 contos, certo? E os outros, meus colegas, meus vizinhos de trabalho, podem ganhar uma média de 400 cruzeiros por mês, por semana, 450 por semana a 500. Agora eu sou tarefeiro, que esforço pela parte do trabalho, ganha realmente uma base de 800 cruzeiros ou a mil e cem contos por mês.

Entrevistador - Raul:
Por semana, você diz, né?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não, por semana, quer dizer.

Entrevistador - Raul:
E a maior parte ganha o que você ganha, a maior parte ganha o que você falou?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não. A maior parte ganha essa base de 400 e pouco por semana.

Entrevistador - Raul:
E isso está dando para viver, o teu e o deles?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Meu amigo, eu quero dizer que dá para viver. Não dá para viver, mas que a pessoa que é de pouco salário não vê vegeta, mas diz assim a palavra, que enquanto a em vida é a sorte, não é mesmo? A pessoa, qualquer tanto que a pessoa ganha, a pessoa vai viver, não é? Quer dizer que o que eu posso fazer? Se eu não tenho condições suficientes para ganhar muito, esse público que eu ganho, eu ganho assim, com boa vontade e tudo bem, né?

Entrevistador - Raul:
E me diga uma coisa, e para o pessoal que tem família, como é que está a situação? pessoal não comenta, não diz nada?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não, muitas vezes eles queixam que é pouco e não dá para viver, mas a pessoa, quando não tem outro modo de viver, não tem outro destino na vida, quer dizer que tem que conformar com um pouco que Deus dá, porque se fosse no algo da gente, todo mundo ganhava bastante, todo mundo teria nível, mas com meu nível é para aqueles que tem sorte, sabe, assim a chance para receber um alto nível do que da nível que ganhamos dele. Agora a gente que não podemos ganhar muito, ganhamos esse pouquinho e ficamos realmente satisfeitos, ainda agradecemos a preferência de quem nos empregou para ganhar esse pouco todo dia.

Entrevistador - Raul:
E me diga uma coisa companheiro, você acha que as pessoas que ganham mais, que tem mais nível, é por sorte, é porque o Deus quis ou é porque a coisa está errada?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não, meu amigo por quê. Eles ganham mais porque teve quem desse um pouco de leitura e eles interessou, batalhou e chegou até a função que está.

Entrevistador - Raul:
Me diga uma coisa, você acha que com essa leitura que vocês estão aprendendo dá para subir de vida? Dá para ganhar mais?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Dá. Porque realmente ninguém nasceu sabendo, não é mesmo? A pessoa batalhando, se esforçando pessoalmente, amanhã pode fazer um curso especiais, sair do MOBRAL para uma outra escola e se classificar e passar em uma pessoa, para uma pessoa inteligente, compreendeu? Essa é a função de qualquer formado. Porque realmente a pessoa que é formada não nasceu sabendo. Quer dizer que eu não estou especial mal e nem querendo discutir um assunto, sabe? Assim, obrigativo, mas essas palavras, eu estou dizendo, é porque a pessoa que sabe ler e escrever realmente bem e tem nível, é porque ela achou que ajudasse ele, ele também teve boa vontade de pessoas próprias.

Entrevistador - Raul:
Me diga uma coisa, companheiro, você acha que o operário que aprende a ler, ele vai ter mais chance realmente, quer dizer, ele vai encontrar lugar? Vai ter lugar para ele?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não, não vai ter lugar, sabe por quê? Porque todo lugar é lugar, entende?

Entrevistador - Raul:
Mas vai ter lugar melhor que eu digo?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não, não vai ter lugar melhor, porque todo lugar são iguais, certo? Agora que não são iguais às pessoas. Porque se eu fosse iguais com o senhor, por exemplo, quer dizer que eu não era um batalhador do trabalho pesado, certo? Não ia me aquecer, meu suor e trabalhar dia de noite para manter o meu salário que é ganho. E como o senhor é uma pessoa que tem nível, tem estudo, certo? É uma parte suficiente que possa trabalhar no trabalho que o senhor trabalha nessa função, quer dizer que tem mais nível do que eu, porque se eu não soubesse nem aqui, nem quando eu não seria o trabalho que o senhor trabalha, entende? Isso eu quero repetir.

Entrevistador - Raul:
Me diz uma coisa, quanto tempo está essa aula aí?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Quer dizer que eu não posso informar quantos tempos, porque eu apenas sou novata no trabalho da firma. Mas realmente deve ter uma base de uns 5 meses, né? Não vamos estourar, não.

Entrevistador - Raul:
Você tá estudando a quanto tempo?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
A base de uns 20 dias a 30 dias de estudo.

Entrevistador - Raul:
Você já aprendeu que?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Aprendi assim, ler, escrever meu nome, sabe? Isso que eu aprendi, escrever, ler alguma coisa, certo? E analisar alguma benfeitura que veio na escola, aprender, aprender a conversar com a humanidade. tratar meus amigos muito bem, tratar o engenheiro da obra muito bem, e dar valor a parte do estudo.

Entrevistador - Raul:
Eles ensinam a tratar todo mundo bem, o engenheiro bem. O que a professora ensina aí?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Ela ensina muita coisa, ensina a pessoa a se cumprimentar, trabalhar, pagar realmente, contar a história do Brasil. Dizer que a leitura é muito bom, que a pessoa deve batalhar, deve se esforçar e ser uma pessoa assim inspirada, ser uma pessoa assim informidade, pessoa assim triunfante, pessoas de praça, pessoas que merecem assim ‘alojeio’ (elogio) de qualquer pessoa inteligente, a qual não o professor, como a gente também que aprendeu com ela, não é mesmo, e pode, mas isso é a função de outro professor seguinte, certo?

Entrevistador - Raul:
Me diga uma coisa, e o pessoal aí, por que que eles dizem que vêm estudar, os teus outros colegas que estão aí na sala?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não, eles falam que vêm estudar porque acham que a vida do trabalho de servente todo o tempo, sabe? Não dá para viver. Então eles vêm estudar, porque eles mais logo podem, realmente são as pessoas, porque botam a bacia numa loja, trabalham em um barcão, ser motorista, só sabe que, para todos os efeitos, a pessoa que não sabe ler e nem escrever, coitadinho deles. Eu não posso ser motorista, eu não posso ser um contador, ele não pode ser um despachante, não posso ser um comerciante. Então a leitura é uma coisa muito boa. É uma coisa que pertence àquele que sabe que o Brasil é o Brasil e lê a lei, não é mesmo? Porque a pessoa sem leitura espera que não é ninguém, realmente nada na vida.

Entrevistador - Raul:
E me diga uma coisa, companheiro, e o resto do pessoal aí, está aprendendo ou não está aprendendo?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Quer dizer que a gente não pode informar que está aprendendo, porque cada qual tem seu esforço.

Entrevistador - Raul:
Quer dizer que não sente assim se o pessoal está sabendo ler, está sabendo assinar nome, escrever?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Quer dizer que a gente analisando, olhando assim para os amiguinhos, parece que estão aprendendo, mas sei de mim que estou aprendendo, ou pouquinho ou muito, mas a boa vontade está comigo, certo? Apenas que eu já sabia um pouco de leitura, mas com a boa vontade da professora dessa obra, estou aquecendo cada vez mais sobre a leitura, entende?

Entrevistador - Raul:
Você já tinha estudado alguma coisa antes?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Já tinha estudado, estudei na cidade de Buritis, município de Pirapora, Minas Gerais.

Entrevistador - Raul:
Até que anos você estudou?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Até o terceiro ano, meus estudos foram muito fraquinhos, porque papai realmente é pobre, não tem condições, sabe, de dar uma leitura para os filhos, porque pessoas fracas, batalhador, lavourista, eu não tenho condições, sabe como é que era no exterior, na de Minas. Então, plenamente eu tenho apenas terceiro ano, bem escrito.

Entrevistador - Raul:
E o pessoal aí, frequenta muitas aulas ou não?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Frequenta muitas aulas.

Entrevistador - Raul:
Não falta muito não. Mora todo mundo na obra?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Quase todos na obra. Nem todos dá valor ou trabalho na escola, mas muitos dá valor.

Entrevistador - Raul:
Mas o pessoal que estuda mora todos na obra?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Que eu conheço, todos moram na obra.

Entrevistador - Raul:
Você mora na obra também?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Eu trabalho e moro na obra todo tempo, quer dizer que não falo você morar fixo, mas estou em alojamento, quer dizer que praticamente falo que estou morando, não é mesmo?

Entrevistador - Raul:
Você está alojamento daquele ali?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não, é um alojamento ao lado do edifício grande aqui.

Entrevistador - Raul:
Me diz uma coisa, é bom alojamento?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
É um alojamento bom, quer dizer que é um lugarzinho limpo, muito caprichadinho, um alojamento novo, certo, e o mestre da obra da mínima atenção, o engenheiro também gosta, porque as coisas fiquem sempre limpinhas, a qual a pessoa não pode adoecer, às vezes não pode também receber algum bichinho que morre, companheiro para não dar certo problema no operário, não é mesmo?

Entrevistador - Raul:
E a comida, como é que é? E a boa?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Olha, meu amigo, a comida é ótima a comida. Eu apenas não vou ‘defamar’ (difamar) a comida, porque lugar que trabalha muitas pessoas, se manifestam porção de pessoas em cantina, Cantineiro não tem condição de fazer uma comida especial, porque o cozido está muito caro e uma comida muito caprichosa vai ficar realmente cara mesmo, certo? Então eles fazem a comida em alcance que se possa fazer, quer dizer que não seja especial, mas dá a pessoa alimentar e não faz mal.

Entrevistador - Raul:
Quem que paga a comida é a companhia, a firma?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Bom, quem paga a comida é o operário e vem descontado integral no pagamento.

Entrevistador - Raul:
Quem organiza a cantina é a firma?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
É a firma.

Entrevistador - Raul:
Quanto é que vocês pagam por refeição?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Pagamos realmente 12 cruzeiros.

Entrevistador - Raul:
12 cruzeiros por refeição.

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Por refeição.

Entrevistador - Raul:
E o pessoal que ganha menos paga isso também?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Paga tudo igual.

Entrevistador - Raul:
E me diz uma coisa, e quanto ao material utilizado, o material que a professora usa? Qual o material que a professora usa, o que você acha dele?

Palestrante 1
Quer dizer que material, quer dizer que os livros, os cartazes, as coisas assim. Realmente, a joia, quer dizer que para uma obra do primeiro ano, conforme estudamos, são coisas boas, são uns livros muito bem zeladinhos e tal, porque a pessoa não vai trazer um livro, sabe, assim, um livro muito difícil de ler, porque as pessoas não tem nível, não sabe ler aquilo, quer dizer que faz assim, é quando tinha do primeiro ano e tal, não é isso?

Entrevistador - Raul:
Mas eu estava te perguntando, você acha que o pessoal entende os cartazes, as coisas que ela põe?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não, realmente uns entendem, sabe, e outros não.

Entrevistador - Raul:
Por que que eles não entendem?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Porque as pessoas, viu ô Raul, que ele não teve um ensino completo, ele não teve assim um ‘estúdio’ (estudo), ele não teve assim uma inteligência, compreendeu? Então eu não posso seguir em frente, entende? Por exemplo, eu entendo realmente alguma coisa, certo? Porque eu já estudei, já li pessoalmente, sei o que está acontecendo com alguma coisa, certo? no assunto de leitura, escola, trabalho, sabe, o Brasil e eles entram. Mas muitas pessoas, coitadas, são criadas na roça, como eu te falei, não tem condições, então não entende, certo, não entende.

Entrevistador - Raul:
Não entende os cartazes do material?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não entende, certo?

Entrevistador - Raul:
Você não acha que não dava para fazer um tipo de cartaz que eles entendessem, assim, se fosse mais ligado com a vida deles, com o mundo deles?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Então é difícil, né, a pessoa tem fazer analisar é uma coisa muito difícil, compreendeu? Quer dizer que isso aí é difícil de entender, porque realmente eu não sou uma pessoa assim, muito parada, sabe? Não sou uma pessoa assim, muito fraquinho em leituras. Para eu fazer um orçamento, fazer um desenho, me deu uma coisa moderna, eu acho difícil, dificilmente, compreendeu essas pessoas que nasceram na roça, se criou nas roças, coitadas, não tem saída.

Entrevistador - Raul:
E os cartazes que a professora mostra? Que cartaz do foguete, da comida, essas coisas assim, o pessoal que que fala?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Eles ficam realmente admirados, né? Uns ficam admirados, outros não sabem o que é, e daí pra frente.

Entrevistador - Raul:
O que que eles não sabem o que é? Dos cartazes? O foguete nego não sabia o que era?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Então, não sabe não, né? Muitas pessoas, muitas pessoas você mostra uma coisa, você mostra em um gravador. Você mostra um gravador, você mostra assim, uma televisão, sabe? Então você ainda sabe desse mundo, viu menino, o Brasil é moderno, mas tem muito brasileiro que ainda está por fora, certo? De toda a gíria, entendeu? Então não tem condições. As vezes ainda me mostra uma coisa fácil, eu chego assim e falo professora, isso, isso, isso e isso.

Entrevistador - Raul:
Então quer dizer que parte do Brasil é que é moderno, não é todo o Brasil.

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
É uma parte, não é meu amigo? Porque se fosse moderno seria uma boa, entendeu? Olha, porque realmente, você viu, Raul, quando eu converso com meu superior do trabalho, com o engenheiro, então ele fica assim, parado nas minhas falas, fala, poxa, esse rapaz é batalhador, um cara convivente, sabe, um rapaz assim parceiro, compreendeu? Tudo bem, não é mesmo? A qual outra pessoa pior do que eu, mas não sabe falar com o engenheiro, também pede para falar com ele. Quer dizer que se o camarada tivesse amido como eu aprendi, então todo mundo teria condições de chegar lá e falar, não com o moço, não?

Entrevistador - Raul:
Me diz uma coisa, tem muito acidente na obra?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não, não tem acidentes, muito difícil. Quando não tem acidentes pequenos, coisinhas sempre que não perturbam ninguém.

Entrevistador - Raul:
Me diga uma outra coisa aí, como é que é o... É isso aí, você acha que então alguns cartazes o pessoal não entende porque está muito distante da vida dele?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Realmente.

Entrevistador - Raul:
Quais foram os cartazes aí? Você não se lembra que a professora mostrou aqui e eles não entenderam?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Porque pela parte de cartazes, viu, meu amigo? Ela mostrou algum cartaz assim sobre a obra, sobre o Brasil, sabe, até de meu alcance. Foi pouquinho cartaz. Agora, o momento que esse cursinho que ela está fazendo, eu lembro ela fazer assim as poesias sobre Brasília, compreendeu? Uns cartazes sobre Brasília, quer dizer que... Hoje foi a primeira vez que caiu, sabe, nosso quadro. E o tema anterior é só mapa do Brasil, essas coisinhas sempre.

Entrevistador - Raul:
Não apareceu assim o foguete?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não, que eu vi isso não.

Entrevistador - Raul:
Tá legal, é só isso então, muito obrigado.

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Então Raul, no mais, como terminei minha sobre palavra, quero que você não me leve a mal, se não falei bem, você sabe que eu não posso falar mesmo, certo? Reconheço realmente que sou um pequeno em Boa Vista compreendeu? Mas, então em ordem das meia hora, e um dia posso mesmo chegar até lá, não, e você pode me entender.

Entrevistador - Raul:
Para chegar lá, muita coisa tem que mudar.

Sans titre

Divisão do Quilo de Carne de Boi

Possivelmente uma música feita por alunos do MOBRAL.

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

Meu boi é bonito
É de malambá
Depois de janeiro
Vamos festejar

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

Meu boi é bonito
Meu boi é pintado
Meu boi é descente
Meu boi é ladrado

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

Meu boi é descente
Meu boi é sabido
Meu boi é ladrado
Meu boi é vestido

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

E meu boi é sabido
Porque aprendeu
A toda essa turma
Vem dar seu adeus

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

E chame Guardemar
Pra ele compra
Esse boi tá gordo
Tá bom de matar

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

E eu entro na linha
Não saio do trilho
Tirei oito quilo
Mandei pra Erílio

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

E tem muito freguês
É preciso poupar
1/4 do boi
Pra turma do MOBRAL

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

E o moço seu Gunza
Me falou primeiro
Por está viúvo
Quer 1/4 inteiro

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

E Dedé de Arthur
É um mintirento
Tirei 5 quilo
Da maçã do peito

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

E também tem Manuca
Que é amigão
Tirou 5 quilo
Deu pra Damião

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

E meu boi é bonito
Filho de Mocó
Tirei 5 quilo
Pra Zé de Cocó

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

O meu boi é bonito
Meu boi é mansão
Tirei 4 quilo
Pra Napoleão

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

E tem Cisco de Olício
Também quer comprar
2 quilo de carne
Pra ferventar

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

E tem a dona Orga
Também quer comprar
3 quilo da coxão
Pra assar

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

Eu riparto meu boi
Com muita alegria
3 quilo de carne
Mandei pra Faria

Ê boi
Ta ra ra ra
Ta ra ra ra
Ô ta ra ra ra (2x)

Sans titre

Conversando com o MOBRAL para Sexta-feira e para Sábado

Conversando com o MOBRAL: programas de sexta-feira e de sábado.
O programa de sexta-feira fala sobre sambas-enredos da Escola de Samba Unidos de Vila Isabel, Escola de Samba Portela e da Beija-Flor de Nilópolis.
O programa de sábado fala sobre esportes e traz a narração de um jogo Palmeiras x Flamengo que aconteceu dia 08 de dezembro de 1979.

Conversando com o MOBRAL para sexta-feira.

Locutor:
Se você gosta de música, de poesia, de conhecer histórias curiosas, preste atenção neste programa que vai começar agora. Vamos passar 15 minutos conversando com o MOBRAL. Um programa produzido pelo Centro Cultural do Mobral.

Alô, amigos! Com muita alegria que estamos com mais um programa da série Conversando com o Mobral. Este programa é apresentado na região amazônica pelas emissoras de ondas curtas da Radiobrás. no sul de Minas pela Rádio Clube de Varginha e no Maranhão pelas rádios Meiarim e Imperatriz.
Como sempre lembramos o nosso endereço a nossa caixa postal 56036 inteiramente as ordens dos bons amigos. Escrevam fazendo perguntas ou pedidos musicais pois nós aqui estamos sempre prontinhos atendê-los e é muito fácil escrever para o nosso programa, enderecem assim: “programa conversando com MOBRAL, caixa postal 56036 Rio de Janeiro”. E vamos então ao nosso programa hoje.

Amigos, na sexta-feira passada nós começamos a mostrar para vocês as músicas, os sambas-enredo das escolas de samba do grupo principal do carnaval carioca. Mostramos o samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense, depois dos acadêmicos do Salgueiro e finalizando o programa na sexta-feira passada a música da União da Ilha do Governador. E hoje temos aqui mais três sambas-enredo. Vamos começar com o samba-enredo da Escola de Samba Unidos de Vila Isabel. Título da música: “Dos Jardins de Éden, a Era de Aquarius”. Os autores Jonas, Lino Roberto e Tião Grande. E quem puxa o samba é o Marcos Boran.

E aí, garotinho? Vamos nessa, falou?

Uma nova era!
Uma nova era
O Sol iluminará
Num facho de quimera
A luz nos alcançará
Oh! Que maravilha é o jardim
Ao qual iremos retornar, retornar
Nas previsões para a Era de Aquárius, a paz
A paz sobre nós reinará

Diz outra vez nas previsões para a era de Aquarius, a paz
A paz sobre nós reinará

E o homem,
O homem com a sua expansão
Saiu do Éden a explorar nosso planeta
Desenvolvendo a arte e a ciência
Impulsionando o poder da razão
Para desvendar todos os segredos
Que envolviam a mãe natureza
No oriente a força mágica dos astros
Era obra da divindade
E o homem confiante consultava
O caminho da prosperidade

A chama brilha
A chama brilha, brilha a chama do progresso
Num futuro que virá
Está bem perto o paraíso
Com a conquista do universo

E a Vila Isabel
E a vila Isabel se faz presente
Num vendaval de alegria
Cantando em verso e prosa o dia a dia
Gira, gira, meu mundo
Deixa a vida, gira
No final dessa gira
Só o amor encontra

Gira, gira, meu mundo
Deixa a vida, gira
No final dessa gira
Só o amor encontra

Uma nova era
Uma nova era
(“Vambora” Vila Isabel, beleza beleza)
Num facho de quimera
A luz nos alcançará
Que maravilha!
Oh! Que maravilha é o jardim
Ao qual iremos retornar

Retornar nas previsões para a Era de Aquárius, a paz
A paz sobre nós reinará
E diz outra vez
As previsões para a Era de Aquárius, a paz
A paz sobre nós reinará
E o homem,
O homem com a sua expulsão
Saiu do Éden a explorar nosso planeta
Desenvolvendo a arte e a ciência
Impulsionando o poder da razão
Para desvendar todos os segredos
Que envolviam a mãe natureza
No Oriente a força mágica dos astros
Era obra da divindade
E o homem confiante consultava
O caminho da prosperidade
A chama brilha, brilha a chama do progresso
Num futuro que virá
Está bem perto o paraíso
Com a conquista do universo
E a Vila Isabel se faz presente
Num vendaval de alegria
Cantando em verso e prosa o dia a dia

Gira, gira, meu mundo
Deixa a vida, girar
No final dessa gira
Só o amor encontrar

Locutor:
E assim vocês ouviram o samba-enredo da Escola de Samba Unidos de Vila Isabel, título “Dos Jardins de Éden a Era de Aquárius”. Dos autores: Jonas, Lino Roberto e Tião Grande. Um samba que está muito comentado para o carnaval deste ano é o do Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela. O título também é bem longo, é "Das maravilhas do mar, fez-se o esplendor de uma noite". Os autores Davi Correia e Jorge Macedo. E quem puxa o samba é o David Correia:

Alô, direções de bateria!
Alô, direções de harmonia!
Tá na hora!
Olha a Portela na área!

Deixa me encantar, com tudo teu, e revelar, lalalá
O que vai acontecer nesta noite de esplendor
O mar subiu na linha do horizonte, desaguando como fonte
Ao vento a ilusão desceu
O mar, ô o mar, por onde andei mareou, mareou
Rolou na dança das ondas, no verso do cantador
Dança que tá na roda, roda de brincar
Prosa na boca do tempo e vem marear

Dança que tá na roda, roda de brincar
Prosa na boca do tempo e vem marear (Eis o
cortejo...)
Eis o cortejo irreal, com as maravilhas do mar
Fazendo o meu carnaval, é a vida a brincar
A luz raiou pra clarear a poesia
Num sentimento que desperta na folia (Amor, amor ...)
Amor, sorria, ô ô ô, um novo dia despertou
E lá vou eu, pela imensidão do mar
Nessa onda que corta a avenida de espuma, me arrasta a sambar (e lá vou eu...)
E lá vou eu, pela imensidão do mar
Nessa onda que corta a avenida de espuma, me arrasta a sambar

E bora a bateria!

Deixa me encantar, com tudo teu, e revelar, lalalá
O que vai acontecer nesta noite de esplendor
O mar subiu na linha do horizonte, desaguando como fonte
Ao vento a ilusão desceu
O mar, ô o mar, por onde andei mareou, mareou
Rolou na dança das ondas, no verso do cantador
Dança que tá na roda, roda de brincar
Prosa na boca do tempo e vem marear

Dança que tá na roda, roda de brincar
Prosa na boca do tempo e vem marear

Locutor:
Pois é pessoal, o pessoal da Escola de Samba Portela, muito animado com este samba-enredo “Das Maravilhas do Mar, fez-se o esplendor de uma noite”. Aliás, é um samba que está sendo muito cantado e parece mesmo que vai ser assim, um sucesso quando a Portela começar a desfilar na passarela da Rua Marquês de Sapucaí. Uma outra escola muito simpática, muito querida, é a Beija-flor de Nilópolis. A Beija-flor sempre pontificando no carnaval, com belas apresentações e despertando assim grande entusiasmo do público que comparece lá no desfile da Marquês de Sambucaí. O samba-enredo da Beija-flor é “Carnaval do Brasil, a oitava das sete maravilhas do mundo”. Os autores Neguinho da Beija-flor, Dicró e Picolé. E quem puxa o samba é o Neguinho da Beija-flor:

Olha o Beija-flor ai gente!
Chora cavaco

Leleô, Leleô, Skindô
Criou belezas mil
E a oitava maravilha vem brilhar
Vem brilhar
Neste carnaval do meu Brasil

Leleô, Leleô, Skindô (ô Nilópolis)
Criou belezas mil
E a oitava maravilha vem brilhar
Vem brilhar
Neste carnaval do meu Brasil

Rompendo auroras
Gloriosa ela surge deslumbrante!
É a Terra
Senhora de um mistério tão profundo
Que os homens enfeitaram
Com as 7 maravilhas deste mundo!
Os jardins suspensos da Babilônia
Que um rei construi com amor
E orgulhoso a rainha ofertou

E a muralha de longe fascina
Quem tem olho grande não entra na China

E a muralha de longe fascina
Quem tem olho grande não entra na China

A estátua
A estátua de Zeus
O Deus de todo o povo grego
E o templo de Diana
Relicário de beleza!
O Colosso de Rodes
E as pirâmides do Egito
O farol de Alexandria
Iluminava até o infinito
Mas agora é hora
De um monumento vivo e multicor
Corpos nus em rituais
De gingados sensuais
Tamborins e agogôs
Saias rodadas de negra baianas
Giram faiscando de esplendor
Leleô

Leleô, Leleô, Skindô
Criou belezas mil
E a oitava maravilha vem brilhar
Vem brilhar
Neste carnaval do meu Brasil

Leleô, Leleô, Skindô
Criou belezas mil
E a oitava maravilha vem brilhar
Vem brilhar
Neste carnaval do meu Brasil

Rompendo auroras
Gloriosa ela surge deslumbrante!
É a Terra
Senhora de um mistério tão profundo
Que os homens enfeitaram
Com as 7 maravilhas deste mundo!
Os jardins suspensos da Babilônia
Que um rei construi com amor
E orgulhoso a rainha ofertou

E a muralha de longe fascina
Quem tem olho grande não entra na China

E a muralha de longe fascina
Quem tem olho grande não entra na China

Locutor:
E assim vocês ouviram o samba-enredo da Beija-Flor, “Carnaval do Brasil, a oitava das sete maravilhas do mundo”, que tem como autores Neguinho da Beija-flor, de Croix e Picolé. E quem puxou o Samba foi o Neguinho da Beija-flor.
Amigos, na próxima sexta-feira nós estaremos de volta com o programa Conversando com o MOBRAL, focalizando os Sambas de Enredo das Escolas de Samba do Grupo 1A do Carnaval Carioca de 1981.
Vocês ouvirão então na próxima sexta-feira os sambas enredo da Mangueira, Mocidade Independente de Padre Miguel, Império Serrano e Unidos da Tijuca.
E neste ponto, amigos, vamos encerrando mais um programa da série "Conversando com o MOBRAL". Agradecemos a atenção de todos e lembramos que amanhã, sábado, voltaremos para falar de esportes.
Um grande abraço a todos e até lá.


Conversando com MOBRAL para sábado.

Locutor
Se você gosta de música, de poesia, de conhecer histórias curiosas, preste atenção neste programa que vai começar agora. Vamos passar 15 minutos conversando com o MOBRAL. Um programa produzido pelo Centro Cultural do Mobral.
Alô, amigos! Com muita alegria que estamos de volta com mais um programa da série "Conversando com o Mobral". Este programa é apresentado na região Amazônica pelas emissoras de ondas curtas da Rádiobrás, no sul de Minas, pela Rádio Clube de Varginha. e também no Maranhão, pelas rádios Mearim e Imperatriz.
A nossa caixa postal 56036 inteiramente as ordens dos bons amigos. Escrevam fazendo perguntas ou pedidos musicais, pois nós aqui estamos sempre prontinhos a atendê-los.
Hoje, sábado, finalzinho de semana, espaço reservado para o esporte.

Locutor:
E vamos começar o nosso programa atendendo a ouvinte Marinalva Eurico Aguiar, é de Pimenta Bueno no Território Federal de Rondônia. Ela escreveu para o nosso programa pedindo o hino do Corinthians Paulista e diz que vai ficar muito feliz se ouvir este hino se for atendida e oferece a todos os torcedores do Timão.
Vamos então ao hino do Corinthians.

Hino do Corinthians:
Salve o Corinthians
O campeão dos campeões
Eternamente
Dentro dos nossos corações
Salve o Corinthians
De tradições e glórias mil
Tu és orgulho dos esportistas do Brasil.

Teu passado é uma bandeira, teu presente é uma lição.
Figuras entre os primeiros do nosso esporte bretão.
Corinthians grandes. Sempre altalheiros,
Reis do Brasil, O clube mais brasileiro.

Salve o Corinthians
O campeão dos campeões
Eternamente
Dentro dos nossos corações.

Salve o Corinthians
De tradições e glórias mil
Tu és o orgulho dos esportistas do Brasil

Locutor:
Este é o programa "Conversando com o MOBRAL". Assim atendemos a ouvinte Lar de Pimenta Bueno, Território Federal de Rondônia, Marinalva Eurico Aguiar. que queria escutar o hino do Corinthians Paulista. Bem, vamos seguindo com o nosso programa. Agora temos aqui várias solicitações e, por coincidência, para o mesmo assunto. Aliás, eu peço ao nosso querido sono-técnico José Marques que vá já preparando o hino do Palmeiras, porque o assunto agora é Palmeiras, hein? Mas vamos atender a Elzo Bergamini, é de Ji-Paraná, Território Federal de Rondônia, do Bar Copacabana. Um outro pedido também para o mesmo assunto que eu já vou revelar é de Dori Romualdo da Silva, Rua 7 de Setembro, 2725 Espigão do Oeste. Espigão do Oeste é território de Roraima, né? E por fim, mais um pedido é do Edvaldo Mendes de Souza, Rio Claro, Mato Grosso.
Todos esses ouvintes que escreveram para o programa, conversando com o MOBRAL, querem escutar aquela famosa goleada do dia 8 de dezembro de 1979, quando o Palmeiras tirou todas as chances do Flamengo de ser campeão naquela temporada, campeão da Taça de Ouro, aliás, não era Taça de Ouro na época, era Campeonato Brasileiro.
Portanto, vamos ouvir a goleada que o Palmeiras aplicou no Flamengo em pleno estádio do Maracanã no dia 8 de dezembro de 79, tirando todas as chances do Flamengo de chegar à final do certame daquele ano. O Palmeiras venceu por 4 a 1. E vamos então ao primeiro gol que foi marcado pelo Jorge Mendonça aos 11 minutos.

Narrador do jogo - José Carlos Araújo:
... Manguito penetrou na grande área, procurou, tirou e estourou, Jorge Mendonça entrou. Gol! No Palmeiras. Jorge Mendonça numa jogada extraordinária de César pela esquerda, penetrou na grande área, bobeira da Zaga do Flamengo, cruzou Jorge Mendonça escorou, no fundo do barbante aos 11 minutos da primeira etapa podes crer agora. Palmeiras 1 Jorge Mendonça com a camisa 8 Mengão 0 Valeu neném.

Locutor:
Bem, este foi então o primeiro gol do Palmeiras. Agora os nossos amigos vão ter que ouvir naturalmente porque está na sequência da fita. O gol de empate foi assinalado logo depois por intermédio do Zico. O Zico fazia então o gol de empate e dava assim muitas esperanças ao Flamengo. Mas acontece que naquela tarde o Dequinho estava jogando muito mal. Inclusive depois desse jogo ele foi barrado do Flamengo porque entregou assim, como se diz, a rapadura a equipe do Palmeiras. Vamos então ao gol do empate marcado pelo Zico.

Narrador do jogo - José Carlos Araújo:
Dequinho que vem bem avançada, entregando para Júnior dominando pela Mesquita, tenta lutar contra o primeiro que o jogador Jorginho bateu pelo modo, subiu Cláudio Adão, cabeceou, deixou para o cinco, dominou no peito, penetrou, procurou o chute, não deu, é aterrado, é pênalti. Pênalti contra o Palmeiras! Pires aterrou Zico, que dominava dentro da grande área. Na hora de fulminar, Zico foi atacado. Deni, Deni, Deni!

Segundo Narrador do jogo de futebol:
De jeito nenhum, Zé Carlos! Zico errou a bola! Ele não foi tocado por nenhum jogador do Palmeiras! Ele caiu porque errou o chute! E o árbitro deu muito mal esse pênalti contra o Palmeiras!

Narrador do jogo - José Carlos Araújo:
Aí está o detalhe do Deni. Pênalti de Pires no Zico que não ouve. Carlos Rosa Martins marcou. A isenção da reportagem nacional. Aí com Deni Menezes juntinho do lance, onde houve o pênalti. Onde não houve o pênalti. Expectativa no Maracanã. Árbitro manda recuar o Beto Fuscão. Zico tá na meia lua autorizado, caminhou, atirou, entrou.
Gol do Flamengo! Zico! Zico! A camisa 10 marca o empate!

Locutor:
O primeiro tempo do jogo terminou com o empate de 1 a 1. No segundo tempo, o Flamengo resistiu até os 25 minutos, quando Dequinha começou assim a jogar mal e ia fazer jogadas bisonhas, oferecendo muitas chances ao ataque do Palmeiras. E aos 25 minutos do segundo tempo, Carlos Alberto marcava o segundo gol para o Palmeiras.

Narrador do jogo - José Carlos Araújo:
Ajuda muito avançado. César apostou corrida com Dequinha bateu Carlos Roberto bola no comando batido tá lá marcando veio o Dequinho com carrinho sofreu falta o árbitro parou e marcou a falta contra o time do Flamengo e eu abro o microfone do Washington.

Narrador do jogo - Washington:
É o César deu uma canseira no Dequinho que não chega a ser novidade depois dequinho deu um pontapé nele uma falta que o Flamengo sofre ao lado de sua área. Cantarelli pede que todos os jogadores fiquem atentos aqui na defesa que a bola será levantada para a cabeçada de Jorge Menor.

Narrador do jogo - José Carlos Araújo:
Barulhinho da direita atirou rasteirinho escorou Carlos Alberto entrou! Gol do Palmeiras. Carlos Alberto escorando na cobrança de falta a bola foi fulminada no fundo do barbante, rasteirinha que veio, Carlos Alberto aumenta desempatando dois para o Palmeiras um para o Flamengo.

Locutor:
Aos 31 minutos do segundo tempo, o jogador Pedrinho marcava o terceiro gol para o Palmeiras, desesperando assim a torcida do Flamengo. Palmeiras 3, Flamengo um gol de Pedrinho aos 31 minutos.

Narrador do jogo - José Carlos Araújo:
Livre, entreaberta e Baroninha alcança a lado esquerda da grande área, penetrou na grande área, procurou o chute, atrasou, Pedrinho embalasse, entrou! Gol! Do Palmeiras. Pedrinho um balaço numa jogada de rara inteligência de Baroninho lado esquerdo na grande área e o rasteirinho para trás. Pedrinho tem um balaço rasteiro no fundo do barbante. É o terceiro gol. O terceiro gol do verdão aos 31 Pedrinho com a camisa 4...

Locutor
Bem amigos, e finalmente aos 45 minutos, já quando o juiz estava assim no período de descontos, ia começar o período de descontos, o Zé Mário, que tinha entrado no lugar do Carlos Alberto, marcou o gol, que foi assim uma ducha fria na imensa torcida do Flamengo, e uma goleada sobre a famosa equipe rubro-negra. Vamos então ao gol de Zé Mário, assinalando o Palmeiras 4 Flamengo 1.

Narrador do jogo - José Carlos Araújo:
Ainda Pedrinho, alcançando meia esquerda pede bola pelo comando Zé Mário tocou para Jorge Mendonza dominou pelo comando ainda Jorge Mendonza devolveu de novo na esquerda agora corre Baroninho evitou lateral Baroninho recolhe pelo time do Palmeiras vai tocando bola 44 1 para terminar Pedrinho brigou com a bola devolveu na esquerda para Baroninho alcançou nas costas do primeiro adversário atingiu lado esquerdo na grande área disparou penetrou na grande área cruzou cabeçada de Carlos Alberto entrou Zé Mário! Zé Mário! de cabeça o quarto gol do Palmeiras Zé Mário aos 45 lá nas costas de Toninho cruzamento de Baroninho Zé Mário na cabeçada marca o quarto gol do verdão podes crer Palmeiras 4 Flamengo 1.

Locutor:
E assim com a narração de José Carlos Araújo, o mais completo locutor esportivo do país da equipe da rádio nacional, tivemos a narração dos gols de Palmeiras 4 e Flamengo 1. Atendendo aos ouvintes o Elzo Bergamini, de Ji-Paraná, Rondônia. Também ao nosso amigo Dori Romualdo da Silva, que é de Espigão do Oeste, e eu aproveito para retificar que Espigão do Oeste também é no Território Federal de Rondônia, eu havia falado Roraima no início do programa. E por último ao Edevaldo Mendes de Souza, que é nosso ouvinte de Rio Claro, Mato Grosso, e que ele também pede para lembrar qual a formação do Palmeiras neste jogo. Pois não, foi Gilmar, Rosemiro, Baldock, Beto Fuscão e Pedrinho. O meio de campo com Pires, Mococa e Jorge Mendonça, exato. E o ataque com Jorginho, César e Baroninho. Depois o Carlos Alberto saiu e entrou o Zé Mário. E vamos então agora numa homenagem a estes bons amigos que escreveram para o "Conversando com o Mobral" ao hino do Palmeiras.

Hino do Palmeiras:
Quando surge o alviverde imponente
No gramado em que a luta o aguarda
Sabe bem o que vem pela frente
Que a dureza do prélio não tarda!

E o Palmeiras no ardor da partida
Transformando a lealdade em padrão
Sabe sempre levar de vencida
E mostrar que, de fato, é campeão!

Defesa que ninguém passa
Linha atacante de raça
Torcida que canta e vibra

Defesa que ninguém passa
Linha atacante de raça
Torcida que canta e vibra

Por nosso alviverde inteiro
Que sabe ser brasileiro
Ostentando a sua fibra!

Quando surge o alviverde imponente
No gramado em que a luta o aguarda
Sabe bem o que vem pela frente
Que a dureza do prélio não tarda!

E o Palmeiras no ardor da partida
Transformando a lealdade em padrão
Sabe sempre levar de vencida
E mostrar que, de fato, é campeão!

Locutor:
E neste ponto amigos, vamos encerrando mais um programa da série "Conversando com o MOBRAL". Desejamos a todos um feliz fim de semana e segunda-feira estaremos de volta com o novo programa da série. Até lá amigos.

Sans titre

Conversando com o MOBRAL para Sábado

Programa "Conversando com o MOBRAL para sábado" sobre samba, sobre Nelson Cavaquinho e Carlos Cachaça

Locutor:
Conversando com o Mobral para sábado.

Se você gosta de música, de poesia, de conhecer histórias curiosas, preste atenção neste programa que vai começar agora. Vamos passar quinze minutos conversando com o Mobral. Um programa produzido pelo Centro Cultural do Mobral.
Amigos, estamos começando mais um programa da série Conversando com o Mobral. Este programa é transmitido para a região amazônica pelas emissoras de ondas curtas da Rádio Brás, para o sul de Minas, pela Rádio Clube de Varginha, para o Maranhão, pela Rádio Mearim e também para o Rio Grande do Sul, por intermédio da Rádio Sobradinho. Hoje, vamos falar de música popular brasileira no Conversando com o Mobral. Estamos desde a semana passada reunindo dois nomes importantes da música e apresentando para vocês. Escolhemos para o programa de hoje dois monstros do samba, Nelson Cavaquinho e Carlos Cachaça.
A cantora Elizete Cardoso anuncia o sambista.

Elizete Cardoso:
Nelson do Cavaquinho vai cantar e nós vamos ouvir, com todo o nosso respeito, de Amâncio Cardoso e dele próprio, Nelson do Cavaquinho, “Luz Negra”:

Sempre só
Eu vivo procurando alguém
Que sofra como eu também
E não consigo achar ninguém

Sempre só,
E a vida vai seguindo assim,
Não tenho quem tem dó de mim
Estou chegando ao fim.

A luz negra de um destino cruel
Ilumina o dia dos sem cor
Onde estou desempenhando o papel
De palhaço do amor

Sempre só
E a vida vai seguindo assim
Não tenho quem tem dó de mim,
Estou chegando ao fim.
Estou chegando ao fim.
Estou chegando ao fim.

Locutora:
Muitos de vocês talvez se lembrem da jornalista Eneida, morta já há alguns anos. Eneida era paraense e uma estudiosa do samba e do carnaval em particular. Ela, como todo mundo que aprecia a boa música popular brasileira, era fã de Nelson Cavaquinho. Nesta gravação que vamos apresentar agora, Eneida entrevistou Nelson Cavaquinho.

Eneida:
Nelson Cavaquinho é considerado um dos monstros da música popular brasileira. Ô Nelson, o seu nome é Nelson Antônio da Silva, não é?

Nelson:
É

Eneida:
Por que então que chamam você de Nelson Cavaquinho quando você toca violão?

Nelson:
Eu antigamente tocava cavaquinho até muito bem, sabe, Eneida? Acontece que eu acho o cavaquinho muito pequenininho para mim, estou cheio de cabelos brancos, né? Então prefiro mais o violão que é muito maior, né?

Eneida:
Olha que tem outra história.

Nelson:
Ha ha ha

Eneida:
Você não quer contar outra, né, Cavaquinho?

Nelson:
Não.

Eneida:
Tá. Você tem um samba que é sempre citado quando se fala em Nelson Cavaquinho. Chama-se “Notícia”. Canta ele pra nós, canta:

Já sei a notícia que vens me trazer
Os seus olhos só faltam dizer
O melhor eu me convenci.
Guardei até onde eu pude guardar
O cigarro deixado em meu quarto e a marca que fumas
Confessa a verdade, não deves negar.

Amigo como eu jamais encontrarás
Só desejo que vivas em paz,
Com aquela que manchou meu nome.

Vingança, meu amigo, eu não quero vingança
Os meus cabelos brancos me obrigam
A perdoar uma criança.

Propaganda:
Anote o endereço do Mobral, Rio de Janeiro, capital. Escreva pra caixa postal cinco seis ponto zero trinta e seis. Conversando com o Mobral. Caixa Postal cinco seis ponto zero trinta e seis. Rio de Janeiro...

Eneida:
Nelson, por que é que você nunca fala em felicidade? Não há nenhuma composição sua que tenha essa mensagem, que afinal é de esperança. Por que isso? Você não me parece um sofredor, o seu tipo não é de sofredor, hein?

Nelson:
Eu não (inaudível) não uso quase essa, esta parte assim, de falar em felicidade, né? Mas Eneida eu, eu gosto de ver os outros, eu gosto quando um amigo chega e dirige-se a mim, diz: "sou tão eu sou tão feliz". Mas mesmo assim eu gosto muito de felicidade, né? Eu, por não falar em felicidade, não é por isso que eu não gosto de felicidade.

Eneida: Então comece a falar nela, hein? Mas a sua música tem sempre mulher e flor. Ora, a mulher me parece que quer sempre ser feliz. E talvez, quem sabe, a flor também. Então, você pense nisso, porque você fala tanto em mulher e flor, que deve falar em felicidade também. Agora você vai cantar pra gente ouvir uma coisa que se chama “Não me olhes assim”:

Pelo amor de Deus, não me olhes assim
Vejo nos teus olhos humilhação
Já sei que não gostas mais de mim

Pelo amor de Deus, não me olhes assim.
Vejo nos teus olhos humilhação
Já sei que não gostas mais de mim

Aceito o teu adeus como se aceitasse a paz,
Não será surpresa se não me quiseres mais,
Neste mundo de Deus tudo pode acontecer,
Por que que eu não posso te esquecer?

Pelo amor de Deus, não me olhes assim...

Locutor:
E agora um samba que todo mundo conhece, “A Flor e o Espinho”, o carro-chefe de Nelson Cavaquinho.

Caminho, que eu quero passar com a minha dor.
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca flor

Eu só errei quando juntei minh'alma à sua
O sol não pode viver perto da lua.
É no espelho que eu vejo a minha mágoa
Na minha dor e os meus olhos rasos d'água
Eu na sua vida já fui uma flor
Hoje sou espinho em seu amor

Locutora:
O outro compositor que prometemos apresentar no programa de hoje é Carlos Cachaça. Todo mundo sabe que a Estação Primeira da Mangueira, no Rio de Janeiro, é um dos mais importantes redutos do samba carioca. Nelson Cavaquinho é de lá, Cartola também, e naturalmente o Carlos Cachaça. Só que no caso dele existe uma particularidade. Carlos Moreira de Castro, o Carlos Cachaça, nasceu na Mangueira. Em 1887, foi construída a Estação Ferroviária de Mangueira e o pai dele era ferroviário e morava exatamente numa das casas que a Central do Brasil alugava aos seus funcionários na subida do morro.
No dia três de agosto de 1902, nasceu o primeiro Verde e Rosa de Coração. O pai queria que ele fosse ferroviário. Ele tentou, mas tinha que ser sambista.

Se algum dia eu souber que você vai deixar
Meu coração, que é todo seu, em busca de outro amor.
Não serei mais feliz porque você não quis.
Depois serei como fui seu na minha dor.
Se a dor depois, por ingratidão...

Locutor:
A formação da Escola de Samba Estação Primeira da Mangueira deve muito a Carlos Cachaça. Ele foi um dos seus maiores incentivadores. Nos primeiros tempos, existiam sete blocos diferentes em Mangueira, e Carlos Cachaça foi o primeiro a lançar a ideia da união, da harmonia. Ele tem até um samba que fala nisso, Harmonia em Mangueira:

Que harmonia lá em Mangueira,
te dá prazer para se brincar,
o Laudelino no seu cavaco fazendo coisas de admirar.

Que harmonia lá em Mangueira
que dá prazer para se brincar,
o Laudelino no seu cavaco fazendo coisas de admirar.

E de repente forma um enredo que até causa sensação,
o Armandinho chega de flauta, Alípio sola no violão.

Que harmonia lá em Mangueira
que dá pra ver para se brincar, o Laudelino...

Locutora:
Em parceria com o poeta Hermínio Bello de Carvalho e Cartola, Carlos Cachaça fez um de seus sambas mais bonitos e talvez o mais divulgado. E é com ele que nós vamos encerrando o Conversando com o Mobral de hoje. Até semana que vem. E fiquem com esse lindíssimo “Alvorada”. Até lá.

Alvorada, Alvorada lá no morro, que beleza
Ninguém chora, não há tristeza
Ninguém sente dissabor
O sol colorindo, é tão lindo, é tão lindo
E a natureza sorrindo, tingindo, tingindo

Alvorada.

Alvorada lá no morro, que beleza
Ninguém chora, não há tristeza
Ninguém sente dissabor
O sol colorindo, é tão lindo, é tão lindo
E a natureza sorrindo, tingindo, tingindo

Alvorada.

Alvorada, lá no morro, que beleza
Ninguém chora, não há tristeza
Ninguém sente dissabor.

Locutor:
Bem, amigos, por hoje é só. Vamos encerrando mais um programa da série Conversando com o Mobral e aproveitamos o ensejo para desejar a todos um feliz fim de semana. Lembrando que segunda-feira estaremos de volta com mais um programa da série. Até lá, amigos, e grande abraço a todos.
Mobral!

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Curso profissionalizante - SENAI Volta Redonda

Curso profissionalizante - SENAI Volta Redonda

Na Primeira República, o crescimento da classe trabalhadora industrial e a influência de ideais socialistas e anarquistas impulsionaram lutas por melhores condições de vida, e o acesso à educação rapidamente se tornou uma das pautas das organizações operárias. Para enfrentar o analfabetismo, os movimentos de trabalhadores fundaram escolas e bibliotecas populares, além de pressionar os governos pela criação e manutenção de instituições educacionais públicas.

A imagem mostra um ambiente interno semelhante a um ateliê ou oficina de cerâmica. No primeiro plano, há uma mulher trabalhando com uma peça de cerâmica, segurando-a enquanto molda ou alisa. Sobre a mesa estão potes com material, pincéis e ferramentas. Ao fundo, prateleiras cheias de utensílios e recipientes, reforçando o caráter artesanal do espaço.

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Conversando com o MOBRAL para Quarta-feira e para Quinta-feira

Dois programas da série “Conversando com o MOBRAL”.
O primeiro, “Conversando com o MOBRAL para quarta-feira”, aborda o signo de Leão. O programa inclui músicas de Caetano Veloso, que é leonino, além de leituras voltadas para pessoas desse signo. Também apresenta um capítulo de “A Vila da Boa Saúde”, quadro dedicado a dicas de saúde, destacando a importância do aleitamento materno para o bebê.
O segundo programa, “Conversando com o MOBRAL para quinta-feira”, trata do tema folclore.

Locutor:
Programa para quarta-feira.

Se você gosta de música, de poesia, de conhecer histórias curiosas, preste atenção neste programa que vai começar agora. Vamos passar 15 minutos conversando com o MOBRAL. Um programa produzido pelo Centro Cultural do Mobral.

Alô, amigos! O nosso grande abraço. Aqui estamos com mais um programa da série "Conversando com o Mobral". Este programa atinge a região amazônica pelas emissoras de ondas curtas da Radiobras. O Maranhão pela Rádio Mearim, o Sul de Minas pela Rádio Clube de Varginha, o Rio Grande do Sul pela Rádio Sobradinho. Hoje, amigos, vamos falar de Horóscopo em nosso programa. Daqui a pouquinho estará com vocês Maravilha Rodrigues falando sobre os nativos de leão ainda para julho. E focalizando a música de um leonino muito importante, Caetano Veloso.

(Leãozinho – Caetano Veloso)
Gosto muito de te ver, leãozinho.
Caminhando sob o sol
Gosto muito de você, leãozinho
Para desentristecer, leãozinho
O meu coração tão só
Basta eu encontrar você no caminho
Um filhote de leão, raio da manhã

Locutor:
Previsões para os nativos de Leão, ainda para julho.
Amor.

Maravilha Rodrigues:
Nem tudo será colorido na vida sentimental de quem nasceu sob o signo de Leão. Algumas brigas poderão acontecer porque o leonino não gosta de abrir mão dos seus pontos de vista. É bem provável que os ânimos se exaltem.

Locutor:
Saúde.

Maravilha Rodrigues:
Os bons fluidos emanados de Marte favorecerão em muito a saúde do leonino. Você terá uma força de vontade incrível que, aliada ao seu natural dinamismo, o deixará sorrindo o tempo todo. Use essa boa fase para fazer exercícios, dietas, enfim, para investir na sua aparência física.

Locutor:
E agora, dinheiro.

Maravilha Rodrigues:
A boa estrela de leão estará brilhando novamente no decorrer deste mês. Se você não se lançar a nenhuma aventura, tudo faz crer que até o dia 30 terá feito uma boa economia. Mas, como o dinheiro não é tudo na vida, os astros aconselham a que você continue irradiando aquela alegria, enfim, a vitalidade típica de seu signo.

Caetano Veloso - Sampa
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas

Ainda não havia para mim, Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João

Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos Mutantes

E foste um difícil começo, afasto o que não conheço
E quem vem de outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso

Maravilha Rodrigues:
Nascido sob o signo de leão, Caetano Veloso é um dos mais bem sucedidos cantores e compositores da atual música popular brasileira. Ele tem a garra e a tenacidade características dos nativos de leão. Saiu da Bahia com um objetivo, mostrar ao resto do país a qualidade de sua música. O leonino sempre alcança o que almeja. Caetano Veloso conseguiu num festival da canção de São Paulo o reconhecimento de uma nova fase da música popular brasileira, vinda numa onda baiana de muito som e tropicalismo. Alegria, alegria foi o marco dessa fase.

Caetano Veloso – Alegria, alegria
Caminhando contra o vento
Sem lenço, sem documento
No Sol de quase dezembro
Eu vou

O sol se reparte em crimes
Espaçonaves, guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou.

Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bumba e Brigitte Bardot.

O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia?
Eu vou

Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores, vãos

Eu vou, por que não?
Por que não?

Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço, sem documento
Eu vou

Eu tomo uma Coca-Cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou

Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome, sem telefone
No coração do Brasil

Ela nem sabe, até pensei
Em cantar na televisão
O Sol é tão bonito
Eu vou

Maravilha Rodrigues:
Movido pela força de bondade natural do leonino e também por todo o clima de simpatia e generosidade que envolve os nativos deste signo, Caetano firmou o seu lugar no panorama musical brasileiro. Ainda em manifestação coerente com as características de seu signo, Caetano mostrou o seu respeito e admiração por alguns compositores da Velha Guarda, regravando as suas músicas. Entre eles, Luiz Gonzaga e Lupicínio Rodrigues. Vamos encerrar rodando Felicidade, de Lupcin.

Caetano Veloso – Felicidade
Felicidade foi-se embora
E a saudade no meu peito ainda mora
E é por isso que eu gosto lá de fora
Porque eu sei que a falsidade não vigora

A minha casa fica lá detrás do mundo
Onde eu vou num segundo quando começo a cantar
O pensamento parece uma coisa à toa
Mas como é que a gente voa quando começa a pensar

Felicidade foi embora
E a saudade no meu peito

Locutor:
Amigos, estamos apresentando o programa Conversando com o Mobral. Lembramos que a nossa caixa postal 56036 está inteiramente às ordens dos ouvintes deste programa. E agora vamos a mais um esperado capítulo de A Vila da Boa Saúde.

Locutor:
Boa Saúde é o lugar Boa Saúde é o programa que vai ao ar
Boa Saúde, seu encontro diário com o Mobral.

Mulher - Maria:
Zé, eu acho que meu leite está acabando, ou então ele não está mais prestando. O João acaba de mamar e já está novamente com fome.

Narrador:
Dona Maria andava triste e preocupada. Seu leite já não dava para matar a fome do Joãozinho que vivia choramingando.

Mulher - Maria:
Dorme, neném. Tome, meu filhinho!

Narrador:
Ela sabe que o leite da própria mãe é o alimento ideal para qualquer bebê e já estava acostumada a dar de mamar ao bebê de três em três horas.

Homem - José:
Ele dormiu?

Mulher - Maria:
Psiu! Você vai sair?

Homem - José:
Tá na hora de ir buscar o pessoal na roça.

Mulher - Maria:
Volta logo, Zé!

Homem - José:
Claro, mas vê se fica mais calma, Maria. Descanse um pouquinho que antes da próxima mamada eu já estou de volta.

Locutor:
No meio do caminho, o José encontrou justamente a pessoa mais indicada para lhe dar um conselho sobre o problema que estava deixando sua mulher tão nervosa.

Homem - José:
Doutor! Que bom lhe encontrar eu estava mesmo precisando falar com o senhor.

Doutor:
Bem, antes de mais nada, deixa eu tirar o carrinho daqui do meio do caminho né? Pronto. Então Zé, qual é o problema algum doente na família?

Homem - José:
Não. Quer dizer, não é bem doente. É que a Maria acha que está ficando sem leite.

Doutor:
Ah isto é normal Zé, o leite às vezes diminui um pouco. Mas Dona Maria deve continuar dando peito no horário certo que, na maioria dos casos, o leite costuma voltar ainda mais forte.

Homem - José:
E até o leite voltar, o que a gente dá para o Joãozinho comer?

Doutor:
Bem, olha, diz a Dona Maria, para dar uma colherinha de suco de frutas a ele. Pode ser suco de laranja, de tangerina doce, de tomate e de muitas outras frutas que não sejam muito ácidas.

Homem - José:
Sim.

Doutor:
O Joãozinho também deve tomar chá de erva doce fraco e pouco adoçado.

Homem - José:
E se o leite não voltar, doutor?

Doutor:
Volta, volta, quase sempre volta. É só Dona Maria ficar bem calma, repousar bastante, alimentar-se bem e tomar bastante líquido. Se, no entanto, o leite não voltar, vai ser preciso dar mamadeira pro bebê.

Homem - José:
Hum.

Doutor:
Mas olhe, Zé. Não se esqueça de passar lá pelo posto amanhã mesmo, que eu explico tudo direitinho. E outra coisa, leve também o principal interessado.

Homem - José:
Como assim, doutor?

Doutor:
A criança, seu Zé, a criança. Afinal, nós nos preocupamos, mas quem sente fome é ele mesmo, não é?

Locutor
Neste ponto, amigos, vamos encerrando mais um programa da série Conversando com o Mobral. Continue escrevendo para nossa caixa postal 56036, fazendo perguntas ou pedidos musicais, pois nós aqui estamos sempre prontinhos a atendê-los. Um grande abraço aos ouvintes do Conversando com o Mobral.


É, conversando com o MOBRAL para quinta-feira.
Locutor:
Se você gosta de música, de poesia, de conhecer histórias curiosas, preste atenção neste programa que vai começar agora. Vamos passar 15 minutos conversando com o MOBRAL. Um programa produzido pelo Centro Cultural do Mobral.

Alô, amigos! O nosso grande abraço. Aqui estamos com mais um programa da série "Conversando com o Mobral". Este programa é transmitido pelas emissoras de ondas curtas da Rádio Brás para a Região Amazônica, pela Rádio Mearim para o Maranhão, pela Rádio Sobradinho para o Rio Grande do Sul e também pela Rádio Clube de Varginha para todo o Sul de Minas.
Amigos, no mês de agosto, ou mais precisamente no dia 22 de agosto, comemora-se o Dia Internacional do Folclore. Por isso mesmo, hoje, aproveitando esta data, nós vamos apresentar no programa Conversando com o MOBRAL, uma audição especial inteiramente dedicada ao folclore.

Narrador:
Folclore. O que é o folclore? Folclore é a sabedoria popular. Foi uma expressão criada por um inglês, um estudioso inglês, William Thoms, ele pesquisava tudo que o povo fazia e suas tradições, as lendas, as superstições, as brincadeiras, essas coisas que ninguém sabe qual foi a origem, mas que todo mundo faz, todo mundo participa, como a ciranda, o bumba-meu-boi. Então, William Thoms escreveu uma carta, foi publicada num jornal, e ele criava esta expressão: "folklore".
E aproveitem esta semana para comemorar o nosso folclore.
Mas, vejam só o que é folclore. Prestem atenção nessas quadrinhas:

Homem 1:
Teu coração é cofre cheio de moedas de querer bem. Já fez rica muita gente e eu nunca tive um vintém.
Homem 2:
Até nas flores se encontra a diferença da sorte. Umas enfeitam a vida, outras enfeitam a morte.
Homem 3:
Toda a vida ouvi contar que amor matava a gente. Fui um dia experimentar, quase morro de repente.
Homem 4:
Uma ‘véia’ muito ‘véia’, de tão ‘véia’ se envergou. Foi falar em casamento, a ‘véia’ se endireitou.

Narrador:
Então, você sabe quem é que escreveu uma dessas quadrinhas? Não sabe, pois isso é folclore, é uma tradição. As pessoas vão falando, outras vão aprendendo e às vezes até modificando um pouco. Mas a tradição se mantém. Se você conhece alguma quadrinha parecida com esta, que tenha este mesmo espírito, escreva e nós teremos todo o prazer de divulgar.
Agora, vamos ver outro tipo de manifestação folclórica é uma adivinhação. Prestem atenção porque não vou repetir, hein: “O que é, o que é? Com capa não pode andar. Para andar bota-se a capa, tira-se a capa para andar.” Descobriram? É muito fácil. É o peão. A capa é o cordel que aciona o peão é o cordão aquele cordão que a gente joga o peão então com a capa não é? ele não pode andar aí você bota a capa e quando você joga o peão você tira a capa e ele anda quem é que acertou se você conhece alguma adivinhação mande para gente tá?
Agora, mais uma manifestação folclórica. Era uma coisa muito comum nas cidades do interior. Hoje não é tão comum, porque os circos estão assim desaparecendo. E é um entretenimento tão bom, não é? Quem é que não gosta do circo? Mas havia uma brincadeira que o palhaço fazia para promover o espetáculo. Vejam só como é que ela é:

Palhaço:
Eu vi a negra na janela!
Plateia:
Tinha cara de panela!
Palhaço:
Eu vi a negra no portão!
Plateia:
Tinha cara de tição!
Palhaço:
Hoje tem espetáculo?
Plateia:
Tem sim senhor!
Palhaço:
Hoje tem marmelada?
Plateia:
Tem sim senhor!

Narrador:
Agora vejam só, as crianças que acompanhavam o palhaço e que em algumas cidades ainda acompanham, eles tinham uma marquinha no braço, assim feita com tinta a óleo. Então, à noite, eles podiam participar do espetáculo, podiam assistir o espetáculo sem pagar o ingresso. Não era interessante? Nós estamos no mês do folclore, especialmente na Semana do Folclore, e no dia 22 de agosto será comemorado o Dia Mundial do Folclore.
Agora, algumas superstições. Não se esqueça, quem conhece superstição pode escrever para cá. A gente vai colecionar e vai divulgar através do programa. Bem, superstição é tudo aquilo que o homem acredita sem ter para isso qualquer fundamento. Apenas a pessoa tem medo ou desconhece. Então, passa a ter uma superstição. Vamos ver algumas.

Mulher:
Achar menino bonito e não dizer "benzeu Deus" atrasa o menino.
Homem:
Morrer sem vela na mão, não alumie o caminho da alma.
Homem:
Apontar as estrelas, cria verruga no dedo.
Mulher:
Dormir com sede, o anjo da guarda levanta de noite para beber água e pode se afogar no pote.
Homem:
Passar por trás de burro diminui a inteligência.
Mulher:
Perder a aliança de casamento, quem perde morre primeiro.
Homem:
Casar em agosto dá desgosto.
Homem:
Quem ficar com os cabelos de outra pessoa, pode lhe fazer mal.
Mulher:
É. E destrói-se um inimigo, destruindo-lhe o retrato.
Homem:
E abrir a boca sem benzer, entra o demônio.

Narrador:
É, temos que manter a boca fechada. Agora, quando eu era menino, eu tinha muito medo de mula sem cabeça, que diziam que ela punha fogo pelos olhos. Um pouco difícil, não é? Mula sem cabeça, botando fogo pelos olhos, mas também é uma manifestação folclórica, uma superstição. As chuvas, as mudanças de tempo também têm o seu lado folclórico. Às vezes, quando o serviço de meteorologia falha. A sabedoria popular funciona. Eu conheço uma moça chamada Bililica, que é lá da Paraíba, de Puxinanã. Ela nunca erra. "Vai chover?" "Não, não vai chover, não." Ela nunca erra. E a meteorologia às vezes se engana. Mas vejam só algumas crendices ligadas ao tempo:

Homem:
(música)
Por favor, chuva ruim não molhe mais o meu amor assim
Homem:
Burro mexendo as orelhas é sinal de chuva.
Homem:
Anu voando baixo é temporal na certa.
Homem:
Tinha um grilo e cigarra cantando ontem. É sinal de tempo firme.

Narrador:
Na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, dizem que quando chove no dia de São Sebastião, dia 20 de janeiro, chove também no carnaval. É uma crendice e é uma manifestação folclórica. No programa de hoje só estamos falando sobre folclore porque dia 22 é o Dia Mundial do Folclore. Nós gostaríamos de mandar uma mensagem para os animadores e frequentadores de todos os postos culturais do Mobral. Festejem esta semana do folclore. Vamos promover danças, cantorias, vamos fazer com que as pessoas mostrem aquilo que sabem sobre folclore. O importante é aproveitar esta data para avivar, para promover o folclore de sua região. O pesquisador Mário Souto Mayor publicou, há algum tempo, o dicionário folclórico da cachaça. Nesse dicionário, ele reuniu alguns nomes pitorescos que o povo dá para essa bebida bem brasileira. E esses nomes fazem hoje parte do folclore.

Homens:
Água bruta, águas de setembro. Água que gato não bebe. Alicate, avestruz, bate-bate, bitruca, boliche, cangibrina, catinguenta, colarinho, dengosa, engasga gato, espiritada.

Narrador:
E tem muitos outros nomes, a cachaça, a nossa cachaça. São centenas e centenas de nomes pelo Brasil afora. Mas quem também tem o seu folclore são os bichos. Existem bichos assim, participando de várias histórias de lendas folclóricas. Vocês vejam só o coelho. O pé do coelho dá sorte. A caveira do boi serve para dar proteção aos campos. E vocês sabem por que é que o galo canta de madrugada? É para assustar as assombrações. Coruja e borboleta preta quando você encontrar uma coruja uma borboleta preta tenha cuidado porque é sinal de mau agouro. Agora pior ainda é cruzar com gato preto é sinal de azar mas isso tudo isso tudo é folclore. Sobre animais, nós recolhemos mais alguma coisa. Vejam só: matar João de Barro dá dor de barriga. Peixe que tem Nossa Senhora nas escamas é abençoado. Vocês observem, ali na escama tem o desenho de Nossa Senhora. Então, se tiver, é peixe abençoado. E curioso, o gambá, que tanta gente não gosta porque chupa ovo, come as galinhas. O gambá é abençoado porque ofereceu leite ao menino Jesus. O cabrito é que devia dar o leite, mas negou e foi renegado. Agora, a aranha de noite, isso é um perigo. Ver a aranha de noite é sinal de contrariedade. E gafanhoto, quando aparece na sala, é sinal de que vai chegar a visita. Então faça um cafezinho gostoso quando aparecer um gafanhoto, porque lá vem visita.
Mais uma historinha, mais uma crendice popular, mais uma manifestação folclórica. Conta a lenda que quando o menino Jesus fugiu de Herodes, Herodes foi aquele imperador que mandou matar as criancinhas, então São José ia puxando o burrinho, nossa senhora ia carregando. Jesus Cristo no colo então a rolinha vinha atrás cobrindo os passos nos passos de São José e as marcas do casco do burrinho mas o tico-tico vinha mais atrás e descobria. Então conta a lenda que a rolinha é abençoada e o tico-tico é amaldiçoado mas não vamos nem matar a rolinha nem matar o tico-tico que são passarinhos tão bonitos não é?

Locutor:
E vamos encerrando aqui mais um programa da série Conversando com o Mobral. A nossa Caixa Postal 56036 continua as ordens para aqueles que queiram fazer perguntas ou pedidos musicais. É muito fácil, endereça assim no envelope. Programa Conversando com o Mobral, Caixa Postal 56036, Rio de Janeiro. E até o nosso próximo encontro, amigos.

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Curso Profissionalizante - SENAI Volta Redonda

Curso profissionalizante - SENAI Volta Redonda

Na Primeira República, o crescimento da classe trabalhadora industrial e a influência de ideais socialistas e anarquistas impulsionaram lutas por melhores condições de vida, e o acesso à educação rapidamente se tornou uma das pautas das organizações operárias. Para enfrentar o analfabetismo, os movimentos de trabalhadores fundaram escolas e bibliotecas populares, além de pressionar os governos pela criação e manutenção de instituições educacionais públicas.

A imagem mostra um ambiente interno semelhante a uma oficina ou sala de trabalhos manuais. Há várias pessoas distribuídas em mesas, realizando atividades artesanais ou técnicas, utilizando ferramentas e materiais. O espaço está equipado com bancadas, prateleiras cheias de objetos e utensílios, além de peças penduradas na parede, indicando um local voltado para produção criativa ou aprendizado prático.

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Na Primeira República, o crescimento da classe trabalhadora industrial e a influência de ideais socialistas e anarquistas impulsionaram lutas por melhores condições de vida, e o acesso à educação rapidamente se tornou uma das pautas das organizações operárias. Para enfrentar o analfabetismo, os movimentos de trabalhadores fundaram escolas e bibliotecas populares, além de pressionar os governos pela criação e manutenção de instituições educacionais públicas.

A imagem mostra um ambiente interno semelhante a um ateliê ou oficina de cerâmica. No primeiro plano, há uma mulher trabalhando com uma peça de cerâmica, segurando-a enquanto molda ou alisa. Sobre a mesa estão potes com material, pincéis e ferramentas. Ao fundo, outras pessoas também realizam atividades relacionadas à cerâmica, com prateleiras cheias de utensílios e recipientes, reforçando o caráter artesanal do espaço.

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Na Primeira República, o crescimento da classe trabalhadora industrial e a influência de ideais socialistas e anarquistas impulsionaram lutas por melhores condições de vida, e o acesso à educação rapidamente se tornou uma das pautas das organizações operárias. Para enfrentar o analfabetismo, os movimentos de trabalhadores fundaram escolas e bibliotecas populares, além de pressionar os governos pela criação e manutenção de instituições educacionais públicas.

A imagem mostra três pessoas posicionadas atrás de uma bancada coberta com papéis. Ao fundo, há prateleiras organizadas com diversos objetos, incluindo utensílios e peças de cerâmica, sugerindo um ambiente de oficina ou espaço artesanal. As paredes são revestidas com azulejos claros, reforçando a aparência de um local funcional e dedicado a trabalhos manuais.

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Na Primeira República, o crescimento da classe trabalhadora industrial e a influência de ideais socialistas e anarquistas impulsionaram lutas por melhores condições de vida, e o acesso à educação rapidamente se tornou uma das pautas das organizações operárias. Para enfrentar o analfabetismo, os movimentos de trabalhadores fundaram escolas e bibliotecas populares, além de pressionar os governos pela criação e manutenção de instituições educacionais públicas.

A imagem mostra três pessoas posicionadas atrás de uma bancada coberta com papéis. Ao fundo, há prateleiras organizadas com diversos objetos, incluindo utensílios e peças de cerâmica, sugerindo um ambiente de oficina ou espaço artesanal. As paredes são revestidas com azulejos claros, reforçando a aparência de um local funcional e dedicado a trabalhos manuais.

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Na Primeira República, o crescimento da classe trabalhadora industrial e a influência de ideais socialistas e anarquistas impulsionaram lutas por melhores condições de vida, e o acesso à educação rapidamente se tornou uma das pautas das organizações operárias. Para enfrentar o analfabetismo, os movimentos de trabalhadores fundaram escolas e bibliotecas populares, além de pressionar os governos pela criação e manutenção de instituições educacionais públicas.

A imagem mostra um ambiente interno semelhante a um ateliê ou oficina de cerâmica. No primeiro plano, há uma mulher trabalhando com uma peça de barro, segurando-a enquanto molda ou alisa. Sobre a mesa estão potes com material, pincéis e ferramentas. Ao fundo, outras pessoas também realizam atividades relacionadas à cerâmica, com prateleiras cheias de utensílios e recipientes, reforçando o caráter artesanal do espaço.

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Na Primeira República, o crescimento da classe trabalhadora industrial e a influência de ideais socialistas e anarquistas impulsionaram lutas por melhores condições de vida, e o acesso à educação rapidamente se tornou uma das pautas das organizações operárias. Para enfrentar o analfabetismo, os movimentos de trabalhadores fundaram escolas e bibliotecas populares, além de pressionar os governos pela criação e manutenção de instituições educacionais públicas.

A imagem mostra uma mulher trabalhando em um processo de estamparia manual. Sobre a mesa há um tecido branco com padrões gráficos pretos repetidos, e a pessoa utiliza uma moldura para aplicar a impressão. Ao fundo, é possível ver outras mesas e painéis com desenhos geométricos coloridos, sugerindo um ambiente artístico ou oficina criativa.

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Casamento Marcolino e Guilhermina

Possível peça de teatro feita por alunos do MOBRAL sobre um casamento. Com discurso de uma pessoa explicando o folclore no final da peça e agradecendo ao MOBRAL.

Homem:
Olha, o casamento é uma união. O casamento faz parte de uma união que eu... As vezes o chefe dono da casa sai pra ir trabalhar. Então trabalha seis dias da semana, ganha 120 cruzeiros, o que é 20 cruzeiros por dia. Dai é 120. Então recebe no sábado pagamento, 120. Então com aquele dinheiro quando vem se dirigir a casa, aí se encontra com outra mulher, aquela mulher forasteira, diz: "ô, você é meu bem certo?". Aí dá o controle, aqui ele gasta os 120 cruzeiro que ganhou. Quando chega em casa a mulher diz: “eu preciso de um vestidinho pra meu filho”, ai ele diz "num tenho", "mas por que você não tem? Você num ganhou algum dinheiro? Que foi o dinheiro que você ganhou?" ai ele responde mal para a esposa, ele responde mal para a esposa. Isso que está acontecendo com o casal, e casal é união.
Um momento, um momento...

Homem: O senhor Marcolino leva gosto a casar com a senhora Guilhermina?
Marcolino: Levando seu padre... 'to levando senhor, desde o dia que comecemos a se olhar.
Homem: A senhora Guilhermina leva gosto a casar com senhor Marcolino.
Guilhermina: Tô levando senhor padre, desde o dia que comecemos a se olhar.

Homem:
Senhor Marcolino diga comigo:

Homem: Eu
Marcolino: Eu
Homem: Marcolino
Marcolino: Marcolino
Homem: Recebo a vós
Marcolino: Recebo a vós
Homem: Da senhora
Marcolino: Da senhora
Homem: Guilhermina
Marcolino: Guilhermina
Homem: Como a minha
Marcolino: Como a minha
Homem: Legitima
Marcolino: Legitima
Homem: Esposa
Marcolino: Esposa
Homem: Assim
Marcolino: Assim
Homem: Como manda
Marcolino: Como manda
Homem: A santa
Marcolino: A santa
Homem: Amada
Marcolino: Amada
Homem: Igreja
Marcolino: Igreja
Homem: Católica
Marcolino: Católica
Homem: Apostólica
Marcolino: Postóca
Homem: Romana
Marcolino: Romana

Homem:
Senhora Guilhermina diga comigo

Homem: Eu
Guilhermina: Eu
Homem: Guilhermina
Guilhermina: Guilhermina
Homem: Recebo a vós
Guilhermina: Recebo a vós
Homem: Do senhor
Guilhermina: do senhor
Homem: Marcolino
Guilhermina: Marcolino
Homem: Assim
Guilhermina: assim
Homem: Como manda
Guilhermina: como manda
Homem: A santa
Guilhermina: a santa
Homem: Igreja
Guilhermina: igreja
Homem: Católica
Guilhermina: católica
Homem: Apostólica
Guilhermina: potóca
Homem: Romana
Guilhermina: romana

(inaudível - conversas no fundo)

Homem:
Seu Marcolino, bota a aliança no dedo da sua esposa. A senhora Guilhermina, bota a aliança no dedo do seu esposo Marcolino. Estão casado, meus parabéns seja feliz.

Marcolino:
Obrigado.

Homem:
Meus parabéns seja feliz.

Guilhermina:
obrigada.

(conversas paralelas no fundo do áudio sobre casamento, felicitações, comentários, congratulações, solicitam festa após o casamento, pedem benção aos mais velhos, tiram fotos)

Mulher:
...parabenizar as professoras e os alunos do MOBRAL que tanto tem feito para a integração de toda comunidade (incompreensível) de todas as pessoas desse povoado (incompreensível) cada um de vocês (incompreensível). Nós vimos agora por meio desse (incompreensível) que foi muito bem representado (incompreensível) folclore, o que é o folclore, que que a gente tira por folclore? Folclore é a vida do povo. Justamente vocês transmitiram aquilo que vocês tem de bom, tudo aquilo que vocês tem de positivo. E nós percebemos que os professores daqui do município, professores aqui do MOBRAL, eles se preocupam não apenas em ensinar a ler e escrever, mas faz com que o homem se integre na sociedade, sei que é muito importante. Parabéns a todos vocês, espero que continuem assim fazendo alguma coisa de bom para seus alunos e para todos da comunidade. Muito Obrigada.

(salva de palmas)

Sans titre

Curso Profissionalizante - SENAI Volta Redonda

Curso profissionalizante - SENAI Volta Redonda

Na Primeira República, o crescimento da classe trabalhadora industrial e a influência de ideais socialistas e anarquistas impulsionaram lutas por melhores condições de vida, e o acesso à educação rapidamente se tornou uma das pautas das organizações operárias. Para enfrentar o analfabetismo, os movimentos de trabalhadores fundaram escolas e bibliotecas populares, além de pressionar os governos pela criação e manutenção de instituições educacionais públicas.

A imagem mostra um ambiente interno semelhante a uma oficina ou sala de trabalhos manuais. Há várias pessoas distribuídas em mesas, realizando atividades artesanais ou técnicas, utilizando ferramentas e materiais. O espaço está equipado com bancadas, prateleiras cheias de objetos e utensílios, além de peças penduradas na parede, indicando um local voltado para produção criativa ou aprendizado prático.

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Curso profissionalizante - SENAI Volta Redonda

Curso profissionalizante - SENAI Volta Redonda

Na Primeira República, o crescimento da classe trabalhadora industrial e a influência de ideais socialistas e anarquistas impulsionaram lutas por melhores condições de vida, e o acesso à educação rapidamente se tornou uma das pautas das organizações operárias. Para enfrentar o analfabetismo, os movimentos de trabalhadores fundaram escolas e bibliotecas populares, além de pressionar os governos pela criação e manutenção de instituições educacionais públicas.

A imagem mostra uma mulher trabalhando com cerâmica em um ambiente que parece ser um ateliê ou oficina. No primeiro plano, há uma mesa com ferramentas e materiais, incluindo um recipiente e um pedaço de argila. A pessoa está moldando ou alisando uma peça cilíndrica com um instrumento. Ao fundo, há prateleiras cheias de objetos de cerâmica, como vasos e utensílios, indicando um espaço dedicado à produção artesanal.

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Curso profissionalizante - SENAI Volta Redonda

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Na Primeira República, o crescimento da classe trabalhadora industrial e a influência de ideais socialistas e anarquistas impulsionaram lutas por melhores condições de vida, e o acesso à educação rapidamente se tornou uma das pautas das organizações operárias. Para enfrentar o analfabetismo, os movimentos de trabalhadores fundaram escolas e bibliotecas populares, além de pressionar os governos pela criação e manutenção de instituições educacionais públicas.

A imagem mostra um ambiente interno que parece ser um ateliê ou sala de trabalho artístico. No primeiro plano, há uma mesa coberta com jornais e um tecido branco onde foram aplicados padrões gráficos em preto, provavelmente por meio de serigrafia ou impressão manual. A mulher na imagem está posicionando ou pressionando uma moldura sobre o tecido, sugerindo o processo de estamparia. Ao fundo, há outras mesas com materiais e uma parede com obras de arte geométricas coloridas, reforçando o caráter criativo do espaço.

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Curso profissionalizante - SENAI Volta Redonda

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Na Primeira República, o crescimento da classe trabalhadora industrial e a influência de ideais socialistas e anarquistas impulsionaram lutas por melhores condições de vida, e o acesso à educação rapidamente se tornou uma das pautas das organizações operárias. Para enfrentar o analfabetismo, os movimentos de trabalhadores fundaram escolas e bibliotecas populares, além de pressionar os governos pela criação e manutenção de instituições educacionais públicas.

A imagem mostra um ambiente interno que parece ser um ateliê ou oficina artística. No primeiro plano, há uma mesa coberta com jornais e tecidos, sugerindo atividades manuais ou pintura. À esquerda, uma mulher segura uma máquina de pintura. Ao fundo, há várias obras de arte apoiadas na parede, incluindo pinturas com padrões geométricos e formas abstratas. Também é visível uma pilha de papéis ou telas sobre uma superfície à direita, reforçando o caráter criativo do espaço.

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1º Encontro do Festival de bandas (Festibanda) - B

Entrevista com Synval Machado Silva.

Entrevistado - Synval Machado Silva:
(...) Entendeu? Me senti sensibilizado e me orgulha. Ouviu? Em nome da minha raça, ser considerado é, a cópia do Diamante Negro, o Leônidas.

Marina morena, Marina
Você se pintou
Marina, você faça tudo
Mas faça um favor

Entrevistador:
Synval, no Marina, no samba você fala assim: "aqui tá o samba que você me pediu". Essa Marina existiu?

Entrevistado - Synval Machado Silva:
Essa existiu. A mocinha, filha única de um casal formidável, e ela é muito extrovertida, pediu que eu escrevesse um samba, um samba que falasse do nome dela. Eu digo, "mas eu não sei o seu nome". Ela disse, "meu nome é Marina"! Eu digo, "Dorival Caymmi já falou de Marina, e a Marina que ele se refere na música de autoria dele, é você". (Ela) diz "não, é outra. Eu quero que você faça o samba com meu nome". Eu digo, "você quer que eu fale do seu namorado, do problema, se é algum problema?". Ela diz, "não. Você faz o seguinte, você vai divorciar da Dona Quita", a minha esposa. Quando eu falo de namorada, todo mundo pensa que eu falo de, quer dizer, não posso falar da esposa. Eu sou vacinado, casado, crismado, bodas de prata e muito feliz até o dia de hoje, muito feliz mesmo. Daí eu posso considerar que para mim era uma namorada e ninguém pode me reprovar porque se alguém se atrever a tanto, eu vou apanhar nossos documentos de casamento e exibir assim com muita segurança, não é porque sou casado como qualquer grande cidadão do meu país.

Entrevistador:
Quer dizer, o divórcio era só em letra de samba, então?

Entrevistado - Synval Machado Silva:
Exato, é. Não é só para pedir. Então eu fiz, como você sabe...

Tai, o samba que você pediu, Marina
Tai, eu fiz tudo e você desistiu, Marina
Tai, meu amor toda minha afeição
E você vai me matando pouco a pouco de paixão

Entrevistador:
Synval, você fundador da escola de samba Império da Tijuca.

Entrevistado - Sinval Machado Silva:
Exato. Fundador e continuo até agora dando a minha contribuição muito sadia, muito bem intencionada. Embora nem sempre se tem um reconhecimento geral das pessoas, porque é como eu disse antes, nem todos podem alcançar a filantropia, os filantropos que prestam um serviço assim, de muito espontâneo, muito sem pagamento, mas que nem por isso há pessoas que não alcance pensam que eu quero a biscoitar o direito dos meus continuadores. Não. Eu quero que ele seja muito feliz e que possa ter um dia o que eu tenho hoje. Alegria de cantar, de fazer retrospecto, de pensar e de dizer tudo que já vivi até agora.

Entrevistador:
Mas houve um ano aí que a escola não saiu.

Entrevistado - Synval Machado Silva:
Exato. Então eu escrevi, nesse ano, esse número:

Entrevistador:
Mas por que que.. Ah você vai contar, a música canta por ti?

Entrevistado - Synval Machado Silva:
A música fala:
(música)
Choveu, mas Império do Samba do Morro descer
O Diretor de Harmonia
Apitou e toda a escola
Obedeceu
Ouvi o surdo e as pastoras cantando sem pigarro
Só voltaram de manhã
Com as sandálias de cetim
Sujas de barro

A porta bandeiras chorou
Quando regressou
Ao barracão
E viu o verde do estandarte
Colorindo todo o chão
Era forte
E ficou fraca a batucada
Mais um ano
De samba vencido
Naquela madrugada

Entrevistador:
Sival, você, porém, apesar de fundador da escola, continua concorrendo com suas composições em pé de igualdade com pessoal novo, não é?

Entrevistado - Synval Machado Silva:
Mas perfeitamente. Esse ano, por exemplo, eu fiz "Brasil uma explosão de progresso", a última faixa do lado 2 do meu LPRCA série documentos, de modo que eu estou feliz, porque enquanto houver vida, a esperança e se eu posso competir é até bonito para mim, porque o bom da vida se competir e se ganhar muito bem, se perder aplausos e abraços ao vencedor. Na escola de samba, quanto mais autêntico, melhor. Abolir de qualquer maneira o balé do samba. Abolir a imitação de figuras extraordinárias de outros países, porque o samba é nosso, o samba é coisa nossa e deve ser tratado com muito carinho, mesmo porque o samba não vive agora no Barracão. O samba tem seu Palácio, o Palácio do samba de Mangueira. O escolão da Portela. O Portelão aliás. E tantos outros, de modo que o samba tem que ter, agora que tem o seu Palácio, a sua autenticidade que não pode faltar.

Brasil
ô ô ô
Gigante do Universo
ô ô ô

Uma explosão de progresso ecoou
Ó meu Brasil fazendo sucesso

Sua posição conquistou
Trazendo seu passado de glória
De lutas, amor e vitória
A união das raças, da miscigenação

A luz que fez sol desta nação

Minha terra tem palmeira
ô iô iô
Onde canta o sabiá
o iá iá
Boa terra cacaueira
ô iô iô
200 milhas pra pescar

Brasil terra de campeões
De norte a sul
Um veleiro sem fim

De Don Pedro e seus brasões
Sinto na alma a ressonância de um clarin
É permanente o seu sorriso
É tranquilo trabalhar
Sabe porem quando é preciso
Suas armas empunhar

No pregão das riquezas
No seu solo candente
No tabuleiro do mundo
Brasil pra frente

Lá na virgem de candeias
ô io io
Tem petróleo de argan
ô iá ia
Tem o canto da sereia
ô io io
Capoeira e baiana

Eu faço minha, todas as bonitas composições dos meus colegas que me permitam direito de considerar...

Sans titre

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Na Primeira República, o crescimento da classe trabalhadora industrial e a influência de ideais socialistas e anarquistas impulsionaram lutas por melhores condições de vida, e o acesso à educação rapidamente se tornou uma das pautas das organizações operárias. Para enfrentar o analfabetismo, os movimentos de trabalhadores fundaram escolas e bibliotecas populares, além de pressionar os governos pela criação e manutenção de instituições educacionais públicas.

A imagem mostra um ambiente interno que parece ser uma sala de artes ou oficina. Há duas mulheres em pé, vestindo roupas estampadas, próximas a uma mesa grande coberta com papéis e materiais diversos. Uma delas, segura uma máquina de pintura. No fundo, é possível ver várias obras de arte ou cartazes pendurados na parede, com padrões geométricos e figuras estilizadas. Também há pilhas de papéis ou telas sobre móveis, sugerindo um espaço dedicado à produção artística ou trabalhos manuais.

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Curso profissionalizante - SENAI Volta Redonda

Curso profissionalizante - SENAI Volta Redonda

Na Primeira República, o crescimento da classe trabalhadora industrial e a influência de ideais socialistas e anarquistas impulsionaram lutas por melhores condições de vida, e o acesso à educação rapidamente se tornou uma das pautas das organizações operárias. Para enfrentar o analfabetismo, os movimentos de trabalhadores fundaram escolas e bibliotecas populares, além de pressionar os governos pela criação e manutenção de instituições educacionais públicas.

A mulher está trabalhando em uma mesa com um quadro de serigrafia ou moldura, aparentemente envolvida em um processo artesanal ou artístico. Ao fundo, há uma estante com várias prateleiras cheias de papéis ou impressões organizadas, além de uma parede com imagens fixadas e um armário com materiais diversos. O ambiente parece ser um ateliê ou espaço de produção gráfica.

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Na Primeira República, o crescimento da classe trabalhadora industrial e a influência de ideais socialistas e anarquistas impulsionaram lutas por melhores condições de vida, e o acesso à educação rapidamente se tornou uma das pautas das organizações operárias. Para enfrentar o analfabetismo, os movimentos de trabalhadores fundaram escolas e bibliotecas populares, além de pressionar os governos pela criação e manutenção de instituições educacionais públicas.

A mulher está trabalhando em uma mesa com um quadro de serigrafia ou moldura, aparentemente envolvida em um processo artesanal ou artístico. Ao fundo, há uma estante com várias prateleiras cheias de papéis ou impressões organizadas, além de uma parede com imagens fixadas e um armário com materiais diversos. O ambiente parece ser um ateliê ou espaço de produção gráfica.

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1º Encontro do Festival de Bandas (Festibanda) - A

Explicação sobre bandas e instrumentos e sua importância. Entrevista com entrevistador não identificado falando de grandes nomes como Geraldo Pereira, Ary Barroso e Noel Rosa.

Locutor
As bandas são uma das expressões mais autênticas da cultura musical brasileira.
(música)
E como todas as coisas do mundo, elas também têm a sua história. Temos conhecimento da formação de pequenas bandas civis na Provença, ao sul da França na idade média. Mas foi nas cidades Alemãs, que elas se desenvolveram a partir dos séculos 16 e 17. A criação do clarinete, do saxofone e outros instrumentos de sopro muito contribuiu para o aprimoramento das bandas. Segundo o maestro José Siqueira, a banda é uma orquestra formada por instrumentos de sopro e percussão.
Entre os instrumentos de sopro, destacam se os flautins e flautas. O clarinete e o saxofone. Todos originalmente feitos de madeira. Ainda entre os instrumentos de sopro existem a tuba, o bombardino, cornetas e cornetins. A percussão conta com tambores, caixas de guerra e de repique, bumbo, surdo fuzileiro e outros instrumentos.
Os pratos dão colorido especial às bandas. No Brasil, as bandas existem desde a época colonial. Elas começaram a se formar nos primeiros 100 anos da nossa colonização nas fazendas de açúcar do nordeste. Durante o Império, ganharam importância com o surgimento das bandas militares, como a do corpo de fuzileiros navais. Fundada em 1872, foi da banda do corpo de fuzileiros navais que saíram músicos como os maestros Eleazar de Carvalho e Francisco Braga, hoje internacionalmente conhecidos. Foi também durante o Império que começaram a aparecer as bandas municipais. Formadas principalmente por amadores que tocavam pelo simples prazer de fazer música. A história da música popular brasileira está marcada pela presença das bandas. É o caso da banda Odeon, que participou das primeiras gravações em disco feitas no Brasil.
Chegaram a existir mais de 4000 bandas dos nossos municípios, foi a época de ouro das bandas, uma época que o tempo apagou. Compreendendo a importância das bandas na formação musical do Brasil, Heitor Villa-Lobos foi um dos seus maiores incentivadores. Também músicos como Altamiro Carrilho e Lírio Panicali muito fizeram para estimular as bandas de música. No entanto, a falta de recursos motivou o desaparecimento de inúmeras bandas municipais. Em 1973 contavam se menos de 2000. Compreendendo a importância das bandas na vida comunitária dos nossos municípios, o MOBRAL Cultural promove a realização de encontros de bandas de música. Muitas bandas já vêm se reorganizando graças à atuação do MOBRAL Cultural. Bandas com a participação de Mobralenses foram formadas, é o caso da banda de Dourados, ao sul de Mato Grosso. Finalmente, em agosto de 1975, ocorreu o primeiro encontro regional de bandas. Realizado no Rio Grande do Norte, reuniu as bandas da região do Seridó. Em outubro de 1975, o MOBRAL, com colaboração de diversas entidades, promoveu em Minas Gerais o primeiro festival estadual de bandas de música, o primeiro Festibanda. Saiu vencedora, entre quase 100 bandas participantes, a Filarmônica Rio Branco, premiada com o troféu Carlos Gomes. Assim, através da ação do MOBRAL Cultural, procura se reavivar uma tradição e, sobretudo, valorizar os músicos das comunidades e as bandas que novamente voltaram a tocar.

(música) A luz e a sombra
Chegou a hora
Dessa gente bronzeada mostrar seu valor
Eu fui à Penha
Fui pedir à Padroeira para me ajudar

Salve o Morro do Vintém
Pendura a saia, eu quero ver (eu quero ver)
Eu quero ver o tio Sam
Tocar pandeiro para o mundo sambar

O Tio Sam está querendo
Conhecer a nossa batucada
Anda dizendo que o molho da baiana
Melhorou seu prato

Vai entrar no cuscuz, acarajé e abará
Na Casa Branca já dançou a batucada com Ioiô, Iaiá
Brasil, Brasil esquentai vossos pandeiros
Iluminai os terreiros
Que nós queremos sambar

Há quem sambe diferente noutras terras
Outra gente, um batuque de matar
Batucada, reúne vossos valores
Pastorinhas e cantores
Expressão que não tem par, ó meu Brasil

Brasil, esquentai vossos pandeiros
Iluminai os terreiros
Que nós queremos sambar

Brasil, esquentai vossos pandeiros
Iluminai os terreiros
Que nós queremos sambar

O Tio Sam está querendo conhecer
A nossa batucada
Anda dizendo que o molho da baiana
Melhorou seu prato

Vai entrar no cuscuz, acarajé e abará
Na Casa Branca já dançou
A batucada com Ioiô, Iaiá

Ioiô, Iaiá
Ioiô, Iaiá
Ioiô, Iaiá

Entrevistador:
Geraldo Pereira

Entrevistado:
Geraldo Pereira era um negro ali de Mangueira. Muito meu amigo. Eu gostava demais. Ele é o autor de “esc... escurinhas escuta direitinho”, é uma coisa assim. E entre elas, ele tem um número que eu gosto muito, que eu, se você me permite, eu vou cantar em homenagem, em homenagem póstuma a Geraldo Pereira.

(música)
De madrugada voltei do baile
Na certa de encontrar a minha amada
Achei a janela aberta e as portas
Quero esquecer mas não posso
Tive um pouco de remorso
As horas já eram mortas

Entrei e verifiquei toda a casa
Meus ternos já eram cinza
E meu violão era brasa
Bati na janela da vizinha
Dona Estela me diga, pra aonde foi Florisbela?
A vizinha respondeu
Quando notei a fumaça
Bem que eu disse, ó Florisbela
Não são coisas que se faça
Ela contou-me chorando que lhe viu nos braços de outro alguém
Oh meu vizinho, a razão dá-se a quem tem
Botei fogo também

Entrevistado:
Assim era Geraldo Pereira.

Entrevistador:
E o Ary Barroso, de que tanta história de vaidade se conta?

Entrevistado:
O Ary Barroso?

Entrevistador:
E do gênio também.

Entrevistado:
Exato. O Ary Barroso é, além de tudo, o meu conterrâneo. O expoente da música popular, um amante fervoroso do futebol, o Ary da gaita, aquele homem que no campo do Vasco há tempos há muitos anos, os portões do campo ficava aberto para todas as pessoas que quisesse assistir os jogos. Um dia o Ary Barroso foi proibido de entrar lá porque eu não sei. Teve que radiar o jogo em cima de um telhado, de uma casa vizinha, dessas coisas muito própria da pessoa que se esquece que o seu direito só é direito até onde começa o direito do seu semelhante. O Ary Barroso, como meu conterrâneo, ele que me desculpe a ausência. Eu tenho muito respeito, muita admiração por ele, considerando ele um grande compositor. Ele, das vezes que eu tive a satisfação de me encontrar com ele. Em qualquer lugar, ele sempre teve algo de crítica para fazer dos seus colegas. Eu não ouvi nenhuma vez durante a sua ascensão, a glória ele elogiar um colega, por melhor que ele fosse, por mais, por melhor bem que ele quisesse, nunca fez referência, então nele como todos nós foi uma dosagem a mais de certa vaidade de personalismo, esquecendo na certa que nem de que todos nós estamos daqui de passagem, cumprindo o nosso papel. Se o nosso papel é destacado o lado bom, todo mundo fala do lado bom, se é do lado negativo, “estamos assim, coitado eu bem que avisei a ele, todo mundo é assim”, isento de culpa. Não é o caso do Ary Barroso. O Ary Barroso foi um grande, um extraordinário, porém muitíssima vaidoso e a sua vaidade deu a ele acima, dimensão um pouco recomendável, porque o Ary Barroso há que se falar muito pelo muito que ele fez, deixando essa manifestação pessoal do lado, porque isso aí é até certo ponto imposto por determinado complexo que se ignora que talvez o processo de menino, talvez ele tivesse sofrido muito. Talvez ele, ele que me contou que muitas noites dormiu na praça Paris, no banco da praça Paris. Quer dizer, quando ele conseguiu uma situação de destaque, ele ficou assim odiando involuntariamente, a maior parte das pessoas que têm certa posição e que não fazem nada pelos famintos, pela pessoa que não tem abrigo. Talvez seja isso, de modo que eu falo com muito, muito, muita admiração, com muito pesar das medidas que ele, durante a sua participação na música popular do Brasil, teve, quer dizer assim.

Entrevistador:
Você se lembra de algum caso assim? Típico disso.

Entrevistado:
Ah, é muitos. Por exemplo, o Noel Rosa. O Noel Rosa foi o poeta da Vila, um grande extraordinário poeta da Vila, humilde, simples. Acontece que o Ary Barroso nunca fazia referências religiosas ao Noel Rosa. E no dia do seu falecimento, coube a mim uma alça do caixão, outro ao Patrício Teixeira, o ser (incompreensível) incorrigível, outra ao Ary Barroso, e não dispensamos os nossos lugares na condução para o Campo Santo...

Sans titre

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