Showing 5577 results

Archival description
Print preview View:

5551 results with digital objects Show results with digital objects

07 - Negras de diferentes nações, J.B. Debret, Viagem Pitoresca ao Brasil - Edição Comemorativa do IV Centenário da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, 1965, Fac-símile da edição original de Firmin Didot Frères, Paris, 1835.

Abolição do tráfico de escravos.

Os quacres, em 1727, censuraram o tráfico de escravos em Londres, e obtiveram sua abolição na Pensilvânia, em 1774; e, em 1808, o Parlamento da Inglaterra sancionou a abolição total do tráfico de escravos.

Na França, o tráfico de escravos, genuinamente abolido em 1815, havia sido abolido muito antes, durante a Revolução Francesa.

No Brasil, um tratado celebrado com a Inglaterra, e ratificado no Rio de Janeiro, em 23 de novembro de 1826, por Dom Pedro I, imperador constitucional do Brasil, fixa o momento da abolição do tráfico negreiro, neste império, no mês de novembro de 1829. Ele recebeu pontualmente sua execução.

Explicação dos detalhes da imagem 22.

Para completar as lembranças do viajante europeu que visitou a capital do Brasil, reuni aqui uma coleção de negras, cujas raças e condições variam. Mais tarde, reproduzirei os negros em uma folha especialmente reservada para eles.

N° 1. Rebola, empregada, imitando com sua lã de crepe as massas de cabelo do penteado de sua senhora.

Nº 2. Congo, negra libertada e esposa de um negro trabalhador (traje de visita).

Nº 3. Cabra, crioula nascida de um mulato e uma negra, tez mais escura que mulata (traje de visita).

Nº 4. Cabinda, parteira de vestido, para levar uma criança ao batismo.

Nº 5. Crioula, escrava de uma casa rica, a baeta na cabeça (grande xale de lã preta).

Nº 6. Cabinda, empregada de uma jovem rica.

Nº 7. Benguela, empregada da dona de uma casa opulenta.

Nº 8. Callava, jovem escravo vendedor de verduras, tatuado com terra amarela; seu cabelo é usado com uma tira de crina adornada com miçangas, e usa pingentes do mesmo material presos ao cabelo.

Nº. 9. Moçambicana, recém-casada negra livre.

Nº 10. Mina, primeira escrava de um mercador europeu (uma sultana favorita submetida a açoites).

Nº 11. Monjolo, enfermeira idosa e babá, em uma casa rica.

Nº 12. Mulata, nascida de branco e negra, mulher entretida.

Nº 13. Moçambique, escravo de uma casa de fortuna mediana.

Nº 14. Benguela, escrava vendedora de frutas, cabelo feito com tubos de contas.

Nº 15. Cassange, primeira negra de um artesão, homem branco.

Nº 16. Angola, negra livre vendedora de hortaliças (quitandeira).

As negras Monjolos são particularmente mal-humoradas e compartilham a alegria, a coqueteria e, sobretudo, o ardor dos sentidos, que caracterizam os Congos, os Rebolas e os Benguelas.

Untitled

Treze Adivinhas

Trabalho feita à Comissão Nacional de Folclores por Mario Martins Meireles, da Comissão Maranhense.

A adivinha é uma das manifestações da sabedoria, arte e literatura populares mais interessantes da cultura popular brasileira, sendo pouco explorada, as adivinhações apresentadas nesse trabalho é uma homenagem à essa espécie de manifestação folclórica.

Untitled

Seção Biblioteca em Educação

Biblioteca originária do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (1937), ao ser transferida para Brasília em 1977, parte do seu acervo foi deixado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 1981, centralizou os acervos das bibliotecas setoriais existes do Ministério da Educação (MEC), tornando-se uma unidade depositária das publicações produzidas pelos órgãos da administração direta e indireta do Ministério da Educação, Cultura e Desporto, ficando com o gerenciamento e a responsabilidade por organizar, preservar, conservar e disseminar todas as publicações produzidas por meios tipográficos, reprográficos, datilográficos ou afins que versassem sobre a matéria técnica ou científica pertinente à área da educação, cultura e desportos, convencionais ou não convencionais e responsável pelo armazenamento da memória do Inep e de uma parte da história da educação no Brasil.

Pesquisa de Avaliação do PES, 1981

Em 1976, o MOBRAL iniciou a implantação do Programa de Educação Comunitária para a Saúde (PES) que atualmente atinge todas as Unidades da Federação e cerca dos mil municípios. A ação educativa do (PES) consiste, basicamente, em estimular a população, através de mecanismos de participação comunitária, a conhecer sob novos enfoques seus problemas de saúde e a promover soluções visando minimizá-los.

Untitled

Estudo sobre o Programa de Autodidatismo, 1981

Estudo sobre o Programa de Autodidatismo com objetivo de Caracterizar quantitativamente o PA em sua fase de expansão quanto a: número de ingressos por ano e número de roteiros lidos; caracterizar os alunos que se inscreveram pela primeira vez no Programa; caracterizar os monitores; e caracterizar o local de desenvolvimento de atividades do PA.

Untitled

Explicação sobre o Funcionamento do Posto Cultural e da Mobralteca

Informações sobre o funcionamento dos Postos Culturais e da Mobralteca.

Homem:
Dos postos culturais
O sucesso do posto cultural está muito ligado à programação de suas atividades e consequentemente ao seu animador que é o encarregado da área cultural ECULT. Mas é bom lembrar que o encarregado da área cultural não está sozinho para realizar o seu trabalho. Ele poderá ter auxiliares para dividir as suas tarefas. Para tanto, ele deve procurar:

Mulher:
Ter um bom relacionamento na comunidade;

Homem:
Ter disponibilidade de horário para dinamizar o posto;

Mulher:
Ser objetivo, buscando dentro da própria comunidade, sempre que possível, a solução para alguma dificuldade que surja;

Homem:
Ser criativo, adequando o programa às realidades e aos interesses locais;

Mulher:
Ser dinâmico e interessado, procurando cumprir as suas atribuições de acordo com os objetivos do Mobral Cultural;

Homem:
A preparação para o bom funcionamento do Posto Cultural se inicia com a escolha de sua localização e a determinação do seu horário de funcionamento.

Mulher:
O Posto Cultural deve ser instalado, de preferência, em local com poucas oportunidades de diversão, sempre visando favorecer a frequência do mobralense próximo à sua residência ou às classes do MOBRAL. É bem verdade que não se deve deixar de considerar as características da região e as condições locais existentes. Da mesma forma, o horário de funcionamento deve ser determinado conforme o interesse do público que vai frequentá-lo. Como a clientela mobralense geralmente trabalha durante o dia e estuda à noite, o Posto Cultural deve funcionar, de preferência, à noite e durante os fins de semana. Entretanto, como ele é aberto a toda a comunidade, deverá funcionar também algumas horas durante o dia. A partir daí, o Posto Cultural já tem os requisitos básicos para funcionar bem: um bom local, um encarregado dinâmico, horários adequados.

Homem:
Para que a comunidade, especialmente o mobralense, frequente o posto cultural, é preciso que saibam onde ele se localiza e o que oferece. Para isso, o encarregado da área cultural deve começar a divulgar o posto antes mesmo da sua instalação. O primeiro passo é informar a todos o endereço e a data de inauguração, convocando alunos, professores do MOBRAL, elementos da comissão municipal e da comunidade para participar das atividades da inauguração. Depois, durante o funcionamento do posto, suas promoções devem ser divulgadas permanentemente. É importante que o encarregado da área cultural mantenha-se informado sobre os interesses e recursos culturais dos frequentadores do posto para poder programar as atividades.

Mulher:
Torna-se necessário que o encarregado da área cultural esteja em contato constante com os demais encarregados na comissão municipal. Assim, ele poderá fazer um planejamento conjunto das atividades culturais de apoio aos demais programas do MOBRAL. Informando-se sobre os horários de aulas ou de trabalho dos mobralenses, ele poderá marcar atividades em horas que favoreçam a participação desses frequentadores. Conhecendo os interesses da comunidade e os recursos de que ela dispõe, o encarregado da área cultural será capaz, então, de planejar a programação do mês. Durante a divulgação, ele pedirá aos professores dos cursos do Mobral que procurem o posto para nele algumas vezes darem aulas ativas. Nessas aulas, eles utilizariam o material existente para o enriquecimento de suas lições.

Homem:
Em todas essas tarefas, o encarregado da área cultural precisará do apoio dos demais elementos da Comissão Municipal. Sempre que houver reuniões da comissão municipal, o encarregado da área cultural deverá participar para informar sobre o desenvolvimento do programa, saber dos interesses das demais áreas e planejar, em conjunto com os demais elementos, as atividades da área cultural. Quanto às atividades que possam ser desenvolvidas nos postos culturais e quanto à melhor maneira de dinamizá-las, o encarregado da área cultural encontrará orientação nas sugestões de atividades enviadas pelos diversos subprogramas aos postos culturais.
Para manter o posto cultural sempre ativo, ele poderá atuar também em colaboração com entidades ou grupos ligados à área cultural. Assim, as iniciativas locais no campo da cultura serão valorizadas. Por isso, o encarregado da área cultural deve participar dos treinamentos realizados pela Agência Cultural ou pelo Subsistema de Supervisão Global e manter a Agência Cultural, Coordenação Estadual ou Territorial informada quanto às ocorrências na sua área. Deve também solicitar esclarecimentos e fornecer sugestões através do fluxo do subsistema de supervisão global.

Mulher:
Para facilitar o intercâmbio dessas informações, o Mobral Central envia aos postos instrumentais de controle e avaliação fichas que devem ser preenchidas pelo encarregado da área cultural e devolvidas ao Mobral Central. O correto preenchimento e o envio sistemático dessas fichas facilitarão a supervisão do programa, a avaliação do trabalho de campo e a realimentação periódica dos postos culturais.

(Música)
A Mobralteca está chegando! Quem quer pode chegar! Mobralteca é a porta aberta! Venha participar!

Homem:
Todos já ouviram falar na Mobralteca. Alguns já conhecem, outros terão a oportunidade de conhecê-la à medida que ela for visitando os municípios do país. A Mobralteca é a unidade móvel destinada à execução das atividades do Programa Mobral Cultural. É, portanto, um posto cultural sobre rodas. A equipe que viaja com a Mobralteca é composta de três elementos: animador, operador e motorista. É pouca gente para muito trabalho. Por essa razão, a Mobralteca necessita, para o seu pleno funcionamento, do apoio das Coordenações Estaduais, Coordenações Territoriais, coordenações municipais e comunidade.

Mulher:
Por ocasião da visita da Mobralteca, esse apoio pode ser definido em três momentos: preparação, divulgação e funcionamento. Vamos ver como se dá esse apoio durante o primeiro momento.
A preparação:

Homem:
Ao Centro Cultural cabe trocar informações e sugestões com a Coordenação Estadual e Territorial para elaborar o roteiro de viagem da Mobralteca.

Mulher:
Cabe à Coordenação Estadual, principalmente ao agente cultural, coordenar e supervisionar a Mobralteca nos estados.

Homem:
À comissão municipal cabe preparar as comunidades para receber a Mobralteca.

Mulher:
O êxito da Mobralteca depende necessariamente do apoio que as comunidades oferecem antes e durante a sua passagem. Daí a importância da divulgação, que deve ser feita através de emissoras locais de rádio e TV, jornais, faixas colocadas nas principais ruas da cidade, serviço de alto-falante, cartazes da Mobralteca fornecidos pelo Mobral Cultural.
Você deve ter em mente que a mobilização dos mobralenses, ex-mobralenses, professores do Mobral e, enfim, da comunidade inteira é fundamental para o sucesso da Mobralteca no município. Por isso, o encarregado pedagógico, encarregado de mobilização e supervisor de área devem visitar as classes informando os professores e alunos do MOBRAL sobre a visita da Mobralteca e solicitando sua presença e participação nas atividades programadas. Se isso não for feito, o mobralense poderá não desfrutar das atividades da Mobralteca.

Homem:
Já o funcionamento é assim: quando a Mobralteca chega à cidade, a Comissão Municipal já deve ter designado os elementos que farão a montagem e desmontagem da unidade volante, auxiliando ainda no que for necessário. A Mobralteca funciona em geral das 17 às 22 horas. Em média, ela permanece em cada cidade quatro dias, dois na viagem de ida e dois na viagem de volta, podendo variar essa permanência de acordo com seu roteiro. A Coordenação Estadual sempre recebe um treinamento específico sobre o funcionamento da Mobralteca, por ocasião de sua visita a cada unidade da Federação. Lembre-se de que a Mobralteca é um grande veículo de mobilização que deve ser explorado em todo o seu potencial por isso a agência de mobilização deve utilizá-la para fazer recrutamento de alfabetizadores e analfabetos.

Mulher:
Agora que já sabemos o que é a Mobralteca, vamos ver como é a sua programação em campo. De maneira especial, vamos ver como são dinamizados os subprogramas do Mobral Cultural através de suas diversas atividades. No Subprograma Teatro, as atividades são: ginástica rítmica, com apresentação de grupos organizados de ginastas;

Homem:
Leitura dramatizada de textos selecionados;

Mulher:
Exibição de grupos amadores com repertório previamente selecionado e aprovado;

Homem:
Jogos dramáticos;

Mulher:
Teatro de Bonecos.
No Teatro de Bonecos são os três elementos da equipe da Mobralteca que se ocupam da movimentação dos bonecos, de acordo com as histórias apresentadas, cujo texto é gravado em fita.

Homem:
Para estimular a organização de conjuntos improvisados e grupos de batucada, a Mobralteca conta com instrumentos musicais, postos à disposição do público.

Mulher:
O subprograma rádio apresenta gravações de Domingo Mobral através dos alto-falantes da Mobralteca no mesmo horário em que o programa é transmitido pelas emissoras locais.

Homem:
O Subprograma Artes Plásticas se faz presente pela exposição das reproduções de telas de artistas nacionais e estrangeiros. O valor histórico e outras explicações a respeito dos quadros são levados ao público em legendas especiais colocadas nas próprias reproduções.

Mulher:
Nas sessões de cinema da Mobralteca, são apresentados filmes de curta ou longa-metragem com o objetivo de informar, mobilizar e divertir as populações.

Homem:
A Mobralteca desenvolve o Subprograma de Literatura emprestando livros e organizando o concurso de crônicas e outros tais como: ‘Quem é o autor da letra e da música?’, ‘Coro falado ou jogral?’. Enquanto isso, através de um circuito interno de TV a cores, a televisão transmite uma programação gravada previamente selecionada.
Mulher:
O Subprograma Arte Popular e Folclore funciona na Mobralteca. Com o Baú da Criatividade, que oferece ao público material para trabalhos em couro, madeira, tapeçaria, lã, pintura e desenho. O Baú da Criatividade é uma das mais ricas atividades desenvolvidas durante as viagens da Mobralteca. Com a apresentação de grupos folclóricos das localidades onde a Mobralteca se apresenta. Com exposição de arte popular, visando divulgar o trabalho dos artistas locais. Além disso, durante o funcionamento da Mobralteca, são distribuídas as publicações do Mobral, jornais e revistas.

Homem:
Os torneios e gincanas constituem um ponto forte na programação da Mobralteca pelo seu alto potencial mobilizador. Além dessas atividades, a Mobralteca ainda apresenta o show ao vivo. Esse show é comandado pelo animador da Mobralteca, que solicita a participação dos mobralenses, artistas locais e pessoas da comunidade para o desenvolvimento do espetáculo. Ao mesmo tempo que funciona como divertimento, o show é poderoso elemento para a divulgação dos demais programas do MOBRAL e de outras atividades que a Mobralteca e o Posto Cultural oferecem à comunidade.

Mulher:
O encarregado cultural deve aproveitar a visita da Mobralteca para reativar os elementos da comissão municipal, procurando realizar um trabalho entrosado com o encarregado pedagógico e encarregado de mobilização, visando o atingimento das metas do Mobral no município. Da mesma forma, deve ser feito o planejamento das atividades a serem realizadas na Mobralteca e no Posto Cultural, visando o melhor aproveitamento do aluno e reciclagem do professor.

Homem:
Recursos materiais dos Postos Culturais.
Basicamente, o Posto Cultural a ser implantado recebe do MOBRAL uma biblioteca com 124 livros, um rádio e instruções para sua dinamização instrumentais de controle e avaliação. Ao chegar ao posto, o material vem acompanhado de dois documentos: guia de transferência (GT) e termo de entrega e responsabilidade (TER).

Mulher:
Você como encarregado da área cultural, recebe duas vias da guia de transferência, onde está relacionado todo o material enviado. Depois de conferi-lo, remeta à segunda via, devidamente assinada, à Coordenação Estadual que tomará as providências necessárias. O Termo de Entrega e Responsabilidade é o documento que torna você o responsável pelo material entregue. Qualquer irregularidade em relação ao material recebido, desde que verificada no ato do recebimento, deverá ser imediatamente comunicada, por escrito, ao agente cultural na Coordenação Estadual ou Coordenação Territorial.

Homem:
Quanto ao material elétrico, seja ele rádio, gravadora ou qualquer outro aparelho, leia com atenção os folhetos explicativos que os acompanham. Após a implantação e a partir da dinamização das atividades nos postos culturais, a intenção do MOBRAL é fazer uma realimentação do material específico dos diversos subprogramas. Texto de teatro, publicações, fitas, slides, filmes, livros, quadros, etc. Todo esse material para os subprogramas será constantemente renovado, mas só esse. Lembramos que o Mobral Cultural não faz realimentação de material de apoio. O encarregado da área cultural deve manter o posto sempre abastecido com o material suficiente para a realização das atividades recorrendo quando necessário à comunidade.

Mulher:
Além de seu material básico, o posto poderá receber doações tanto para a parte cultural como para a parte de apoio. As doações de material cultural constituem-se de livros, discos, fitas, tapes, filmes, publicações e impressos, cartazes, diapositivos, diafilmes, peças teatrais, scripts e textos diversos. As doações de material de apoio são as que se referem a fichas, papel, canetas, clipes, móveis, utensílios e equipamentos. Quando receber qualquer doação, o encarregado da área cultural deve preencher a ficha de Comunicação Interna de Doação, procurando certificar-se quanto à origem e propriedade do material.

Homem:
Registrar dados pessoais do doador, seu nome, identidade e endereço;

Mulher:
Solicitar ao doador que diga o valor do bem doado, bem como o tempo de uso no caso de material usado.

Homem:
Listar o material doado, especificando cada um, ou seja, se é material cultural ou material de apoio.

Mulher:
Enviar ao agente cultural a ficha de comunicação interna de doação para aprovação.
Homem:
Lembramos que qualquer doação só poderá entrar em uso no Posto Cultural após a aprovação do agente cultural, que estará na Coordenação Estadual ou Coordenação Territorial à disposição do encarregado da área cultural para esclarecer quaisquer dúvidas. A nível municipal, a comissão municipal pode contar com o auxílio de um técnico em assunto de material ou encarregado da área de apoio e informação.

Mulher:
Subprogramas:
Os subprogramas são o cérebro, os nervos e o sangue dos postos fixos e da Mobralteca. São eles: música, patrimônio histórico, artístico e de reservas naturais, artes plásticas, arte popular e folclore e artesanato, rádio, literatura, cinema, publicações, teatro. Há ainda um setor de apoio a todos os subprogramas: pesquisa, avaliação e documentação. Os subprogramas, além de ampliar o horizonte do aluno, do Mobral e da comunidade, pretendem valorizar sempre as manifestações da cultura local. Vamos ver agora como se desenvolvem esses subprogramas nos postos culturais:

Homem:
O Subprograma Música destina-se, não apenas a preencher as horas de lazer dos frequentadores dos nossos postos culturais, mas também divulgar as obras populares e clássicas dos compositores brasileiros e estrangeiros. Através das suas diferentes atividades, o Subprograma Música poderá provocar o aparecimento de vocações artísticas inéditas, ocasionando ainda a aquisição de novos conhecimentos ou a ampliação daqueles que já foram adquiridos.
Existem também outros objetivos do Subprograma Música que são bastante específicos. Além de despertar na clientela o gosto por todas as formas musicais, ele se propõe a fixar o hábito da audição de peças clássicas e de música popular. Isso será feito através de fitas gravadas ou de programas radiofônicos especializados. Ativando as manifestações musicais das diversas regiões do país e procurando preservar as formas mais autênticas do nosso cancioneiro regional típico. Ele age como fator de mobilização, recrutando alunos para nossas classes. Existem vários modos de atingir os objetivos do subprograma música. O homem é a meta do Mobral. Vamos valorizá-lo, incentivando a sua criatividade. Você pode aproveitar esse lado positivo que todas as pessoas têm, utilizando as sugestões de atividades que irá receber. Vamos ver algumas:

Mulher:
Encontro de compositores do município;

Homem:
Formação de bandas de música, conjuntos regionais e corais;

Mulher:
Apresentações de seresteiros, repentistas, violeiros, sanfoneiros e outros músicos.

Homem:
Show de calouros;

Mulher:
Pesquisas sobre vida e obra de compositores e intérpretes populares. História dos grandes compositores da música clássica universal;

Homem:
Jogos musicais.

Mulher:
Além de divertidas, essas atividades são também educativas, porque acrescentam novos conhecimentos.
Nunca deixe a divulgação num segundo plano. Todas as atividades precisam ser conhecidas e comentadas. Use todos os meios de divulgação ao seu alcance, a imprensa local, o rádio e a televisão, se for possível. Convoque outro grupo para esta finalidade. As pessoas interessadas em artesanato e pintura poderiam fazer cartazes e espalhá-los pela cidade em lugares como cinemas, restaurantes, bares, rodoviárias e estações de trem.

Homem:
Subprograma de Patrimônio Histórico e de Artes Plásticas.
O Subprograma de Patrimônio Histórico tem por objetivo mostrar às comunidades a importância de valorizar e preservar seus bens históricos e naturais. Através desse subprograma, o Mobral Cultural pretende alcançar a conservação e o estudo dos monumentos arquitetônicos, obras de arte e recursos naturais. a valorização dos locais antigos e sua região, integrando-os à vida cultural da comunidade. Como poderemos alcançar os objetivos propostos anteriormente, ou seja, estudar, conservar, dinamizar e divulgar o patrimônio histórico e os recursos naturais do seu município? Daremos algumas ideias que talvez vocês já conheçam, mas que é sempre bom lembrar. Com o objetivo de estudar e conservar o patrimônio histórico do seu município, poderão ser organizadas excursões ou mesmo piqueniques aos locais de maior importância histórica ou natural.
Mulher:
Com a finalidade de divulgar o patrimônio do seu município, poderão ser organizados espetáculos de teatro, música, projeção de filmes, etc nos locais antigos e históricos.

Homem:
Antes de tudo, faça um levantamento dos monumentos, locais históricos e naturais do seu município. A atuação do encarregado da área cultural ECULT é essencial para que essas atividades sejam realizadas e que o envolvimento da comunidade na programação seja efetivo.

Mulher:
O Subprograma de Artes Plásticas pretende valorizar e estimular a criatividade do homem, fazendo expressar-se através de cores e formas. O Subprograma de Artes Plásticas pretende alcançar os seguintes objetivos: estimular a nossa clientela a conhecer as artes plásticas em geral e contribuir para apurar o gosto estético do mobralense e da comunidade em geral;

Homem:
Incentivar a pesquisa sobre os artistas que fazem parte da pinacoteca do posto cultural;

Mulher;
Utilizar os textos explicativos enviados aos postos culturais para melhor conhecimento das diversas fases das artes plásticas;

Homem:
Incentivar a valorização dos artistas locais;

Homem:
Divulgar os artistas locais promovendo exposições e concursos;

Mulher:
Organizar e dinamizar a Pinacoteca do posto de acordo com as instruções já recebidas;

Homem:
Promover palestras, debates convidando artistas locais e a comunidade em geral.

Mulher:
Em relação ao Subprograma Teatro, os municípios terão dois tipos de atividades diferentes. Vamos falar primeiro dos espetáculos teatrais, que são realizados por um grupo de teatro amador contratado pelo MOBRAL para excursionar pelo Estado apresentando peças. É grande o poder de mobilização do teatro. Querem um exemplo? No Ceará, em Quixadá, só depois da passagem do grupo de teatro é que foi atingida a meta para recrutar alunos e levá-los às classes do MOBRAL. Quando o seu município receber o grupo de teatro, procure, dentro de suas possibilidades. Primeiro: atender às solicitações de colaboração feitas pela Coordenação Estadual. Segundo: seguir as instruções para melhor explorar os benefícios do espetáculo. Sendo gratuito, o aluno do MOBRAL talvez vá, pela primeira vez na vida, assistir a uma peça teatral. E não esqueça que o espetáculo é gratuito também para toda a comunidade. A coordenação estadual indicará no município o responsável pela ficha de avaliação que será enviada na ocasião oportuna. É muito importante que essa ficha seja cuidadosamente preenchida. Só através das informações vindas de campo, o Mobral Cultural poderá avaliar se os objetivos estão sendo atingidos.

Homem:
O segundo tipo de atividade deste subprograma é o que chamamos de Laboratório de Teatro. São atividades realizadas dentro ou fora do posto cultural, com a participação de seus frequentadores. Pequenas dramatizações, leituras dramatizadas, teatro de bonecos, jogos dramáticos, folguedos populares ou danças típicas da região. No próprio posto cultural, há livros e apostilas, contexto de peças teatrais. Procure saber qual o texto mais fácil e que trará maior interesse à sua comunidade.

Mulher:
Subprograma de Arte Popular e Folclore: Artesanato: Você já realizou no Posto Cultural diversas atividades do Subprograma Arte Popular e Folclore. Dos projetos deste subprograma, o que tem despertado o maior interesse é o do artesanato. É dele que iremos falar primeiro. Todos sabemos que a produção artesanal no Brasil é grande e muito rica. Muitas vezes, o artesanato é a única fonte de renda de um chefe de família. Por isso, o projeto pretende desenvolver, ampliar e registrar a produção do artesanato autêntico dos municípios.

Homem:
Distribuir e comercializar essa produção;

Mulher:
Fixar o artesão em seu ambiente.
Homem:
Melhorar a situação social e econômica do artesão;

Mulher:
Fazer do posto cultural um ponto de encontro de artesãos;

Homem:
Utilizar a atividade artesanal no posto como elemento ativo para mobilizar novos frequentadores e também alunos para os novos cursos de Alfabetização Funcional e Educação Integrada.

Mulher:
Para que você possa conseguir realizar os objetivos propostos, o MOBRAL dividiu o Projeto Artesanato em duas fases. A primeira fase refere-se ao cadastramento dos artesãos e ao levantamento das diversas modalidades de artesanato local. A segunda fase, ainda em implantação, refere-se à comercialização do produto artesanal. Para fazer o cadastramento do artesão e o levantamento do artesanato, você receberá material específico. Cartazes chamando o artesão para o posto cultural. Textos para divulgação nos jornais, emissoras de rádio e televisão, serviços de alto-falantes e outros meios de comunicação de massa. Fichas para o registro do artesão, arquivo em metal para você guardar estas fichas servindo inclusive como material permanente de consulta. Livro de registro dos trabalhos expostos no Posto Cultural para divulgação e possível venda do produto local. Você já sabe que a comercialização do artesanato também será feita no Posto Cultural. Na época oportuna, o Mobral Central enviará as instruções necessárias.

Homem:
O Subprograma Arte Popular e Folclore não se prende exclusivamente ao artesanato. É necessário valorizar o folclore com suas danças, roupas coloridas, músicas, ritmos e instrumentos incentivando sua divulgação e apresentação no posto cultural. Vai depender muito de você. O seu entusiasmo e a sua atividade é que dinamizarão as atividades folclóricas no posto cultural.

Musica:
Domingo Mobral, Domingo Mobral

Mulher:
O Subprograma Rádio vem desenvolvendo o programa Domingo Mobral através de uma rede de emissoras que se propõe a cobrir todo o território nacional. O programa Domingo Mobral é basicamente o veículo dos demais subprogramas do Mobral Cultural. Desta maneira, transmite informações ligadas a teatro, patrimônio, folclore, música popular e clássica, artes plásticas, literatura, higiene e saúde e ainda esporte. Procure despertar nos alunos e ex-alunos do MOBRAL o interesse em escrever cartas, solicitando músicas e outros assuntos ao programa. Eles serão estimulados, assim, a praticar uma das coisas que aprenderam nas classes do MOBRAL: escrever.
Você deve reunir grupos para ouvir o programa no próprio Posto Cultural. Cada posto receberá um rádio. Você deve explorá-lo. Procure, depois da transmissão, comentar e analisar o programa, estimulando o ouvinte a dar sua opinião. Entre em contato com as emissoras locais, no sentido de obter divulgação para o posto e suas atividades, trazendo, assim, mais frequentadores ao posto. Dê preferência à emissora que transmite o programa Domingo Mobral.

(música)
Senhor Capitão tirar esse peso do meu coração...

Homem:
Subprograma Literatura pretende preservar a literatura oral, estimular e criar o hábito da Leitura. É necessário que você desenvolva algumas atividades, recolha e documente a literatura oral de sua comunidade. Procure casos pitorescos, lendas, histórias que foram passando de boca em boca, de geração para geração, sem que fossem registradas. Tudo isso forma literatura oral e tende a se perder no tempo caso não seja documentado por escrito ou talvez até gravado. Com essa atividade, você estará colaborando para que a cultura de sua comunidade seja mais divulgada. Envie o material à coordenação do MOBRAL de seu estado que tomará as devidas providências.

Mulher:
Dependerá muito ou quase inteiramente de você a execução efetiva das sugestões de atividades. Para a dinamização da biblioteca, documento enviado pelo MOBRAL Cultural a todos os postos. Procure, com sua criatividade, enriquecer as sugestões enviadas. É importante que a literatura não venha a se tornar apenas uma atividade ligada ao empréstimo de livros. Precisamos levar o livro aos frequentadores do posto e o frequentador do posto ao livro. Tudo o que você puder fazer neste sentido será válido. Você encontrará nestas sugestões ideias que irão tornar variada a programação referente à literatura no posto cultural.

Homem:
Como todos os outros subprogramas do Mobral cultural o subprograma cinema depende de você para dinamizar as atividades e para mobilizar a comunidade na participação do programa cultural levado a campo.

Mulher:
Subprograma Publicações. Você sabe que os jornais, as revistas e mesmo os almanaques despertam a curiosidade de qualquer pessoa com suas notícias, fotografias e desenhos. Esse material impresso é um dos recursos mais eficientes para a divulgação e expressão da nossa cultura. As revistas, por exemplo, as histórias em quadrinhos, as fotonovelas e as diversas sessões que elas contêm, trazem sempre novos conhecimentos à clientela do posto cultural. É através de jornais, revistas e almanaques que estimulamos o hábito da leitura. Quem lê uma dessas publicações, por certo, vai ficar sabendo de muitas coisas sobre o teatro, cinema e televisão. Tomará conhecimento sobre o folclore, a música, a pintura, o patrimônio e o artesanato. E também aprenderá a fazer um mundo de coisas novas, coisas que jamais imaginou.
Os três periódicos básicos do Mobral poderão ser associados da seguinte maneira: Jornal do Mobral para os alunos de Alfabetização Funcional; Jornal Integração para os alunos das classes de Educação Integrada; Jornal Mural do Mobral com informações e espaço em branco. As bibliotecas dos nossos postos culturais podem favorecer o acesso às publicações que contêm alguma coisa de interesse dos subprogramas. Além disso, elas somam novos conhecimentos àqueles que já foram adquiridos nas salas de aula. Para atingir essa finalidade, você deverá indicar aos frequentadores dos postos quais os jornais e revistas que trazem fatos interessantes sobre música, teatro, cinema, rádio, televisão, artesanato e artes plásticas ou ainda sobre o patrimônio. Esses jornais são, no Mobral, uma fonte de estudo ao lado de nossas cartilhas e livros-texto. Você, é claro, conhece bem essas publicações. Procure colocá-las sempre em local de fácil acesso. Mantenha-as à vista de todos. Assim, ninguém deixará de tomar conhecimento delas.

Homem:
A pesquisa, avaliação e documentação foi criada com o objetivo de documentar, isto é, registrar e classificar o material e os dados enviados de campo. Todo esse material é importante para os subprogramas, servindo de apoio para o desenvolvimento de seus trabalhos. Todo o material enviado para a instalação do posto cultural, tal como os livros, deverá ser registrado de acordo com o manual de instruções, facilitando a consulta. Muitas vezes o posto receberá doações da comunidade, como fitas, discos, slides, etc. Para a rápida localização desse material, ele também deverá ser documentado de acordo com as instruções do manual.

Mulher:
Para ajudá-lo numa pesquisa dos interesses do frequentador e avaliar se o posto está atendendo a estes interesses é que o Mobral Central está enviando a ficha do frequentador. Esta ficha é para uso exclusivo do posto e nela você documentará as preferências dos frequentadores. Isso permite que a programação de atividades obedeça aos interesses da maioria. Para que esta ficha possa ser usada da melhor maneira possível, ela deverá ser preenchida conforme as instruções. Além desta ficha, vocês receberão também a ficha do posto, o mapa mensal de atividades e o registro de empréstimos. Eles também têm suas instruções de preenchimento no manual. É bom lembrar que as cópias que serão enviadas ao MOBRAL Central COEST COTER serão utilizadas para nossa avaliação e por isso é importantíssimo que sejam enviadas no tempo previsto.

Homem:
Esperamos ter colaborado para que você execute ainda melhor o seu trabalho. É em campo que o Mobral realmente existe. Nós damos sugestões, vocês aproveitando as manifestações da cultura local e a criatividade do povo brasileiro é que atingirão os objetivos pretendidos pelo Mobral Cultural.

Untitled

Ensinando a Ler

Jingle de propaganda do MOBRAL.

O que é, o que é a leitura?
O que é, o que é a leitura?
É um bem para além de todos.
E felicidade geral.
Só pode ver quem sabe.
Só quem sabe pode ensinar.
A-E-I-O-U

Aprendendo a ler
A ler e escrever
(Todo mundo)
Ensinando a ler
A ler e escrever
(Todo mundo)
Aprendendo a ler
A ler e escrever
(Todo mundo)
Ensinando a ler

Locutor:
Participe você também do Movimento Brasileiro de Alfabetização, Ministério da Educação e Cultura.

Untitled

Programa de Alfabetização Funcional - Alfabetização do Mobral

Programa de treinamento de alfabetizadores do MOBRAL. Curso pelo rádio para todo o Brasil, dirigido especialmente aos supervisores e monitores do Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL, em ação conjunta com o Projeto Minerva do Ministério da Educação e Cultura.
Aula sobre alfabetização funcional

(música)

Homem:
Treinamento de Alfabetizadores do MOBRAL.
Curso pelo rádio para todo o Brasil, dirigido especialmente aos supervisores e monitores do Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL, em ação conjunta com o Projeto Minerva do Ministério da Educação e Cultura.

Mãos que se unem para alfabetizar.
Imagem símbolo do MOBRAL.
Mãos guiando mãos, as que o lápis ainda não sabem guiar.
Em todo o Brasil, o MOBRAL em ação.
MOBRAL no campo e na cidade.
MOBRAL nos municípios.
MOBRAL nas capitais.
MOBRAL em cada região brasileira. Em todo o Brasil, o MOBRAL em ação.

Mulher:
Alfabetização funcional.

Homem:
É fácil supor qual seria a primeira pergunta de um alfabetizador do MOBRAL, em fase de treinamento, interessado em conhecer os métodos e técnicas usados em nossas salas de aula. Por certo, haveria de ser esta.

Homem:
Qual é a diferença entre a alfabetização pura e simples e a alfabetização funcional?

Homem:
Alfabetização pura e simples pelos métodos tradicionais que todos conhecemos é aquela que se dá por concluída quando o aluno tiver aprendido a ler, a escrever e a contar e pronto.

Homem:
E a alfabetização funcional? Também ensina a ler, a escrever e a contar e o que mais?

Homem:
E muito mais. Sim, porque quando se trata de adolescentes e adultos, que é o caso das pessoas que frequentam os cursos do MOBRAL, aí já não basta ensinar somente a ler, a escrever e a contar.

Mulher:
Se bem que isso seja muito importante.

Homem:
Sem dúvida, importantíssimo. Mas o que estamos querendo dizer é que saber usar o que foi aprendido tirando dessa aprendizagem feita todas as vantagens pelas novas possibilidades que ela traz ao aluno é muito mais importante, não acha?

Mulher:
Ah, nem se discute.

Homem:
Certíssimo, pois o que caracteriza a alfabetização funcional no MOBRAL e que a diferencia da alfabetização pura e simples, como você diz, é o atendimento às necessidades básicas do homem. A possibilidade de uma aplicação imediata na vida prática do que ele tiver aprendido.

Mulher:
Por exemplo.

Homem:
Ora, no período de alfabetização de um aluno, quais são os principais objetivos que o alfabetizador do MOBRAL deve ter em mente de acordo com os métodos e técnicas da alfabetização funcional?

Homem:
Sim, é dar a esse aluno, adolescente ou adulto, uma vez alfabetizado, meios e condições de, por si próprio, ir adquirindo e desenvolvendo hábitos, habilidades e atitudes para o trabalho e a vida em sua comunidade. É fazê-lo ver e sentir que ele é mais importante do que pensa. Por isso que se a comunidade em que vive o ajuda a desenvolver-se, ele também, por sua vez, por ser um elemento cada dia mais útil, está ajudando a sua comunidade a crescer, a progredir.

Mulher:
Quer dizer que o MOBRAL com o seu programa de alfabetização funcional pretende alfabetizar pensando sempre em educar. É isso?

Homem:
Exatamente isso. E já viram quanto se beneficia o aluno do MOBRAL com esse programa de alfabetização? Com esse alfabetizar pensando sempre em educar?

Mulher:
Não só o aluno cresce e se desenvolve muito mais, quando assim alfabetizado, como também nós, alfabetizadores do MOBRAL, temos até muito mais alegria e entusiasmo para ensinar baseados nesses métodos e técnicas da alfabetização funcional.

Homem:
Isso é verdade muito bem observado porque a alfabetização funcional por nós aplicada nas salas de aula do MOBRAL nos deixa antever um futuro muito mais promissor para os alunos aí alfabetizados uma vez que eles se tornam capazes de produzir mais e melhor.

Mulher:
E isso dá ao aluno possibilidades de melhorar sua vida, de participar da comunidade em que vive, com oportunidades de criar hábitos de trabalho, de modificar atitudes, de desenvolver sua criatividade.

Homem:
E consequentemente o leva a contribuir para a melhoria não só da sua própria condição de vida, como também da de seus companheiros e familiares.

Mulher:
É fato conhecido de todos que a medida que o homem aprende, ele cresce. E a comunidade cresce com ele.

Homem:
Do mesmo modo que a medida que o homem se modifica a comunidade se modifica com ele.

Homem:
E também que a medida que o homem trabalha melhor ele vai enriquecer mais a sua comunidade porque se torna mais produtivo.

Homem:
Isso significa que graças aos métodos e técnicas usadas pelo alfabetizador no programa de alfabetização funcional do MOBRAL os nossos alfabetizandos, adolescentes e adultos irão produzir mais e melhor menos tempo e com menos esforço do que os que aprendem pela alfabetização pura e simples, isto é, os que só aprendem a ler, a escrever, a contar e mais nada.

Mulher:
Claro, porque o homem adolescente, o adulto, assim aprendendo, vai aprender a usar tudo o que sabe e tudo o que é capaz de fazer em seu próprio benefício e de sua comunidade.

Homem:
Bom, mas estamos falando tanto em comunidade. E se torna oportuno igualmente falarmos aqui do relacionamento do homem com a comunidade.

Homem:
Bem lembrado. Nós, alfabetizadores do MOBRAL, não devemos nunca perder de vista a importância que tem o relacionamento do homem com a comunidade.

Homem:
Como se sabe, sendo a comunidade uma população maior ou menor, que vive em determinado local e que tem características de ser próprias interesses e tradições comuns e que tem consciência dessa vida em comum, concluímos que um bairro é uma comunidade, o município é uma comunidade maior, a família é a comunidade menor, é o centro, é o núcleo do trabalho comunitário. Assim, é importante que os homens conheçam a comunidade em que vivem e que dela participem.

Mulher:
Aí, nesse relacionamento do homem com a comunidade, nós, alfabetizadores do MOBRAL, associamos as palavras grupo e comunidade para os trabalhos de grupo e com os grupos, o que em outra aula veremos.

Homem:
Assim do que até agora focalizamos, podemos resumir para melhor fixar alguns dos principais objetivos do programa de alfabetização funcional no MOBRAL.

Homem:
Há uma flagrante diferença entre alfabetização pura e simples e a alfabetização funcional adotada pelo nosso programa de alfabetização, isto é, a alfabetização funcional.

Mulher:
Enquanto pela alfabetização pura e simples, o alfabetizando não aprende mais que a ler, a escrever e a contar, pela alfabetização funcional no MOBRAL, ele aprende a desenvolver-se melhorando a sua vida, crescendo com a comunidade.

Homem:
Ele, o alfabetizando, adquirindo uma consciência de vida em comum por compreender o que significa o relacionamento do homem com a comunidade acaba por perceber e sentir que assim se torna cada dia mais produtivo que ele é, portanto, muito mais importante do que pensa para sua comunidade.

Mulher:
A alfabetização funcional e a participação do homem na comunidade.

Homem:
A alfabetização funcional é um trabalho que se desenvolve com base na participação da comunidade, tendo como objetivo integrar o homem nessa comunidade.

Homem:
A alfabetização adotada pelo MOBRAL tem então exatamente esse objetivo. Sim, porque se assim não for, não se pode dizer que seja alfabetização funcional.

Homem:
Exato. E porque é funcional, atende às necessidades vitais e interesses imediatos do homem.

Homem:
E necessidades vitais e interesses imediatos são motivos realmente muito fortes para determinar e orientar a ação dos homens.

Mulher:
Nós, educadores, alfabetizadores do MOBRAL, usamos a motivação natural como a mais importante aliada de um professor.

Homem:
Muito bem, não vê o material didático usado pelo MOBRAL?

Mulher:
É verdade! E todo ele voltado para o atendimento às necessidades básicas do homem brasileiro.

Homem:
E mais, é um material didático que visa oferecer ao homem brasileiro as oportunidades para ele adquirir conhecimentos e habilidades que levem o alfabetizando a responder satisfatoriamente às suas próprias necessidades e de seu meio ambiente.

Homem:
Eis porque, na escolha das palavras geradoras contidas no seu material didático, O MOBRAL levou em consideração palavras que dissessem respeito às necessidades básicas do homem, universalmente as mesmas de cada um de nós, ou que traduzissem alguns dos anseios comuns do homem. Por exemplo, as palavras amor, trabalho, liberdade, fé, alimentação, lazer, recreação, saúde, habitação, segurança, autorrealização.

Homem:
O vocabulário usado pelo MOBRAL no seu método de alfabetização é, portanto, funcional.

Homem:
E adequado ao adulto e ao meio ambiente.

Mulher:
Por que é certo que todos nós, seres humanos, temos necessidade de segurança, de amor, de liberdade, de lazer, de habitação, de alimentação, de recreação? Palavras geradoras que lembram necessidades, traduzem anseios universais comuns a todos nós.

Homem:
E são necessidades tão ligadas à dignidade da pessoa humana que suas respostas estão garantidas à nossa gente pela constituição brasileira e ainda pela declaração universal dos direitos do homem.

Mulher:
Para melhor ilustrar o que estamos afirmando.

Homem:
Vamos dar aqui um exemplo concreto.

Mulher:
Isso não há como exemplificar para melhor esclarecer o que estamos focalizando.

Homem:
Então vamos tomar como exemplo a palavra geradora TIJOLO. Um exemplo concreto.

Mulher:
Em se tratando de um exemplo concreto, tijolo está ótimo já que concreto também lembra construção, casa.

Homem:
Pois bem, vamos então analisar essa palavra geradora TIJOLO contida no vocabulário usado pelo MOBRAL e que faz parte do seu material didático funcional. Além de ser de escrita e leitura fáceis para o alfabetizando vamos ver quanta coisa simboliza e representa para ele esta palavra TIJOLO.

Homem:
Maior segurança.

Homem:
Sim, maior segurança, porque logo lhe acode a ideia de casa, como abrigo, proteção para si, para os seus familiares, para o seu meio ambiente.

Mulher:
Melhoria do nível de vida.

Homem:
Exato, melhoria do nível de vida, sim, porque na sua associação de ideias sugeridas pela palavra TIJOLO, o alfabetizando percebe que para alcançar essa melhoria de vida, representada por uma habitação condigna ele precisa produzir e para melhor produzir buscará adquirir novos conhecimentos o que sem estar funcionalmente alfabetizado não lhe seria tão fácil.

Homem:
Trabalho.

Homem:
Sim, tijolo lembra trabalho.

Mulher:
A casa;

Homem:
A família, a comunidade e assim por diante. Usando-se essa palavra TIJOLO como centro de interesse do alfabetizando e da comunidade na qual vive e para a qual se prepara para melhor e mais produzir.

Mulher:
Daí podemos concluir, nós alfabetizadores, que o que constitui motivação para um analfabeto procurar o MOBRAL é motivo de cada vez maior entusiasmo nosso, no que toca aos métodos e técnicas que usamos para motivá-lo e atraí-lo. Para lhe dar uma consciência daquilo de que é capaz e não sabia.

Homem:
Pois essas vantagens, como muitas outras que os alfabetizadores do MOBRAL irão percebendo durante as aulas, neste seu curso de treinamento, só mesmo a alfabetização funcional pode proporcionar a professores e alunos.

Mulher:
Sem nenhuma dúvida.

Homem:
Mas vamos então ver quantas coisas mais, em resumo, poderá representar para o homem a palavra TIJOLO que estamos examinando.

Homem:
Tá, vamos lá. Então, além do que já dissemos: maior segurança, melhoria do nível de vida, trabalho, etc. A palavra geradora TIJOLO nos sugere também higiene, afirmação pessoal e grupal.

Mulher:
Sempre oferecendo, alfabetizando, condições de elaborar um grande número de ideias ligadas à aplicação prática dessa palavra e de relacioná-las à sua própria vida. Como por exemplo, através de perguntas como estas.

Homem:
Como é feito o tijolo?

Mulher:
O que é necessário para fazê-lo?

Homem:
Onde se faz? Quem o faz?

Homem:
Para que serve o tijolo?

Mulher:
O custo, o peso, a cor, A forma. Como se trabalha com ele? Que outras utilidades pode ter o tijolo?

Homem:
Como se vê, no programa do MOBRAL, há uma aplicação imediata da aprendizagem realizada. Para tanto, o MOBRAL Central, como complemento à leitura e as informações dadas nos cursos, distribui também livros de leitura continuada, cujos trechos, sendo informativos, contém toda uma orientação para a execução de atividades produtivas.

Homem:
Os alfabetizadores do MOBRAL em fase de treinamento vão ter a oportunidade de ver como são interessantíssimos esses livros.

Mulher:
De fato, já pelos títulos percebemos logo que são livros elaborados especialmente para despertar o interesse do aluno para o trabalho e mostrar-lhe desde logo, por exemplo, a utilidade da documentação de identificação pessoal. “Roteiro”, “Quem lê vai longe”, “Eu agora sou mais eu” e “Leia e faça você mesmo” são os sugestivos títulos desses livros aos quais nos referimos.

Homem:
Quem são os alunos do MOBRAL? Como devem ser tratados? Nós todos sabemos que existem crianças que conseguem aos sete anos matricular-se nas escolas e fazer daí pra frente o seu curso normalmente. Mas sabemos também que há uma quantidade muito grande de gente que, por uma série de razões, não conseguiu essa oportunidade. Pessoas que, algumas muitos anos, outras menos anos, não tiveram a possibilidade de aprender a ler, a escrever, a contar, a tirar documentos e mesmo de trabalhar que assim iam vivendo.

Mulher:
E são esses justamente os alunos do MOBRAL, adolescentes e adultos.

Palestrante 1
E hoje “Mãos Guiando Mãos as que o Lápis não Sabem Guiar”, quando conseguimos reunir em uma classe um número desses alunos precisamos sempre nos lembrar de certas coisas que por serem muito importantes para eles e consequentemente para nós alfabetizadores não nos podem passar despercebidas.

Homem:
Já sei onde você quer chegar que se esses alunos não tiveram oportunidade no tempo certo, é preciso recuperar o tempo perdido, certo?

Mulher:
Certo. E para recuperar o tempo perdido, é preciso que nós, professores, saibamos exatamente o que devemos fazer em seu benefício para um mais rápido aproveitamento e desenvolvimento ao alfabetizá-los.

Homem:
Isso mesmo. E era exatamente aí que eu queria chegar. E o alfabetizador do MOBRAL não trata seus alunos como crianças pois se é verdade que o que não se aprende na escola faz muita falta para muita coisa é também verdade que a vida ensina e muitas vezes supre muito dessas coisas.

Homem:
Ah, esse é um ponto que para nós alfabetizadores e para os supervisores e monitores do MOBRAL merece um especial destaque porque aí estão os aspectos principais do porquê da alfabetização funcional, seus métodos e técnicas.

Homem:
Sim, temos que levar em conta que se o aluno do MOBRAL não sabe ler, escrever e contar, eles sabem em compensação muitas outras coisas que irão ajudá-lo a aprender em menos tempo aquilo que precisa aprender. Porque a experiência de vida, a sua vivência o ajudarão nisso.

Mulher:
E isso é possível porque tanto o cérebro como os nervos e os músculos já estão maduros, por assim dizer, isto é, prontos para facilitar a aprendizagem enquanto num trabalho com crianças, a aprendizagem já deve acompanhar suas etapas de crescimento.

Homem:
Por exemplo, nenhum exercício fará um bebê de dois meses andar, porque suas células nervosas não permitem que músculos e nervos estejam prontos para ele desempenhar essa função.

Mulher:
Mas o adulto, suficientemente maduro, está já pronto para quantos exercícios o façam alcançar o máximo de rendimento. como é o caso da aprendizagem como alfabetizando o que é, para ele mais fácil e rápida.

Homem:
Com esse exemplo pode-se ver que quando se trata de adolescentes e adultos é possível acelerar a aprendizagem já que o cérebro, os nervos e os músculos estão prontos para isso.

Mulher:
É importante lembrar também que os adolescentes e adultos já possuem experiências de vida mais vastas e mais ricas de vivências para acelerar o trabalho de classe.

Homem:
Justo. Os adolescentes e adultos conversam, trocam ideias, executam tarefas, conhecem uma porção de coisas, já tiveram oportunidades de observar fatos e acontecimentos, tenham uma experiência de vida, enfim.

Homem:
E tudo isso que eles já sabem, conhecem e fazem é aproveitado pelos alfabetizadores do MOBRAL, para que adolescentes e adultos possam aprender melhor e mais depressa. assim, o trabalho de classe pode ser acelerado através da motivação do alfabetizando nos trabalhos com o grupo.

Mulher:
Quer dizer então que na classe o professor do MOBRAL deve dar oportunidades para que cada um possa contar suas experiências, suas vivências?

Homem:
Claro, para que todos possam assim beneficiar-se uns das experiências dos outros. É bem verdade que experiência não se transmite. Contudo, a experiência alheia pode ser usada como referência para ajudar na resolução de situações semelhantes. De onde se conclui então, que trabalhar com adultos e adolescentes é para o professor, para o alfabetizador, bastante diferente de trabalhar com crianças.

Mulher:
E para melhor trabalhar com adolescentes e adultos, que é o caso das turmas do MOBRAL, devemos conhecer bem todos os alunos, procurar compreendê-los e aceitá-los, a fim de que nos seja possível ajudá-los verdadeiramente.
Homem:
Assim, mobilizando e utilizando todo o potencial que os alunos do MOBRAL trazem consigo, isto é, a riqueza de vivências e experiências que cada qual traz dentro de si e muita vez sem o saber, é essa a grande tarefa do alfabetizador de adolescentes e adultos. É ajudá-los a crescer no sentido de aproveitarem esse potencial, essa sua riqueza pessoal interior, as suas aptidões naturais, desenvolvendo-as e aprimorando-as para então se colocarem a serviço da promoção humana.

Homem:
O alfabetizador precisa conhecer seus alunos, suas ocupações, sua participação na comunidade individualmente e em grupo. Nunca nos esqueçamos de que para melhor avaliar a alfabetização de um adolescente ou adulto, temos que estar sempre atentos a estes aspectos que aqui vamos lembrar.

Palestrante 2
Que ele saiba escrever o seu próprio nome.

Homem:
Que seja capaz de escrever pequenos bilhetes, passar telegramas e recibos, bem como redigir requerimentos, se for orientado para isso.

Palestrante 2
Que saiba resolver pequenos problemas simples sobre os acontecimentos do dia a dia.

Homem:
Somar e conferir notas de compras.

Homem:
Calcular os gêneros alimentícios que precisa comprar para a família.

Mulher:
Fazer troco com o dinheiro em circulação. Nota e moedas.

Homem:
Fazer o cálculo de tempo necessário para viagens e deslocamento em condução.

Mulher
Saber expressar-se oralmente por escrito de maneira simples, mas compreensível, comunicando suas ideias sobre assuntos diversos.

Homem:
Que saiba ler e interpretar pequenos trechos, jornais, revistas, cartas, como também consultar catálogos de telefones e ruas e, finalmente, ele saiba, isso que é importantíssimo, ler e executar ordens escritas. A isso podemos chamar o decálogo do MOBRAL para que um aluno possa por nós ser considerado alfabetizado.

Mulher:
Senhoras e senhores alfabetizadores, supervisores, monitores do MOBRAL, gratos pela atenção. E até a segunda aula, ou seja, o segundo programa desta série pelo rádio, destinada ao treinamento de alfabetizadores do Mobral.

Homem:
Mãos que se ocupam em alfabetizar
Imagem do MOBRAL.
Mãos guiando mãos, as que o lápis ainda não sabem guiar.

Untitled

1º Encontro do Festival de Bandas (Festibanda) - A

Explicação sobre bandas e instrumentos e sua importância. Entrevista com entrevistador não identificado falando de grandes nomes como Geraldo Pereira, Ary Barroso e Noel Rosa.

Locutor
As bandas são uma das expressões mais autênticas da cultura musical brasileira.
(música)
E como todas as coisas do mundo, elas também têm a sua história. Temos conhecimento da formação de pequenas bandas civis na Provença, ao sul da França na idade média. Mas foi nas cidades Alemãs, que elas se desenvolveram a partir dos séculos 16 e 17. A criação do clarinete, do saxofone e outros instrumentos de sopro muito contribuiu para o aprimoramento das bandas. Segundo o maestro José Siqueira, a banda é uma orquestra formada por instrumentos de sopro e percussão.
Entre os instrumentos de sopro, destacam se os flautins e flautas. O clarinete e o saxofone. Todos originalmente feitos de madeira. Ainda entre os instrumentos de sopro existem a tuba, o bombardino, cornetas e cornetins. A percussão conta com tambores, caixas de guerra e de repique, bumbo, surdo fuzileiro e outros instrumentos.
Os pratos dão colorido especial às bandas. No Brasil, as bandas existem desde a época colonial. Elas começaram a se formar nos primeiros 100 anos da nossa colonização nas fazendas de açúcar do nordeste. Durante o Império, ganharam importância com o surgimento das bandas militares, como a do corpo de fuzileiros navais. Fundada em 1872, foi da banda do corpo de fuzileiros navais que saíram músicos como os maestros Eleazar de Carvalho e Francisco Braga, hoje internacionalmente conhecidos. Foi também durante o Império que começaram a aparecer as bandas municipais. Formadas principalmente por amadores que tocavam pelo simples prazer de fazer música. A história da música popular brasileira está marcada pela presença das bandas. É o caso da banda Odeon, que participou das primeiras gravações em disco feitas no Brasil.
Chegaram a existir mais de 4000 bandas dos nossos municípios, foi a época de ouro das bandas, uma época que o tempo apagou. Compreendendo a importância das bandas na formação musical do Brasil, Heitor Villa-Lobos foi um dos seus maiores incentivadores. Também músicos como Altamiro Carrilho e Lírio Panicali muito fizeram para estimular as bandas de música. No entanto, a falta de recursos motivou o desaparecimento de inúmeras bandas municipais. Em 1973 contavam se menos de 2000. Compreendendo a importância das bandas na vida comunitária dos nossos municípios, o MOBRAL Cultural promove a realização de encontros de bandas de música. Muitas bandas já vêm se reorganizando graças à atuação do MOBRAL Cultural. Bandas com a participação de Mobralenses foram formadas, é o caso da banda de Dourados, ao sul de Mato Grosso. Finalmente, em agosto de 1975, ocorreu o primeiro encontro regional de bandas. Realizado no Rio Grande do Norte, reuniu as bandas da região do Seridó. Em outubro de 1975, o MOBRAL, com colaboração de diversas entidades, promoveu em Minas Gerais o primeiro festival estadual de bandas de música, o primeiro Festibanda. Saiu vencedora, entre quase 100 bandas participantes, a Filarmônica Rio Branco, premiada com o troféu Carlos Gomes. Assim, através da ação do MOBRAL Cultural, procura se reavivar uma tradição e, sobretudo, valorizar os músicos das comunidades e as bandas que novamente voltaram a tocar.

(música - A luz e a sombra)
Chegou a hora
Dessa gente bronzeada mostrar seu valor
Eu fui à Penha
Fui pedir à Padroeira para me ajudar

Salve o Morro do Vintém
Pendura a saia, eu quero ver (eu quero ver)
Eu quero ver o tio Sam
Tocar pandeiro para o mundo sambar

O Tio Sam está querendo
Conhecer a nossa batucada
Anda dizendo que o molho da baiana
Melhorou seu prato

Vai entrar no cuscuz, acarajé e abará
Na Casa Branca já dançou a batucada com Ioiô, Iaiá
Brasil, Brasil esquentai vossos pandeiros
Iluminai os terreiros
Que nós queremos sambar

Há quem sambe diferente noutras terras
Outra gente, um batuque de matar
Batucada, reúne vossos valores
Pastorinhas e cantores
Expressão que não tem par, ó meu Brasil

Brasil, esquentai vossos pandeiros
Iluminai os terreiros
Que nós queremos sambar

Brasil, esquentai vossos pandeiros
Iluminai os terreiros
Que nós queremos sambar

O Tio Sam está querendo conhecer
A nossa batucada
Anda dizendo que o molho da baiana
Melhorou seu prato

Vai entrar no cuscuz, acarajé e abará
Na Casa Branca já dançou
A batucada com Ioiô, Iaiá

Ioiô, Iaiá
Ioiô, Iaiá
Ioiô, Iaiá

Entrevistador:
Geraldo Pereira.

Entrevistado:
Geraldo Pereira era um negro ali de Mangueira. Muito meu amigo. Eu gostava demais. Ele é o autor de “esc... escurinhas escuta direitinho”, é uma coisa assim. E entre elas, ele tem um número que eu gosto muito, que eu, se você me permite, eu vou cantar em homenagem, em homenagem póstuma a Geraldo Pereira.

(música)
De madrugada voltei do baile
Na certa de encontrar a minha amada
Achei a janela aberta e as portas
Quero esquecer mas não posso
Tive um pouco de remorso
As horas já eram mortas

Entrei e verifiquei toda a casa
Meus ternos já eram cinza
E meu violão era brasa
Bati na janela da vizinha
Dona Estela me diga, pra aonde foi Florisbela?
A vizinha respondeu
Quando notei a fumaça
Bem que eu disse, ó Florisbela
Não são coisas que se faça
Ela contou-me chorando que lhe viu nos braços de outro alguém
Oh meu vizinho, a razão dá-se a quem tem
Botei fogo também

Entrevistado:
Assim era Geraldo Pereira.

Entrevistador:
E o Ary Barroso, de que tanta história de vaidade se conta?

Entrevistado:
O Ary Barroso?

Entrevistador:
E do gênio também.

Entrevistado:
Exato. O Ary Barroso é, além de tudo, o meu conterrâneo. O expoente da música popular, um amante fervoroso do futebol, o Ary da gaita, aquele homem que no campo do Vasco há tempos há muitos anos, os portões do campo ficava aberto para todas as pessoas que quisesse assistir os jogos. Um dia o Ary Barroso foi proibido de entrar lá porque eu não sei. Teve que radiar o jogo em cima de um telhado, de uma casa vizinha, dessas coisas muito própria da pessoa que se esquece que o seu direito só é direito até onde começa o direito do seu semelhante. O Ary Barroso, como meu conterrâneo, ele que me desculpe a ausência. Eu tenho muito respeito, muita admiração por ele, considerando ele um grande compositor. Ele, das vezes que eu tive a satisfação de me encontrar com ele. Em qualquer lugar, ele sempre teve algo de crítica para fazer dos seus colegas. Eu não ouvi nenhuma vez durante a sua ascensão, a glória ele elogiar um colega, por melhor que ele fosse, por mais, por melhor bem que ele quisesse, nunca fez referência, então nele como todos nós foi uma dosagem a mais de certa vaidade de personalismo, esquecendo na certa que nem de que todos nós estamos daqui de passagem, cumprindo o nosso papel. Se o nosso papel é destacado o lado bom, todo mundo fala do lado bom, se é do lado negativo, “estamos assim, coitado eu bem que avisei a ele, todo mundo é assim”, isento de culpa. Não é o caso do Ary Barroso. O Ary Barroso foi um grande, um extraordinário, porém muitíssima vaidoso e a sua vaidade deu a ele acima, dimensão um pouco recomendável, porque o Ary Barroso há que se falar muito pelo muito que ele fez, deixando essa manifestação pessoal do lado, porque isso aí é até certo ponto imposto por determinado complexo que se ignora que talvez o processo de menino, talvez ele tivesse sofrido muito. Talvez ele, ele que me contou que muitas noites dormiu na praça Paris, no banco da praça Paris. Quer dizer, quando ele conseguiu uma situação de destaque, ele ficou assim odiando involuntariamente, a maior parte das pessoas que têm certa posição e que não fazem nada pelos famintos, pela pessoa que não tem abrigo. Talvez seja isso, de modo que eu falo com muito, muito, muita admiração, com muito pesar das medidas que ele, durante a sua participação na música popular do Brasil, teve, quer dizer assim.

Entrevistador:
Você se lembra de algum caso assim? Típico disso.

Entrevistado:
Ah, é muitos. Por exemplo, o Noel Rosa. O Noel Rosa foi o poeta da Vila, um grande extraordinário poeta da Vila, humilde, simples. Acontece que o Ary Barroso nunca fazia referências religiosas ao Noel Rosa. E no dia do seu falecimento, coube a mim uma alça do caixão, outro ao Patrício Teixeira, o ser (incompreensível) incorrigível, outra ao Ary Barroso, e não dispensamos os nossos lugares na condução para o Campo Santo...

Untitled

Política do Vocabulário Terminológico do Arquivo Histórico do Inep

A política do Vocabulário Terminológico do Arquivo Histórico do Inep tem como objetivo apresentar as informações da criação e implementação do tesauro do arquivo, voltado ao registro e disseminação dos termos que serão utilizados na indexação dos documentos pertencente ao acervo do Arquivo Histórico do Inep. O documento contém informações que serão úteis para a orientação da sua manutenção, já que novos termos podem ser adicionados, alterados ou até removidos.

Apresenta também informações sobre o ICA-AtoM, programa livre, onde o vocabulário será indexado para auxiliar na acurácia da recuperação da informação e facilitar a busca feita pelos usuários. A maior parte do trabalho será feita dentro do programa que, baseado na Norma Brasileira de Descrição Arquivística (Nobrade), possui campos específicos para o uso dos termos na indexação.

Portanto, esse documento se apresenta como forma de oficializar o projeto e como uma referência a ser consultado acerca de recomendações, normas e outras determinações.

Untitled

A Funcionalidade nos Programas do MOBRAL, 1981

Documento que analisa a aplicação da funcionalidade nos programas educativos do MOBRAL. Discute a relação entre ensino e uso prático do aprendizado pelos alunos, destacando estratégias pedagógicas, desafios e impactos na alfabetização funcional. Apresenta reflexões sobre a eficácia dos métodos utilizados e sua relevância social.

Untitled

CBPE_m017p01 - Documentos sobre o Colegiado do Livro, 1971-1972

Cópia das atas e das resoluções da primeira à oitava reunião do Colegiado do Livro, criado pela portaria nº 427-BSB de 15 de junho de 1971, sob a presidência do Sr. Subsecretário de Apoio, Coronel Júlio Gontijo;
Documentação contendo característica do Programa do Livro Didático, quadro demonstrativo do curso do programa, atividades do programa, agendas das reuniões realizada pelo Colegiado do Livro.

Untitled

Results 4351 to 4380 of 5577