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CODI-UNIPER_m0768p01 - Relação dos Estabelecimentos Oficiais para Excepcionais

Relações dos estabelecimentos oficiais e particulares para excepcionais no Rio de Janeiro e nos Estados;
Relação das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais no Brasil;
Relação das Sociedades Pestalozzi no Rio e nos Estados;
Relação de Instituições e Escolas para excepcionais em São Paulo;
Relação das Clínicas e Escolas particulares para deficientes mentais.

CRPE-BA_m019p01 - Decreto de Extinção do Centro de Pesquisas Educacionais de Salvador, 1973

Decreto nº 71.713, de 16 de janeiro de 1973, que extingue o Centro de Pesquisas Educacionais de Salvador e dá outras providências. Expedido pelo Presidente da República Emílio Garrastazu Médici e assinado pelo Ministro de Estado da Educação e Cultura Jarbas Passarinho. Consta no maço o despacho sobre o projeto de decreto que extingue o CRPE-BA.

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Conversando com o MOBRAL para Quarta-feira e para Quinta-feira

Dois programas da série “Conversando com o MOBRAL”.
O primeiro, “Conversando com o MOBRAL para quarta-feira”, aborda o signo de Leão. O programa inclui músicas de Caetano Veloso, que é leonino, além de leituras voltadas para pessoas desse signo. Também apresenta um capítulo de “A Vila da Boa Saúde”, quadro dedicado a dicas de saúde, destacando a importância do aleitamento materno para o bebê.
O segundo programa, “Conversando com o MOBRAL para quinta-feira”, trata do tema folclore.

Locutor:
Programa para quarta-feira.

Se você gosta de música, de poesia, de conhecer histórias curiosas, preste atenção neste programa que vai começar agora. Vamos passar 15 minutos conversando com o MOBRAL. Um programa produzido pelo Centro Cultural do Mobral.

Alô, amigos! O nosso grande abraço. Aqui estamos com mais um programa da série "Conversando com o Mobral". Este programa atinge a região amazônica pelas emissoras de ondas curtas da Radiobras. O Maranhão pela Rádio Mearim, o Sul de Minas pela Rádio Clube de Varginha, o Rio Grande do Sul pela Rádio Sobradinho. Hoje, amigos, vamos falar de Horóscopo em nosso programa. Daqui a pouquinho estará com vocês Maravilha Rodrigues falando sobre os nativos de leão ainda para julho. E focalizando a música de um leonino muito importante, Caetano Veloso.

(Música - Leãozinho – Caetano Veloso)
Gosto muito de te ver, leãozinho.
Caminhando sob o sol
Gosto muito de você, leãozinho
Para desentristecer, leãozinho
O meu coração tão só
Basta eu encontrar você no caminho
Um filhote de leão, raio da manhã

Locutor:
Previsões para os nativos de Leão, ainda para julho.
Amor.

Maravilha Rodrigues:
Nem tudo será colorido na vida sentimental de quem nasceu sob o signo de Leão. Algumas brigas poderão acontecer porque o leonino não gosta de abrir mão dos seus pontos de vista. É bem provável que os ânimos se exaltem.

Locutor:
Saúde.

Maravilha Rodrigues:
Os bons fluidos emanados de Marte favorecerão em muito a saúde do leonino. Você terá uma força de vontade incrível que, aliada ao seu natural dinamismo, o deixará sorrindo o tempo todo. Use essa boa fase para fazer exercícios, dietas, enfim, para investir na sua aparência física.

Locutor:
E agora, dinheiro.

Maravilha Rodrigues:
A boa estrela de leão estará brilhando novamente no decorrer deste mês. Se você não se lançar a nenhuma aventura, tudo faz crer que até o dia 30 terá feito uma boa economia. Mas, como o dinheiro não é tudo na vida, os astros aconselham a que você continue irradiando aquela alegria, enfim, a vitalidade típica de seu signo.

Caetano Veloso - Sampa
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas

Ainda não havia para mim, Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João

Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos Mutantes

E foste um difícil começo, afasto o que não conheço
E quem vem de outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso

Maravilha Rodrigues:
Nascido sob o signo de leão, Caetano Veloso é um dos mais bem sucedidos cantores e compositores da atual música popular brasileira. Ele tem a garra e a tenacidade características dos nativos de leão. Saiu da Bahia com um objetivo, mostrar ao resto do país a qualidade de sua música. O leonino sempre alcança o que almeja. Caetano Veloso conseguiu num festival da canção de São Paulo o reconhecimento de uma nova fase da música popular brasileira, vinda numa onda baiana de muito som e tropicalismo. Alegria, alegria foi o marco dessa fase.

(Música - Caetano Veloso – Alegria, alegria)
Caminhando contra o vento
Sem lenço, sem documento
No Sol de quase dezembro
Eu vou

O sol se reparte em crimes
Espaçonaves, guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou.

Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bumba e Brigitte Bardot.

O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia?
Eu vou

Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores, vãos

Eu vou, por que não?
Por que não?

Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço, sem documento
Eu vou

Eu tomo uma Coca-Cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou

Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome, sem telefone
No coração do Brasil

Ela nem sabe, até pensei
Em cantar na televisão
O Sol é tão bonito
Eu vou

Maravilha Rodrigues:
Movido pela força de bondade natural do leonino e também por todo o clima de simpatia e generosidade que envolve os nativos deste signo, Caetano firmou o seu lugar no panorama musical brasileiro. Ainda em manifestação coerente com as características de seu signo, Caetano mostrou o seu respeito e admiração por alguns compositores da Velha Guarda, regravando as suas músicas. Entre eles, Luiz Gonzaga e Lupicínio Rodrigues. Vamos encerrar rodando Felicidade, de Lupcin.

(Música - Caetano Veloso – Felicidade)
Felicidade foi-se embora
E a saudade no meu peito ainda mora
E é por isso que eu gosto lá de fora
Porque eu sei que a falsidade não vigora

A minha casa fica lá detrás do mundo
Onde eu vou num segundo quando começo a cantar
O pensamento parece uma coisa à toa
Mas como é que a gente voa quando começa a pensar

Felicidade foi embora
E a saudade no meu peito

Locutor:
Amigos, estamos apresentando o programa Conversando com o Mobral. Lembramos que a nossa caixa postal 56036 está inteiramente às ordens dos ouvintes deste programa. E agora vamos a mais um esperado capítulo de A Vila da Boa Saúde.

Locutor:
Boa Saúde é o lugar Boa Saúde é o programa que vai ao ar
Boa Saúde, seu encontro diário com o Mobral.

Mulher - Maria:
Zé, eu acho que meu leite está acabando, ou então ele não está mais prestando. O João acaba de mamar e já está novamente com fome.

Narrador:
Dona Maria andava triste e preocupada. Seu leite já não dava para matar a fome do Joãozinho que vivia choramingando.

Mulher - Maria:
Dorme, neném. Tome, meu filhinho!

Narrador:
Ela sabe que o leite da própria mãe é o alimento ideal para qualquer bebê e já estava acostumada a dar de mamar ao bebê de três em três horas.

Homem - José:
Ele dormiu?

Mulher - Maria:
Psiu! Você vai sair?

Homem - José:
Tá na hora de ir buscar o pessoal na roça.

Mulher - Maria:
Volta logo, Zé!

Homem - José:
Claro, mas vê se fica mais calma, Maria. Descanse um pouquinho que antes da próxima mamada eu já estou de volta.

Locutor:
No meio do caminho, o José encontrou justamente a pessoa mais indicada para lhe dar um conselho sobre o problema que estava deixando sua mulher tão nervosa.

Homem - José:
Doutor! Que bom lhe encontrar eu estava mesmo precisando falar com o senhor.

Doutor:
Bem, antes de mais nada, deixa eu tirar o carrinho daqui do meio do caminho né? Pronto. Então Zé, qual é o problema algum doente na família?

Homem - José:
Não. Quer dizer, não é bem doente. É que a Maria acha que está ficando sem leite.

Doutor:
Ah isto é normal Zé, o leite às vezes diminui um pouco. Mas Dona Maria deve continuar dando peito no horário certo que, na maioria dos casos, o leite costuma voltar ainda mais forte.

Homem - José:
E até o leite voltar, o que a gente dá para o Joãozinho comer?

Doutor:
Bem, olha, diz a Dona Maria, para dar uma colherinha de suco de frutas a ele. Pode ser suco de laranja, de tangerina doce, de tomate e de muitas outras frutas que não sejam muito ácidas.

Homem - José:
Sim.

Doutor:
O Joãozinho também deve tomar chá de erva doce fraco e pouco adoçado.

Homem - José:
E se o leite não voltar, doutor?

Doutor:
Volta, volta, quase sempre volta. É só Dona Maria ficar bem calma, repousar bastante, alimentar-se bem e tomar bastante líquido. Se, no entanto, o leite não voltar, vai ser preciso dar mamadeira pro bebê.

Homem - José:
Hum.

Doutor:
Mas olhe, Zé. Não se esqueça de passar lá pelo posto amanhã mesmo, que eu explico tudo direitinho. E outra coisa, leve também o principal interessado.

Homem - José:
Como assim, doutor?

Doutor:
A criança, seu Zé, a criança. Afinal, nós nos preocupamos, mas quem sente fome é ele mesmo, não é?

Locutor
Neste ponto, amigos, vamos encerrando mais um programa da série Conversando com o Mobral. Continue escrevendo para nossa caixa postal 56036, fazendo perguntas ou pedidos musicais, pois nós aqui estamos sempre prontinhos a atendê-los. Um grande abraço aos ouvintes do Conversando com o Mobral.


É, conversando com o MOBRAL para quinta-feira.

Locutor:
Se você gosta de música, de poesia, de conhecer histórias curiosas, preste atenção neste programa que vai começar agora. Vamos passar 15 minutos conversando com o MOBRAL. Um programa produzido pelo Centro Cultural do Mobral.

Alô, amigos! O nosso grande abraço. Aqui estamos com mais um programa da série "Conversando com o Mobral". Este programa é transmitido pelas emissoras de ondas curtas da Rádio Brás para a Região Amazônica, pela Rádio Mearim para o Maranhão, pela Rádio Sobradinho para o Rio Grande do Sul e também pela Rádio Clube de Varginha para todo o Sul de Minas.
Amigos, no mês de agosto, ou mais precisamente no dia 22 de agosto, comemora-se o Dia Internacional do Folclore. Por isso mesmo, hoje, aproveitando esta data, nós vamos apresentar no programa Conversando com o MOBRAL, uma audição especial inteiramente dedicada ao folclore.

Locutor:
Folclore. O que é o folclore? Folclore é a sabedoria popular. Foi uma expressão criada por um inglês, um estudioso inglês, William Thoms, ele pesquisava tudo que o povo fazia e suas tradições, as lendas, as superstições, as brincadeiras, essas coisas que ninguém sabe qual foi a origem, mas que todo mundo faz, todo mundo participa, como a ciranda, o bumba-meu-boi. Então, William Thoms escreveu uma carta, foi publicada num jornal, e ele criava esta expressão: "folklore".
E aproveitem esta semana para comemorar o nosso folclore.
Mas, vejam só o que é folclore. Prestem atenção nessas quadrinhas:

Homem 1:
Teu coração é cofre cheio de moedas de querer bem. Já fez rica muita gente e eu nunca tive um vintém.
Homem 2:
Até nas flores se encontra a diferença da sorte. Umas enfeitam a vida, outras enfeitam a morte.
Homem 3:
Toda a vida ouvi contar que amor matava a gente. Fui um dia experimentar, quase morro de repente.
Homem 4:
Uma ‘véia’ muito ‘véia’, de tão ‘véia’ se envergou. Foi falar em casamento, a ‘véia’ se endireitou.

Locutor:
Então, você sabe quem é que escreveu uma dessas quadrinhas? Não sabe, pois isso é folclore, é uma tradição. As pessoas vão falando, outras vão aprendendo e às vezes até modificando um pouco. Mas a tradição se mantém. Se você conhece alguma quadrinha parecida com esta, que tenha este mesmo espírito, escreva e nós teremos todo o prazer de divulgar.
Agora, vamos ver outro tipo de manifestação folclórica é uma adivinhação. Prestem atenção porque não vou repetir, hein: “O que é, o que é? Com capa não pode andar. Para andar bota-se a capa, tira-se a capa para andar.” Descobriram? É muito fácil. É o peão. A capa é o cordel que aciona o peão é o cordão aquele cordão que a gente joga o peão então com a capa não é? ele não pode andar aí você bota a capa e quando você joga o peão você tira a capa e ele anda quem é que acertou se você conhece alguma adivinhação mande para gente tá?
Agora, mais uma manifestação folclórica. Era uma coisa muito comum nas cidades do interior. Hoje não é tão comum, porque os circos estão assim desaparecendo. E é um entretenimento tão bom, não é? Quem é que não gosta do circo? Mas havia uma brincadeira que o palhaço fazia para promover o espetáculo. Vejam só como é que ela é:

Palhaço:
Eu vi a negra na janela!
Plateia:
Tinha cara de panela!
Palhaço:
Eu vi a negra no portão!
Plateia:
Tinha cara de tição!
Palhaço:
Hoje tem espetáculo?
Plateia:
Tem sim senhor!
Palhaço:
Hoje tem marmelada?
Plateia:
Tem sim senhor!

Locutor:
Agora vejam só, as crianças que acompanhavam o palhaço e que em algumas cidades ainda acompanham, eles tinham uma marquinha no braço, assim feita com tinta a óleo. Então, à noite, eles podiam participar do espetáculo, podiam assistir o espetáculo sem pagar o ingresso. Não era interessante? Nós estamos no mês do folclore, especialmente na Semana do Folclore, e no dia 22 de agosto será comemorado o Dia Mundial do Folclore.
Agora, algumas superstições. Não se esqueça, quem conhece superstição pode escrever para cá. A gente vai colecionar e vai divulgar através do programa. Bem, superstição é tudo aquilo que o homem acredita sem ter para isso qualquer fundamento. Apenas a pessoa tem medo ou desconhece. Então, passa a ter uma superstição. Vamos ver algumas.

Mulher:
Achar menino bonito e não dizer "benzeu Deus" atrasa o menino.
Homem:
Morrer sem vela na mão, não alumie o caminho da alma.
Homem:
Apontar as estrelas, cria verruga no dedo.
Mulher:
Dormir com sede, o anjo da guarda levanta de noite para beber água e pode se afogar no pote.
Homem:
Passar por trás de burro diminui a inteligência.
Mulher:
Perder a aliança de casamento, quem perde morre primeiro.
Homem:
Casar em agosto dá desgosto.
Homem:
Quem ficar com os cabelos de outra pessoa, pode lhe fazer mal.
Mulher:
É. E destrói-se um inimigo, destruindo-lhe o retrato.
Homem:
E abrir a boca sem benzer, entra o demônio.

Locutor:
É, temos que manter a boca fechada. Agora, quando eu era menino, eu tinha muito medo de mula sem cabeça, que diziam que ela punha fogo pelos olhos. Um pouco difícil, não é? Mula sem cabeça, botando fogo pelos olhos, mas também é uma manifestação folclórica, uma superstição. As chuvas, as mudanças de tempo também têm o seu lado folclórico. Às vezes, quando o serviço de meteorologia falha. A sabedoria popular funciona. Eu conheço uma moça chamada Bililica, que é lá da Paraíba, de Puxinanã. Ela nunca erra. "Vai chover?" "Não, não vai chover, não." Ela nunca erra. E a meteorologia às vezes se engana. Mas vejam só algumas crendices ligadas ao tempo:

Homem:
(música)
Por favor, chuva ruim não molhe mais o meu amor assim
Homem:
Burro mexendo as orelhas é sinal de chuva.
Homem:
Anu voando baixo é temporal na certa.
Homem:
Tinha um grilo e cigarra cantando ontem. É sinal de tempo firme.

Locutor:
Na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, dizem que quando chove no dia de São Sebastião, dia 20 de janeiro, chove também no carnaval. É uma crendice e é uma manifestação folclórica. No programa de hoje só estamos falando sobre folclore porque dia 22 é o Dia Mundial do Folclore. Nós gostaríamos de mandar uma mensagem para os animadores e frequentadores de todos os postos culturais do Mobral. Festejem esta semana do folclore. Vamos promover danças, cantorias, vamos fazer com que as pessoas mostrem aquilo que sabem sobre folclore. O importante é aproveitar esta data para avivar, para promover o folclore de sua região. O pesquisador Mário Souto Mayor publicou, há algum tempo, o dicionário folclórico da cachaça. Nesse dicionário, ele reuniu alguns nomes pitorescos que o povo dá para essa bebida bem brasileira. E esses nomes fazem hoje parte do folclore.

Homens:
Água bruta, águas de setembro. Água que gato não bebe. Alicate, avestruz, bate-bate, bitruca, boliche, cangibrina, catinguenta, colarinho, dengosa, engasga gato, espiritada.

Locutor:
E tem muitos outros nomes, a cachaça, a nossa cachaça. São centenas e centenas de nomes pelo Brasil afora. Mas quem também tem o seu folclore são os bichos. Existem bichos assim, participando de várias histórias de lendas folclóricas. Vocês vejam só o coelho. O pé do coelho dá sorte. A caveira do boi serve para dar proteção aos campos. E vocês sabem por que é que o galo canta de madrugada? É para assustar as assombrações. Coruja e borboleta preta quando você encontrar uma coruja uma borboleta preta tenha cuidado porque é sinal de mau agouro. Agora pior ainda é cruzar com gato preto é sinal de azar mas isso tudo isso tudo é folclore. Sobre animais, nós recolhemos mais alguma coisa. Vejam só: matar João de Barro dá dor de barriga. Peixe que tem Nossa Senhora nas escamas é abençoado. Vocês observem, ali na escama tem o desenho de Nossa Senhora. Então, se tiver, é peixe abençoado. E curioso, o gambá, que tanta gente não gosta porque chupa ovo, come as galinhas. O gambá é abençoado porque ofereceu leite ao menino Jesus. O cabrito é que devia dar o leite, mas negou e foi renegado. Agora, a aranha de noite, isso é um perigo. Ver a aranha de noite é sinal de contrariedade. E gafanhoto, quando aparece na sala, é sinal de que vai chegar a visita. Então faça um cafezinho gostoso quando aparecer um gafanhoto, porque lá vem visita.
Mais uma historinha, mais uma crendice popular, mais uma manifestação folclórica. Conta a lenda que quando o menino Jesus fugiu de Herodes, Herodes foi aquele imperador que mandou matar as criancinhas, então São José ia puxando o burrinho, nossa senhora ia carregando. Jesus Cristo no colo então a rolinha vinha atrás cobrindo os passos nos passos de São José e as marcas do casco do burrinho mas o tico-tico vinha mais atrás e descobria. Então conta a lenda que a rolinha é abençoada e o tico-tico é amaldiçoado mas não vamos nem matar a rolinha nem matar o tico-tico que são passarinhos tão bonitos não é?

Locutor:
E vamos encerrando aqui mais um programa da série Conversando com o Mobral. A nossa Caixa Postal 56036 continua as ordens para aqueles que queiram fazer perguntas ou pedidos musicais. É muito fácil, endereça assim no envelope. Programa Conversando com o Mobral, Caixa Postal 56036, Rio de Janeiro. E até o nosso próximo encontro, amigos.

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Cantiga: Onde está a Margarida?

Cantiga infantil.

Onde está a Margarida?
Olê, olê, olá!
Onde está a Margarida?
Olê, seus cavaleiros!
Ela está no seu castelo,
Olê, olê, olá!
Ela está no seu castelo,
Olê, seus cavaleiros!

O castelo é muito alto,
Olê, olê, olá!
O castelo é muito alto,
Olê, seus cavaleiros!

Tirando uma pedra,
Olê, olê, olá!
Tirando uma pedra,
Olê, seus cavaleiros!

Uma pedra não faz falta,
Olê, olê, olá!
Uma pedra não faz falta,
Olé, seus cavaleiros!

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Comemoração dos 9 anos do MOBRAL

Áudio em comemoração aos 9 anos do MOBRAL com sua missão e seus programas. Com algumas correções.

Realizando com persistência e dedicação um trabalho grandioso na busca do seu mais importante objetivo social, o MOBRAL completa os seus noves anos chegando muito além da sua grande meta.
Após lançar com sucesso seu programa de alfabetização de adultos, cujos resultados são internacionalmente reconhecidos, o MOBRAL abriu um leque de novos programas para alcançar e ocupar espaços vazios.
Hoje com programas de alfabetização funcional, educação integrada, autodidatismo, alfabetização pela TV, orientação profissional, colocação de mão-de-obra, educação comunitária para o trabalho e para saúde, programa cultural, ação comunitária e esportes para todos, o MOBRAL faz muito mais do que ensinar a ler e escrever. O MOBRAL ensina a viver.
O resultado desse trabalho é a soma do seu apoio e de sua participação.
Comemore nesse mês de setembro os 9 ano do MOBRAL, participe da festa que também é sua!
O MOBRAL é Brasil!
O MOBRAL é você!

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Cantiga: Eu sou Mineira de Minas

Cantiga infantil.

Eu sou mineira de Minas
Mineira de Minas Gerais
Eu sou mineira de Minas
Mineira de Minas Gerais

Rebola bola você diz que dá que dá
Você diz que dá na bola, na bola você não dá
Rebola bola você diz que tá que tá
você diz que tá na bola, na bola você não tá

Eu sou carioca da Gema
Carioca da gema do ovo
Eu sou carioca da Gema
Carioca da gema do ovo

Rebola bola você diz que dá que dá
Você diz que dá na bola, na bola você não dá
Rebola bola você diz que tá que tá
você diz que tá na bola, na bola você não tá

Eu sou mineira de Minas
Mineira de Minas Gerais
Eu sou mineira de Minas
Mineira de Minas Gerais

Rebola bola você diz que dá que dá
Você diz que dá na bola, na bola você não dá
Rebola bola você diz que tá que tá
Você diz que tá na bola, na bola você não tá

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Cantiga: Havia uma Barata

Cantiga infantil.

Havia uma barata
No capote do vovô
Assim que ela me avistou
Bateu asas e voou

Assim que ela me avistou
Bateu asas e voou

Baratinha no sobrado
também toca seu piano
quando o rato de casaca
pela rua passeando

quando o rato de casaca
pela rua passeando

A mimosa baratinha
do perigo não cuidava
mas depois já era tarde
quando o galo a beliscava

mas depois já era tarde
quando o galo a beliscava

Havia uma barata
No capote do vovô
Assim que ela me avistou
Bateu asas e voou

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Cantiga: Garibaldi foi à Missa

Cantiga infantil.

(cavalo relinchando)

Garibaldi foi à missa
À cavalo, sem esporas
O cavalo tropeçou
Garibaldi pulou fora

E viva Garibaldi
E Vitor Emanoel
Comendo macarrão
Embrulhado num papel

Garibaldi foi à missa
No cavalo, sem esporas
O cavalo tropeçou
Garibaldi pulou fora

E viva Garibaldi
E Vitor Emanoel
Comendo macarrão
Embrulhado num papel

(cavalo relinchando)

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PREMEN_m001p01 - Modelos de Questionários para Coleta de Dados nos Estabelecimentos de Ensino das Escolas Polivalentes da Bahia

Modelos de questionários, não preenchidos, para coleta de dados nos estabelecimentos de ensino das escolas polivalentes de Salvador, Bahia.
Os questionários abordam avaliações sobre o material da construção dos prédios, projetos arquitetônicos, autoavaliação de professores, alunos e pais de alunos, adequação da escola, funcionamento, limpeza, funcionários, plano curricular e outras funções e encargos do funcionamento de uma escola.

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PREMEN_m002p01 - Instruções para o Levantamento e Tabulação das Informações, 1972

Manual de instruções para o levantamento e tabulações das informações para orientar os estados participantes no preenchimento das fichas de levantamento. As fichas farão parte dos documentos finais exigidos no encaminhamento da relação dos municípios para o exame e aprovação do MEC com vistas à implantação de Escolas Polivalentes e de escolas integradas.
O manual foi elaborado pela Consultoria de Arquitetura e Engenharia - escritório técnico J. C. de Figueiredo Ferraz LTDA e CROCE Aflalo & Gasperini Arquitetos LTDA;
Modelos de fichas de levantamento de dados gerais sobre estabelecimentos de ensino do 1º e 2ª graus.

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Entrevista com Aluno do MOBRAL - Ireno José Pequeno

Entrevista com o aluno Ireno José Pequeno, trabalhador de obra e aluno do MOBRAL.

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Comprei para uma unidade, compreendeu e faz o trabalho. Na toda função, não é não?

Entrevistador - Raul:
Eu posso te dizer mais uma coisa, rapá? Pra mim, quem é fraco e quem é forte, porque esse negócio de fraco e forte eu não acredito não, acho que é a sociedade mesmo, é o tipo de lugar mesmo que a gente diz que vê quem é fraco e quem é forte. Eu acho que é todo mundo forte, né? Meu modo de ver o pedreiro é tão importante quanto o engenheiro. Acontece que um teve a oportunidade de estudar e o outro não teve.

Entrevistado - Ireno José Pequeno
Certo, certo.

Entrevistador - Raul:
É tão importante quanto.

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Mas muitas pessoas realmente é.. de mil pessoas encontrar um, dois que reconhecem. Até nesse nível, compreendeu? Que mil pessoas se exaltam compreendeu? e não dá valor apenas de um simples trabalhador igual nós, somos batalhadores do Brasil, não é isso? Porque se não fossemos nós, quer dizer que, os pobre, batalhador, quer dizer que o Brasil não ia, compreendeu? o que ninguém ia fazer, porque nós faz, entendeu? Quer dizer que, por acaso, todo mundo está reunido, o Brasil cresce cada degrau e cada dia, não é mesmo? Ele fica sempre cada vez mais moderno. Espero assim, certo? Meu modo de pensar.

Entrevistador - Raul:
Mas é isso. Então vamos fazer o seguinte, porque ele botou o gravador pra tocar pra ver se botava isso aqui, agora acontece, se ficar desse jeito, eu vou chegar nessa altura aqui.
Vamos lá, companheiro. É.. eu queria que você inicialmente... eu vou ver lá se está gravando um minutinho.
Eu queria que você inicialmente dissesse seu nome aí pra mim, falasse um pouquinho da tua vida onde você nasceu etc etc. Encosta aí pra ficar mais tranquilo. Não. Não precisa ligar não. Senta aqui negão. Pode deixar que eu seguro aí, não se preocupa não, se quiser segurar, segura.

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Quer dizer, um pouco da minha vida por um exemplo, não é mesmo?

Entrevistador - Raul:
É seu nome, como é que é seu nome?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Meu nome realmente é Ireno José Pequeno.

Entrevistador - Raul:
Fala assim, Ireno, fala de novo, só pra mais claro.

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Ireno José Pequeno, não é isso? Meu nome. No gravador que a pessoa fala, né? Grava na hora.

Entrevistador - Raul:
Mas e me diga uma coisa, você nasceu aonde, Ireno?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Eu nasci em Canavieira, estado da Bahia. Quer dizer que meus pais é Cândido José Pequeno e Antônia Isabel da Conceição.

Entrevistador - Raul:
Me diga uma coisa, Ireno. Canavieira fica onde? Olha que eu conheço bem a Bahia e eu não conheço Canavieira.

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Quer dizer que realmente eu não posso explicar qual são as regiões.

Entrevistador - Raul:
Mas fica perto de que cidade assim?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não posso explicar, se é perto de Jacobina, se é perto de Salvador, capital da Bahia. Mas quero declarar porque sai de lá garotinho, realmente por intermédio dos meus pais que me levaram até São Paulo. E a gente é baiano de nascença, mas é mineiro de coração, porque fui criado em Minas, certo?

Entrevistador - Raul:
E você saiu lá garotinho junto com sua família?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Junto com minha família. Quer dizer que idade mínima, uns seis anos. E fui criado em Minas, cidade de Pirapora, município de Belo Horizonte, e antes de voltar a Minas, estive em São Paulo, realmente trabalho em Bauru, Miracema, Mirante.

Entrevistador - Raul:
Trabalhou sempre como o que?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Quer dizer que

Entrevistador - Raul:
Sempre em construção?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não, quer dizer que naquela época o pai trabalhava em lavouras, certo? Trabalhava em chacrinha, lavouras, trabalhando com tomate, batatinhas, lavouras de roça. Como é que é né?

Entrevistador - Raul:
E você ganhava salário ou ganhava na meia?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não, naquela época não ganhava nada, porque eu era criança. Agora o papai, quer dizer que realmente trabalhava, né?

Entrevistador - Raul:
E como ele ganhava salário, tinha a terra dele?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Trabalhava a base na meia.

Entrevistador - Raul:
Na meia?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Trabalhava, era meieiro do japonês, no sítio japonês. Agora eu realmente era criança, não conto vantagens no São Paulo, certo? Quer dizer que pelas história e história assim, a pessoa também, às vezes morou, realmente conheceu um pouquinho da cidade. Quando eu vou falar assim, eu conheço São Paulo, porque São Paulo é um lugar amplo, é um lugar assim extenso, compreendeu? É um lugar que quem nasceu em São Paulo nasceu e criou em São Paulo. Ele não pode falar assim: “eu conheço São Paulo”. Então quando a pessoa for no local de São Paulo, fala assim, não, eu moro em São Paulo, não é isso? Essa é mais básica. E de São Paulo eu vim a Brasília realmente, e há um momento trabalho aqui, em Brasília há quatro anos. Acho Brasília um lugar bonito, um lugar de capacidade, onde tem todos os órgãos públicos do governo, quer dizer que ministério, sabe? e etc. Daí pra frente. Inclusive trabalho nessa firma há cinco meses. Sou apenas funcionário da firma. E daí por diante, se a gente for contar a história da vida da gente, sabe, é muita coisa, porque você conta o dia todo e realmente não termina de contar tudo, porque a vida da pessoa é uma coisa longa, não? Então, não é tanto que eu não, Raul, eu não gosto de pegar um microfone para mim contar uma história, porque a gente às vezes não tem nível para conversar bem, conversar assim uma coisa de muito apoio, porque só conversa assim. Agora espero que escreve quem quiser e quem souber, não é mesmo?

Entrevistador - Raul:
Claro.

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
E se o senhor é um rapaz inteligente, um rapaz assim de nível de alta capacidade, então isso não vai me levar a mal, não é mesmo? Nem o senhor como o outro também, não é mesmo?

Entrevistador - Raul:
Claro.

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
E a gente não vai passar apenas como bobinho não, vai pensar assim como aventureiro, né? Como aventureiro. Porque o cara que não aprendeu realmente não teve quem deu assim um ensino de competência. Quer dizer que não vai falar coisas assim, né? Coisa que pertence mesmo assim, alguma coisa que está acontecendo com a gente.

Entrevistador - Raul:
Eu posso te dizer uma coisa?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Pode dizer.

Entrevistador - Raul:
É o seguinte, eu acho que aprender é uma coisa que tem um significado muito amplo. Se tu não precisa aprender só nos livros.

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Certo.

Entrevistador - Raul:
E digo mais, eu acho que tanto eu tenho coisa pra te ensinar, quanto você tem coisa pra me ensinar. É como eu estava dizendo lá na sala.

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Certo.

Entrevistador - Raul:
Pra mim você é tão importante quanto o engenheiro e devia ganhar tanto quanto ele. Porque sem você ele não seria nada e sem ele você não seria nada. Então acho que todos são importantes.

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Certo.

Entrevistador - Raul:
Mas acontece que às vezes um fica valorizado e o outro não, esse é que é o erro.

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Certo. Então nesse momento, o nosso papo vai crescer realmente, que você me deu apenas uma chance para que possamos falar mais, certo? Então, inclusive, eu falo sempre com meus colegas do trabalho, os meninos, nós temos essa aula aqui, essa escolinha, isso para nós foi assim, uma coisa de uma determinada maneira, que foi mesmo uma bondade que nós ganhamos aqui nesse trabalho, que realmente, quase da firma consultora, não dá chance do operário estudar. E a pessoa muitas vezes pode falar: "Não, não vou estudar porque vou pegar um serão e duas horas ou dois trabalhos”. Qual esse dinheiro desse trabalho dele não vai resolver o dia de amanhã, não é isso? Então a gente que bem pensasse, estudava, batalhava, dava valor para o treinamento do professor, não é isso? Que está dando aula para a gente, lecionando. E também o engenheiro que deu essa chance para o aluno vir até o trabalho, não é mesmo? Porque a pessoa, menino, Logo nós estamos falando em modo de viver, tudo pertence a um modo de viver, porque olha, eu cheguei aqui, estava com dois meses, eu fiz o teste, trabalho nessas máquinas, máquina sabe fazer tijolo para a firma?

Entrevistador - Raul:
Você aí na obra você tem que função?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Quer dizer que eu estou apenas exercendo uma função de um carregado de maquinário, entendeu? Máquina de fazer tijolo, entende, máquina de fazer tijolo para a firma. Então eu cheguei e comecei a trabalhar com boa vontade e sempre falando com o engenheiro para ele me classificar, para ele ter paciência com a gente, entender o meu trabalho, entender o meu modo de falar, entender o meu pessoal, a minha boa vontade, até realmente foi classificado, certo? Hoje, graças a Deus. Porque eu, menino, não tenho capacidade de chegar perto do senhor, estourar com o senhor e falar de paciência, não, eu vou, converso num consultor devagarzinho, até você me entende, porque a gente, ninguém nasceu sabendo. E conversando é que se entende, não é isso? Se eu sou um rapaz empregado e necessito do trabalho para ganhar o meu dinheiro que é sagrado, então eu vou conversando. Quer dizer que não no meu pequeno nível, até ele pode me entender como não entendeu, não e me classificou. Quer dizer que ficou eu muito além e satisfeito, não passei como puxa saco, não passei apenas como uma vez uma pessoa que elogio, mas passei com uma pessoa bacana pelo meu ideal, não é isso?

Entrevistador - Raul:
Como é teu ideal?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Meu ideal, viu Gisboa? É trabalhar, é economizar, é ‘persuir’ (possuir). É ser uma pessoa de nível na vida. Porque sem batalha ninguém consegue nada, não é mesmo?

Entrevistador - Raul:
Me diz uma coisa, você tem quantos anos?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Quer dizer que eu tenho realmente 28 anos.

Entrevistador - Raul:
E você tem família aqui? Ou está todo mundo na Bahia?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não, só tenho uma irmã em Brasília. Mas o meu pessoal, papai e mamãe e os irmãos, eles residem em Minas, cidade de Pirapora.

Entrevistador - Raul:
Você não é casado não, né?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não, solteiro.

Entrevistador - Raul:
E como é que tá a vida aí? Como é que tá o salário aí de você? O salário do pessoal, dos companheiros de que trabalham?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Quer dizer, meu amigo, salário. Salário é um problema que a pessoa não pode nem explicar, porque cada qual, dentro dessa obra, tem um nível a trabalhar. Eu, por exemplo, sou tarefeiro da firma, ganho realmente por semana uma base de 800 cruzeiros a 1.100 contos, certo? E os outros, meus colegas, meus vizinhos de trabalho, podem ganhar uma média de 400 cruzeiros por mês, por semana, 450 por semana a 500. Agora eu sou tarefeiro, que esforço pela parte do trabalho, ganha realmente uma base de 800 cruzeiros ou a mil e cem contos por mês.

Entrevistador - Raul:
Por semana, você diz, né?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não, por semana, quer dizer.

Entrevistador - Raul:
E a maior parte ganha o que você ganha, a maior parte ganha o que você falou?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não. A maior parte ganha essa base de 400 e pouco por semana.

Entrevistador - Raul:
E isso está dando para viver, o teu e o deles?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Meu amigo, eu quero dizer que dá para viver. Não dá para viver, mas que a pessoa que é de pouco salário não vê vegeta, mas diz assim a palavra, que enquanto a em vida é a sorte, não é mesmo? A pessoa, qualquer tanto que a pessoa ganha, a pessoa vai viver, não é? Quer dizer que o que eu posso fazer? Se eu não tenho condições suficientes para ganhar muito, esse público que eu ganho, eu ganho assim, com boa vontade e tudo bem, né?

Entrevistador - Raul:
E me diga uma coisa, e para o pessoal que tem família, como é que está a situação? pessoal não comenta, não diz nada?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não, muitas vezes eles queixam que é pouco e não dá para viver, mas a pessoa, quando não tem outro modo de viver, não tem outro destino na vida, quer dizer que tem que conformar com um pouco que Deus dá, porque se fosse no algo da gente, todo mundo ganhava bastante, todo mundo teria nível, mas com meu nível é para aqueles que tem sorte, sabe, assim a chance para receber um alto nível do que da nível que ganhamos dele. Agora a gente que não podemos ganhar muito, ganhamos esse pouquinho e ficamos realmente satisfeitos, ainda agradecemos a preferência de quem nos empregou para ganhar esse pouco todo dia.

Entrevistador - Raul:
E me diga uma coisa companheiro, você acha que as pessoas que ganham mais, que tem mais nível, é por sorte, é porque o Deus quis ou é porque a coisa está errada?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não, meu amigo por quê. Eles ganham mais porque teve quem desse um pouco de leitura e eles interessou, batalhou e chegou até a função que está.

Entrevistador - Raul:
Me diga uma coisa, você acha que com essa leitura que vocês estão aprendendo dá para subir de vida? Dá para ganhar mais?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Dá. Porque realmente ninguém nasceu sabendo, não é mesmo? A pessoa batalhando, se esforçando pessoalmente, amanhã pode fazer um curso especiais, sair do MOBRAL para uma outra escola e se classificar e passar em uma pessoa, para uma pessoa inteligente, compreendeu? Essa é a função de qualquer formado. Porque realmente a pessoa que é formada não nasceu sabendo. Quer dizer que eu não estou especial mal e nem querendo discutir um assunto, sabe? Assim, obrigativo, mas essas palavras, eu estou dizendo, é porque a pessoa que sabe ler e escrever realmente bem e tem nível, é porque ela achou que ajudasse ele, ele também teve boa vontade de pessoas próprias.

Entrevistador - Raul:
Me diga uma coisa, companheiro, você acha que o operário que aprende a ler, ele vai ter mais chance realmente, quer dizer, ele vai encontrar lugar? Vai ter lugar para ele?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não, não vai ter lugar, sabe por quê? Porque todo lugar é lugar, entende?

Entrevistador - Raul:
Mas vai ter lugar melhor que eu digo?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não, não vai ter lugar melhor, porque todo lugar são iguais, certo? Agora que não são iguais às pessoas. Porque se eu fosse iguais com o senhor, por exemplo, quer dizer que eu não era um batalhador do trabalho pesado, certo? Não ia me aquecer, meu suor e trabalhar dia de noite para manter o meu salário que é ganho. E como o senhor é uma pessoa que tem nível, tem estudo, certo? É uma parte suficiente que possa trabalhar no trabalho que o senhor trabalha nessa função, quer dizer que tem mais nível do que eu, porque se eu não soubesse nem aqui, nem quando eu não seria o trabalho que o senhor trabalha, entende? Isso eu quero repetir.

Entrevistador - Raul:
Me diz uma coisa, quanto tempo está essa aula aí?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Quer dizer que eu não posso informar quantos tempos, porque eu apenas sou novata no trabalho da firma. Mas realmente deve ter uma base de uns 5 meses, né? Não vamos estourar, não.

Entrevistador - Raul:
Você tá estudando a quanto tempo?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
A base de uns 20 dias a 30 dias de estudo.

Entrevistador - Raul:
Você já aprendeu que?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Aprendi assim, ler, escrever meu nome, sabe? Isso que eu aprendi, escrever, ler alguma coisa, certo? E analisar alguma benfeitura que veio na escola, aprender, aprender a conversar com a humanidade. tratar meus amigos muito bem, tratar o engenheiro da obra muito bem, e dar valor a parte do estudo.

Entrevistador - Raul:
Eles ensinam a tratar todo mundo bem, o engenheiro bem. O que a professora ensina aí?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Ela ensina muita coisa, ensina a pessoa a se cumprimentar, trabalhar, pagar realmente, contar a história do Brasil. Dizer que a leitura é muito bom, que a pessoa deve batalhar, deve se esforçar e ser uma pessoa assim inspirada, ser uma pessoa assim informidade, pessoa assim triunfante, pessoas de praça, pessoas que merecem assim ‘alojeio’ (elogio) de qualquer pessoa inteligente, a qual não o professor, como a gente também que aprendeu com ela, não é mesmo, e pode, mas isso é a função de outro professor seguinte, certo?

Entrevistador - Raul:
Me diga uma coisa, e o pessoal aí, por que que eles dizem que vêm estudar, os teus outros colegas que estão aí na sala?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não, eles falam que vêm estudar porque acham que a vida do trabalho de servente todo o tempo, sabe? Não dá para viver. Então eles vêm estudar, porque eles mais logo podem, realmente são as pessoas, porque botam a bacia numa loja, trabalham em um barcão, ser motorista, só sabe que, para todos os efeitos, a pessoa que não sabe ler e nem escrever, coitadinho deles. Eu não posso ser motorista, eu não posso ser um contador, ele não pode ser um despachante, não posso ser um comerciante. Então a leitura é uma coisa muito boa. É uma coisa que pertence àquele que sabe que o Brasil é o Brasil e lê a lei, não é mesmo? Porque a pessoa sem leitura espera que não é ninguém, realmente nada na vida.

Entrevistador - Raul:
E me diga uma coisa, companheiro, e o resto do pessoal aí, está aprendendo ou não está aprendendo?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Quer dizer que a gente não pode informar que está aprendendo, porque cada qual tem seu esforço.

Entrevistador - Raul:
Quer dizer que não sente assim se o pessoal está sabendo ler, está sabendo assinar nome, escrever?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Quer dizer que a gente analisando, olhando assim para os amiguinhos, parece que estão aprendendo, mas sei de mim que estou aprendendo, ou pouquinho ou muito, mas a boa vontade está comigo, certo? Apenas que eu já sabia um pouco de leitura, mas com a boa vontade da professora dessa obra, estou aquecendo cada vez mais sobre a leitura, entende?

Entrevistador - Raul:
Você já tinha estudado alguma coisa antes?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Já tinha estudado, estudei na cidade de Buritis, município de Pirapora, Minas Gerais.

Entrevistador - Raul:
Até que anos você estudou?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Até o terceiro ano, meus estudos foram muito fraquinhos, porque papai realmente é pobre, não tem condições, sabe, de dar uma leitura para os filhos, porque pessoas fracas, batalhador, lavourista, eu não tenho condições, sabe como é que era no exterior, na de Minas. Então, plenamente eu tenho apenas terceiro ano, bem escrito.

Entrevistador - Raul:
E o pessoal aí, frequenta muitas aulas ou não?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Frequenta muitas aulas.

Entrevistador - Raul:
Não falta muito não. Mora todo mundo na obra?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Quase todos na obra. Nem todos dá valor ou trabalho na escola, mas muitos dá valor.

Entrevistador - Raul:
Mas o pessoal que estuda mora todos na obra?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Que eu conheço, todos moram na obra.

Entrevistador - Raul:
Você mora na obra também?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Eu trabalho e moro na obra todo tempo, quer dizer que não falo você morar fixo, mas estou em alojamento, quer dizer que praticamente falo que estou morando, não é mesmo?

Entrevistador - Raul:
Você está alojamento daquele ali?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não, é um alojamento ao lado do edifício grande aqui.

Entrevistador - Raul:
Me diz uma coisa, é bom alojamento?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
É um alojamento bom, quer dizer que é um lugarzinho limpo, muito caprichadinho, um alojamento novo, certo, e o mestre da obra da mínima atenção, o engenheiro também gosta, porque as coisas fiquem sempre limpinhas, a qual a pessoa não pode adoecer, às vezes não pode também receber algum bichinho que morre, companheiro para não dar certo problema no operário, não é mesmo?

Entrevistador - Raul:
E a comida, como é que é? E a boa?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Olha, meu amigo, a comida é ótima a comida. Eu apenas não vou ‘defamar’ (difamar) a comida, porque lugar que trabalha muitas pessoas, se manifestam porção de pessoas em cantina, Cantineiro não tem condição de fazer uma comida especial, porque o cozido está muito caro e uma comida muito caprichosa vai ficar realmente cara mesmo, certo? Então eles fazem a comida em alcance que se possa fazer, quer dizer que não seja especial, mas dá a pessoa alimentar e não faz mal.

Entrevistador - Raul:
Quem que paga a comida é a companhia, a firma?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Bom, quem paga a comida é o operário e vem descontado integral no pagamento.

Entrevistador - Raul:
Quem organiza a cantina é a firma?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
É a firma.

Entrevistador - Raul:
Quanto é que vocês pagam por refeição?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Pagamos realmente 12 cruzeiros.

Entrevistador - Raul:
12 cruzeiros por refeição.

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Por refeição.

Entrevistador - Raul:
E o pessoal que ganha menos paga isso também?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Paga tudo igual.

Entrevistador - Raul:
E me diz uma coisa, e quanto ao material utilizado, o material que a professora usa? Qual o material que a professora usa, o que você acha dele?

Palestrante 1
Quer dizer que material, quer dizer que os livros, os cartazes, as coisas assim. Realmente, a joia, quer dizer que para uma obra do primeiro ano, conforme estudamos, são coisas boas, são uns livros muito bem zeladinhos e tal, porque a pessoa não vai trazer um livro, sabe, assim, um livro muito difícil de ler, porque as pessoas não tem nível, não sabe ler aquilo, quer dizer que faz assim, é quando tinha do primeiro ano e tal, não é isso?

Entrevistador - Raul:
Mas eu estava te perguntando, você acha que o pessoal entende os cartazes, as coisas que ela põe?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não, realmente uns entendem, sabe, e outros não.

Entrevistador - Raul:
Por que que eles não entendem?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Porque as pessoas, viu ô Raul, que ele não teve um ensino completo, ele não teve assim um ‘estúdio’ (estudo), ele não teve assim uma inteligência, compreendeu? Então eu não posso seguir em frente, entende? Por exemplo, eu entendo realmente alguma coisa, certo? Porque eu já estudei, já li pessoalmente, sei o que está acontecendo com alguma coisa, certo? no assunto de leitura, escola, trabalho, sabe, o Brasil e eles entram. Mas muitas pessoas, coitadas, são criadas na roça, como eu te falei, não tem condições, então não entende, certo, não entende.

Entrevistador - Raul:
Não entende os cartazes do material?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não entende, certo?

Entrevistador - Raul:
Você não acha que não dava para fazer um tipo de cartaz que eles entendessem, assim, se fosse mais ligado com a vida deles, com o mundo deles?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Então é difícil, né, a pessoa tem fazer analisar é uma coisa muito difícil, compreendeu? Quer dizer que isso aí é difícil de entender, porque realmente eu não sou uma pessoa assim, muito parada, sabe? Não sou uma pessoa assim, muito fraquinho em leituras. Para eu fazer um orçamento, fazer um desenho, me deu uma coisa moderna, eu acho difícil, dificilmente, compreendeu essas pessoas que nasceram na roça, se criou nas roças, coitadas, não tem saída.

Entrevistador - Raul:
E os cartazes que a professora mostra? Que cartaz do foguete, da comida, essas coisas assim, o pessoal que que fala?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Eles ficam realmente admirados, né? Uns ficam admirados, outros não sabem o que é, e daí pra frente.

Entrevistador - Raul:
O que que eles não sabem o que é? Dos cartazes? O foguete nego não sabia o que era?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Então, não sabe não, né? Muitas pessoas, muitas pessoas você mostra uma coisa, você mostra em um gravador. Você mostra um gravador, você mostra assim, uma televisão, sabe? Então você ainda sabe desse mundo, viu menino, o Brasil é moderno, mas tem muito brasileiro que ainda está por fora, certo? De toda a gíria, entendeu? Então não tem condições. As vezes ainda me mostra uma coisa fácil, eu chego assim e falo professora, isso, isso, isso e isso.

Entrevistador - Raul:
Então quer dizer que parte do Brasil é que é moderno, não é todo o Brasil.

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
É uma parte, não é meu amigo? Porque se fosse moderno seria uma boa, entendeu? Olha, porque realmente, você viu, Raul, quando eu converso com meu superior do trabalho, com o engenheiro, então ele fica assim, parado nas minhas falas, fala, poxa, esse rapaz é batalhador, um cara convivente, sabe, um rapaz assim parceiro, compreendeu? Tudo bem, não é mesmo? A qual outra pessoa pior do que eu, mas não sabe falar com o engenheiro, também pede para falar com ele. Quer dizer que se o camarada tivesse amido como eu aprendi, então todo mundo teria condições de chegar lá e falar, não com o moço, não?

Entrevistador - Raul:
Me diz uma coisa, tem muito acidente na obra?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não, não tem acidentes, muito difícil. Quando não tem acidentes pequenos, coisinhas sempre que não perturbam ninguém.

Entrevistador - Raul:
Me diga uma outra coisa aí, como é que é o... É isso aí, você acha que então alguns cartazes o pessoal não entende porque está muito distante da vida dele?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Realmente.

Entrevistador - Raul:
Quais foram os cartazes aí? Você não se lembra que a professora mostrou aqui e eles não entenderam?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Porque pela parte de cartazes, viu, meu amigo? Ela mostrou algum cartaz assim sobre a obra, sobre o Brasil, sabe, até de meu alcance. Foi pouquinho cartaz. Agora, o momento que esse cursinho que ela está fazendo, eu lembro ela fazer assim as poesias sobre Brasília, compreendeu? Uns cartazes sobre Brasília, quer dizer que... Hoje foi a primeira vez que caiu, sabe, nosso quadro. E o tema anterior é só mapa do Brasil, essas coisinhas sempre.

Entrevistador - Raul:
Não apareceu assim o foguete?

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Não, que eu vi isso não.

Entrevistador - Raul:
Tá legal, é só isso então, muito obrigado.

Entrevistado - Ireno José Pequeno:
Então Raul, no mais, como terminei minha sobre palavra, quero que você não me leve a mal, se não falei bem, você sabe que eu não posso falar mesmo, certo? Reconheço realmente que sou um pequeno em Boa Vista compreendeu? Mas, então em ordem das meia hora, e um dia posso mesmo chegar até lá, não, e você pode me entender.

Entrevistador - Raul:
Para chegar lá, muita coisa tem que mudar.

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CBPE_m178p10 - Motivos para Escolher o Professor Vinicio Valdivia para Produzir Séries Fotográficas, 1969

Documento com relação de motivos para a escolha e contratação do Professor Vinicio Valdivia, especialista em recursos audiovisuais, para produzir séries fotográficas e cinematográficas, sendo a primeira série temas diversos e a segunda sobre os meios audiovisuais no ensino, para o INEP/MEC.

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CBPE_m328p06 - Fotografias do Ginásio Erasmo Braga de Curitiba, 1958 - 1959

Correspondência da Secretária do Ginásio Erasmo Braga do Bairro Uberaba de Curitiba/PR, ao Diretor Executivo do CBPE, Péricles Madureira de Pinho, enviando algumas fotografias da área total da escola, fachada, sala de aula, salas especiais de ciências e trabalhos manuais, biblioteca e auditório, parte do campo de esportes, gabinete de orientação e sala de línguas, atendendo a solicitação da Circular 1092/58 da DDIP.

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CBPE_m328p05 - Fotografias do Ginásio Adventista Paranaense de Curitiba, 1958

Correspondência do Diretor, Rubens Segre Ferreira, do Ginásio Adventista Paranaense de Curitiba/PR ao Diretor Executivo do CBPE, Péricles Madureira de Pinho, enviando algumas fotografias do edifício escolar, vista aérea, dormitório dos rapazes, alunos de piano, auditório, refeitório, aula de inglês, lavanderia e secretaria, atendendo a solicitação da Circular 1092/58 da DDIP.

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CBPE_m102p03 - Fotografias Internas e Externas do Centro Regional de Pesquisas Educacionais de Pernambuco, 1960

Documento apresenta ofício do Secretário Executivo do CRPE - Recife, Adauto Gonçalves, informando a entrega de fotografias solicitadas pelo Diretor Executivo do CBPE, Péricles Madureira do Pinho. Em anexo são apresentadas fotos identificando espaços da sede de Recife que se encontram no bairro de Apipucos, Rua Dois Irmãos, nº 92. Também aparecem membros da equipe de funcionários do CRPE de Recife, como datilógrafos, contadores e os coordenadores e assistentes do DEPE - Divisão de Estudos e Pesquisas Educacionais, e do DEPS - Divisão de Estudos e Pesquisas Sociais. Também aparece o Diretor Geral da CRPE-PE, o prof. Gilberto Freyre.

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